Notícias Sapatilha

Informativo Semanal – Dança Espírita


17 de Março de 2017 – nº 09

ACONTECE


IV Mostra Nacional de Dança Espírita

Coordenação Geral da IV Mostra Nacional de Dança Espírita reúne-se este final de semana

logo_mostra-nacional-danc3a7a-espc3adritaA Coordenação Geral da IV Mostra Nacional de Dança Espírita que acontecerá de 15 a 18 de Novembro de 2018 em Florianópolis/SC reúne-se este domingo (19/03) para deliberações.

Os encontros da equipe acontecem a cada 15 dias virtualmente e têm por objetivo pensar o evento em termos administrativos, artísticos e doutrinários.

A Equipe de Coordenação é formada por lideranças do movimento de dança espírita de vários estados: Daniela Soares (Belo Horizonte), Perciliano Gomes (Macapá), Miriam Faria (Ouro Branco), Ana Carolina Porto Lemes (São Paulo), Lucinha Azeredo (Pará), Anderson Daltro (São Paulo), Josiane Portilla ( Uruaçu, GO), Vivian Françosi  e Maico Guibson (Florianópolis).

Os encontros tem acontecido desde o ano passado e visam o preparo minucioso do evento para 2018. Ações estão sendo pensadas para melhorias em termos da organização do evento, seja no âmbito dos estudos e oficinas, apresentações e integração dos grupos.

A área doutrinária, sob coordenação de Miriam Faria (Ouro Branco) também se reúne quinzenalmente –  Denize de Lucena (Curitiba), Lucinha Azeredo (Pará), Rosália de Castro Sousa (Brasília), Denise Quintanilha (Rio de Janeiro) e todos os membros da coordenação geral participam do planejamento do temário da IV Mostra Nacional de Dança Espírita que girará em torno de “Dança , Educação e Evangelho”

A equipe está aberta a participação de interessados. Se você deseja ser um colaborador voluntário da IV MNDE, envie um  e-mail para mostranacionaldancaespirita@gmail.com que a equipe entrará em contato.

PARA REFLETIR


POR UMA DANÇA ESPÍRITA
Denize de Lucena

13329324_1023533911072293_379259702699300958_oCerta feita um amigo que estava convencido em dar início a um grupo de dança
em sua casa espírita nos interpelou sobre qual a denominação correta: grupo espírita da
dança ou grupo de dança espírita?

Achamos a questão bem interessante, e embora já tivéssemos intimamente uma
resposta, resolvemos dar vazão ao tema buscando verificar se nos esteávamos sobre solo seguro.

Acreditamos que a questão se coloca pela imprecisão dos termos e
principalmente pelo conceito que possam vir a abrigar, uma vez que ainda não é ponto
pacífico o que venha a ser dança espírita e qual as suas delimitações, embora tenham sido
empreendidos vários esforços nesse sentido.

Tomemos a questão por analogia e talvez possamos lançar alguma luz sobre ela.
Pensemos: se no lugar de dança espírita estivéssemos querendo fazer dança africana. Será
fácil responder se teremos um grupo africano de dança ou um grupo de dança africana. O
mesmo se repete com grupo de dança barroca ou grupo barroco de dança, grupo
carnavalesco de dança ou grupo de dança carnavalesca, etc.

Parece-nos que, se o adjetivo se liga ao sujeito, para sermos corretos teríamos de
nomear nossos grupos de grupo espírita de dança espírita. Uma vez que o grupo é
provavelmente formado por espíritas e desejam coreografar danças cuja temática,
mensagem e intenção estejam ligadas aos fundamentos da Doutrina dos espíritos,
codificada por Allan Kardec. Aliás, para evitar a duplicidade do termo espírita, uma opção
poderia justamente ser denominarmos de grupo kardecista de dança espírita.

Não sei quanto ao leitor, mas a nós parece um tanto quanto redundante de
qualquer jeito. Assim, pensamos em suprimir pelo menos um dos termos. Vejamos a
questão. Lembrando das analogias feitas acima, se suprimirmos o segundo termo espírita
deixando o primeiro, este termo estaria ligado ao vocábulo grupo, assegurando que os seus
membros são adeptos da doutrina espírita, portanto, todos têm de ser necessariamente
espíritas. No entanto, não haveria nenhum equívoco nem se perderia o caráter de grupo
espírita se este resolvesse apresentar como espetáculo o conceituadíssimo ballet O Quebra Nozes.

Ele continuaria sendo um grupo espírita de dança visto que seus membros são
espíritas e que o ballet clássico é inegavelmente uma dança.
Se, ao contrário, suprimirmos o primeiro termo espírita deixando o segundo,
este estaria ligado ao termo dança e não necessariamente ao termo grupo. Literalmente isso poderia implicar no fato de que seria possível, ou pelo menos não seria proibida a
participação de pessoas que não sejam espíritas no grupo, mas que este tem como objetivo
inquestionável e irrefutável a realização de danças espíritas e portanto, sua realização, sua
elaboração, seus compromissos, pensamentos e ações necessitam estar em acordo com o
corpo doutrinário que se coloca como aporte do Espiritismo.

Nossa avaliação é que desta segunda forma, temos asseguradas nossas intenções
e objetivos. Resumindo, não temos qualquer oposição a que pessoas de quaisquer crenças
desejem estar conosco e partilhar de nosso grupo. Mas de maneira alguma abdicaremos de
estar em plena sintonia com nossa crença espírita e seus referenciais.

Muito mais do que dançar, desejamos fazer de nossa dança o instrumento de
crescimento do nosso espírito. Seres imortais que somos, compreendemos que trazemos em nosso perispírito as memórias de nossas existências pregressas, reconhecemos a bênção da reencarnação, e o corpo como a maravilhosa máquina de construção divina que nos permite mergulhar na escola da Terra. Compreendemos que somos seres inacabados, como dizia o grande educador Paulo Freire, mas nosso destino é a perfeição. Estamos em permanente escala ascensional.

Existe em todos os seres, um impulso criador, que os leva a agir. Filhos de
Deus-criador, trazemos em nós essa herança Divina, que nos impulsiona para
frente e para cima, criando e recriando, construindo a nós mesmos, num esforço
evolutivo constante. (…)

Esse impulso criador, pois, deve ser ricamente estimulado (…), oferecendo canais
superiores para a livre circulação dessa energia divina, (…) base para todo o
progresso intelectual e moral. (ALVES, 2000, pp. 29-30)

O trabalho com a dança espírita nos permite remodelar os arcanos do nosso ser,
imprimindo em nosso corpo as belezas da criação, as imagens e idéias do mundo espiritual
que, como nos disse Kardec, nos inspiram e nos emocionam, porque consolam e
regeneram.

Não desejamos um passatempo que nos ocupe as horas vazias e recreações
desinteressadas, mas já não abraçamos a busca do virtuosismo pelos aplausos, das formas
pelo sensualismo, dos esforços pela vaidade.

Encontramos um caminho rumo ao Pai, um caminho que nos esclarece o
caminhar, que nos aponta a direção a seguir e os meios como alcançar. Reunimos em nossa
dança espírita a possibilidade de desenvolver as duas asas do espírito da qual nos fala
Emmanuel. Pois que reunimos os estudos do conhecimento espírita com o desenvolvimento do potencial criador, da sensibilidade e do sentimento.

O nosso olhar se estende pelos conhecimentos doutrinários e nos traz os aportes
para a prática coreográfica, para a ação fluídica, somática, vibracional e energética de nosso corpo, em parceria constante, intensa e consciente com os encarnados e desencarnados que interagem conosco.

Assim, cada dia de encontro, cada hora de trabalho, cada instante de criação,
cada sequência coreografada, as leituras, as pesquisas, as escolhas das músicas, dos temas,
dos passos e gestos, são oportunidades de trabalho na remodelação do homem velho que
ainda somos, mas na busca do homem de bem que almejamos ser.

Compreendendo a existência e a manipulação dos fluidos, da psicosfera, das
formas-pensamento, dos centros de força e do intercâmbio entre os planos da vida, tendo
nosso corpo como instrumento a serviço do belo e do bem, nosso fazer mais que artístico se  faz espírita. Eis a nossa verdade. Eis o nosso emblema. E se quiserem insistir: eis o nosso
rótulo. Não nos importamos de carregar etiquetas se elas servirem para que sejamos
reconhecidos pelos nossos ideais.

Assim é que nossa dança espírita se propõe muito mais que a pôr no palco
formas e gestos. Os seus resultados são buscados já nos encontros, nos ensaios, no diário do grupo que vê na dança espírita o seu instrumento de crescimento. Os aspectos técnicos não serão relegados, nem se perderá de vista a harmonia, a sincronia, a estética e a execução.

Mas estas estarão a serviço do bem e do belo que impulsionam o grupo.
Os caminhos serão traçados conforme a constituição de cada grupo, suas
finalidades específicas, sua ligação com a casa espírita. Nunca abdicará porém da luz da
doutrina espírita a apontar-lhe a direção ao porto seguro.

Os conhecimentos sobre o corpo irão muito além da anatomia, da cinesiologia,
da fisiologia e da física, permitindo um revisitar de seus conceitos e um pacificar de sua
atuação dentro das nossas casas espíritas. O corpo como instrumento do pecado mergulha
por completo na escuridão dos séculos idos. O corpo, como nos diz o apóstolo dos gentios
(1993), “ressuscita incorruptível; (…) ressuscita glorioso; (…) ressuscita cheio de força;
(…) ressuscita corpo espiritual”.

Nossa dança espírita se torna assim

um cântico de louvação fisicalizado em luzes e formas, emitindo irradiações
salutares e terapêuticas, unindo almas em sintonia com os benfeitores e elevando
o ser ainda mais, a planos de sutilíssimas harmonias. (ARIEL, 2003)

Levar a dança espírita, pelo dito nas linhas aqui redigidas, aos palcos de todos os
tamanhos, em todos os lugares, é iniciar a nossa colaboração no exercício do melhorar-se a
si mesmo, do auxiliar aos semelhantes, do cooperar com a espiritualidade, utilizando de
corpo e alma, as forças da vontade e da criação a bem de todos.
O espetáculo assim concebido reflete as palavras de Kardec elegendo o consolo
e o amparo à vida,

(…) pela reprodução das cenas tão multiplicadas e várias da vida espírita! Em vez
de representar despojos frios e inanimados, ver-se-á uma mãe tendo ao lado a
filha querida em sua forma radiosa e etérea; a vítima a perdoar ao seu algoz; o
criminoso a fugir em vão ao espetáculo, de contínuo renascente, de suas ações
culposas! O insulamento do egoísta e do orgulhoso, em meio da multidão; a
perturbação do Espírito que volve à vida espiritual (…)
(o artista) haurirá nesta fonte as mais sublimes inspirações (…) porque, às
preocupações de ordem material e efêmera da vida presente, sobreporá o estado
da vida futura e eterna da alma. (KARDEC, 1995, p.159)

Bibliografia:

ALVES, Walter Oliveira. Introdução ao estudo da pedagogia espírita – teoria e prática.
Araras, SP, IDE, 1ª. Edição, 2000.
NOVO TESTAMENTO – Primeira Epístola de Paulo Apóstolo aos Coríntios. Vers. 42-
44, in BÍBLIA SAGRADA. Ed. Pastoral – Bolso. 1a. ed. São Paulo – SP: Paulus, 1993.
ARIEL. (espírito) Dança, vibração da alma. Mensagem psicografada. Arquivo da
Comunidade Arte e Paz. Salvador, 2003.
KARDEC, Allan. Obras póstumas. 27ª. Edição. Rio de Janeiro/RJ, Brasil: Federação
Espírita Brasileira, 1995.

*Denize M D de Lucena. Técnica em Recreação Coreográfica e Bailarino para corpo de Baile pela FUNCEB – BA, Licenciada em Artes Cênicas pela UFBa – BA, espírita desde 1995, é sócia-fundadora da Comunidade Arte e Paz – BA, tendo feito parte de sua diretoria e diversos outros setores. Compõe desde 2010 a
Coordenadoria de Dança Espírita da Abrarte, sendo também sócia-fundadora desta associação. Atualmente
reside em Curitiba/PR, integrando o grupo de evangelizadores do Centro Espírita Missionários da Luz, e a Comissão de Juventude da URE NORTE.

VAI ACONTECER


O canal oficial da Abrarte no Portal YouTube lançou esta semana novo vídeo de convite para o 14º Fórum Nacional de Arte Espírita, que será realizado em Goiânia, de 15 a 17 de junho próximo, com o tema central Artistas espíritas: amai-vos e instruí-vos. O vídeo foi produzido pelo associado Claiton Freitas, de Brasília.

O Fórum é um movimento nacional que reúne artistas e integrantes de grupos espíritas de arte de várias cidades e estados brasileiros. Promovido pela Abrarte, em parceria com a Federação Espírita do Estado de Goiás (Feego), o evento terá estudos doutrinários, seminários, debates sobre o fazer artístico no meio espírita, breves apresentações artísticas, assembleia geral de associados da Abrarte, além de proporcionar um ambiente de integração e sensibilização dos participantes. O objetivo é reunir em clima fraternal, coordenadores e lideranças de grupos de arte espírita, associados da Abrarte e dirigentes espíritas interessados na prática da arte espírita, com o intuito de promover a troca de experiências, reflexões, estudo doutrinário e busca pelo aperfeiçoamento do fazer artístico espírita.

As inscrições terminam impreterivelmente no dia 15 de abril ou quando forem preenchidas as 200 vagas disponíveis. Confira na tabela a seguir os valores das inscrições:

 

Situação Valor
Associado da Abrarte (adimplente) alojado no evento R$ 153,00
Associado da Abrarte (adimplente) não alojado no evento R$ 143,00
Participante não associado da Abrarte alojado no evento R$ 180,00
Participante não associado da Abrarte não alojado no evento R$ 170,00
Criança de até 12 anos completos R$ 85,00
Trabalhador do evento R$ 85,00

A inscrição para o Fórum é feita pela internet e o pagamento pode ser feito pelo Pag Seguro. O pagamento da taxa de inscrição dá ao participante o direito de alojamento no local do evento, refeições durante o período do almoço do dia 15 ao café da manhã do dia 18 de junho de 2017, traslado aeroporto/rodoviária ao local do evento, na chegada e no retorno.

XII MOSTRA ESPÍRITA DE DANÇA “Oficina do Espírito”

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Acontece nos dias 29 e 30 de Abril e 1 de Maio de 2017 a XII Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito em Araras, interior de São Paulo.

A Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito” idealizada pelo Grupo Espírita de Dança Evolução – GEDE acontece desde 2001.

A mostra conta com estudos sobre a dança e corpo sob à ótica da Doutrina Espírita, oficinas de aprimoramento, momentos de discussões entre os grupos espíritas de dança e apresentações artísticas.

O tema central deste ano é “É preciso simplicidade para fazer florescer”. Haverá um momento de estudo para  jovens e adultos com o temática –  “Quais os limites? Um debate sobre dança, corpo e tabus” – coordenado por Fernanda Alves, do Grupo Espírita de Dança Evolução e Laura Murari do Grupo Espírita de Teatro e Dança “Cor da Alma” de Rio Claro,SP.

RECORDAR É VIVER


Grupo Crisálida – Rio de Janeiro/RJ

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