Momento pra pensar

Dividindo minhas reflexões…

Daniela L. P. Soares

Este ano, estamos comemorando o centenário do nosso querido Francisco Cândido Xavier, nosso “Chico”. Em Julho, doce coincidência, pudemos estar na cidade de Pedro Leopoldo onde foi realizado o Fórum Nacional de Arte Espírita.

Tudo nos remetia a simplicidade genuinamente cristã e a figura daquele homem humilde, que se apagou para que a luz do Cristo resplandecesse em cada página escrita por seu intermédio.

Mais do que médium cônscio de suas responsabilidades, nos deixou como legado o exemplo vivo da vivência evangélica, em cada ato ou pequeno gesto nas ações cotidianas.

Voltando nossas reflexões para a arte espírita e examinando nossas práticas e vivências, vem-nos a lembrança do querido Chico.

Que possamos igualmente apagar os holofotes sobre nós, para que a mensagem do Cristo resplandeça em nossas criações.

Nós, artistas, muitas vezes acostumados as honras e os aplausos, não podemos brilhar mais do que a mensagem que tentamos timidamente levar através de nossa arte.

Que cada espetáculo, apresentação, coreografia seja artífice de nossa própria melhoria, tocando as fibras mais íntimas de nosso próprio coração.

Que ao final de cada apresentação artística possamos refletir sobre as modificações que as mensagens que temos nos comprometido a levar pela linguagem encantadora da arte, tem realizado em nosso mundo íntimo. Pois se nosso ofício não serve nem para nós mesmos, o que teremos para oferecer ao nosso próximo?

Ninguém consegue convencer alguém daquilo que não acredita, nem fazer sentir aquilo que não vivencia em sua vida cotidiana.

A arte fala aos corações pela linguagem intangível do sentimento. É o fio invisível que torna possível a comunicação de coração a coração.

Que a simplicidade nos guie pelos caminhos da criatividade para tocar corações em prol da mensagem do Evangelho. Mas rogamos a Jesus, que ela chegue primeiro a nós próprios em forma de humildade, de caridade pura, tocando-nos o ser, para que como artistas possamos ser servos fiéis na Seara do Cristo.

  ANSEIO
                                               Iveta Ribeiro
 
Admiro, Senhor,
As cataratas imponentes
Acionando turbinas,
De cuja força e majestade
O progresso desponta;
Se permites, porém,
Que algo te rogue a mais no que me concedeste,
Dê-me a simplicidade
Que puseste na fonte.
 
Admiro, Senhor,
O tronco alto e robusto
Que domina a montanha
E enfrenta sem receio
A tempestade, face a face;
Mas, se posso escolher,
Viverei feliz, anônima no vale,
Na condição da erva que se inclina
Para que o vento passe.
 
Admiro, Senhor,
A seara no campo,
Em plena afirmação de vitória e fartura,
Recordando um céu verde
Que em pepitas douradas se constela;
No entanto, se consentes
Que me externe, mostrando o meu desejo,
Quisera ter o encargo pequenino
Da semente singela.
 
Admiro, Senhor,
Todas as maravilhas que criaste,
O firmamento, os sóis, os continentes,
As rochas entre as quais talhaste a Terra
Sobre imenso maciço;
Dá-me, porém, a graça da humildade,
Que eu venha a ser, no mar de Tua Glória,
Uma gota sem nome,
Ocupada em serviço.
 
Da Obra “Vereda De Luz” – Espíritos Diversos – Médium: Francisco Cândido Xavier
 

 
 
 
 

 

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