Notícias Sapatilha

INFORMATIVO SEMANAL 2017 – DANÇA ESPÍRITA


20 de Janeiro de 2017

7545181_danca-da-alegriaÉ com imensa alegria que anunciamos o retorno do informativo semanal “Sapatilha”.  Criado inicialmente num grupo de e-mails de mesmo nome em meados de 2013, o informativo passa agora a ter mais ampla visibilidade no blog.  O objetivo é difundir ações do movimento de dança espírita  – eventos, apresentações, cursos de capacitação, etc.

Como antigamente, as notícias serão publicadas toda sexta-feira.

                                                  Dança Espírita: Luz no palco, luz na vida! Vamos irradiar!

ACONTECEU


  • No último domingo, 15/01, a Coordenação do GED Passos de Luz (Macapá,AP) realizou I Reunião de Mães da Dança (Do Grupo Infantil e Juvenil). Ocorreu em estilo Plantão Pedagógico com um Explanação Geral das 10h as 13h, no GEML, em Macapá/AP.

VAI ACONTECER


25/02/17 – Grupo Espírita de Dança Evolução (GEDE) e Grupo Espírita Teatral Laurinho (GRUTEL) apresentam o espetáculo “Resgate” durante o Curso para Evangelizadores e Educadores Espíritas no Instituto de Difusão Espírita em Araras/SP.

CAPACITAÇÃO


untitled2Nos dias 25 a 28 de fevereiro de 2017, acontecerá em Araras, interior de São Paulo, o tradicional curso de evangelizadores coordenado pelo educador Walter Oliveira Alves. O curso destaca-se por uma metodologia inovadora e coerente com a Doutrina Espírita, onde a arte, em suas diferentes linguagens – música, teatro, dança, artes plásticas e literatura é grande aliada na evangelização do espírito. Durante o curso, os participantes têm a oportunidade de participar de oficinas de todas as linguagens artísticas.

untitled615 a 17/06 – 14º Fórum Nacional de Arte Espírita, em Goiânia – Promovido pela Abrarte, em parceria com a Federação Espírita do Estado de Goiás (Feego), o evento terá estudos doutrinários, seminários técnicos/artísticos/doutrinários das linguagens artísticas específicas, breves apresentações artísticas, assembleia geral de associados da Abrarte, além de proporcionar um ambiente de integração e sensibilização dos participantes. O objetivo é reunir em clima fraternal, coordenadores e lideranças de grupos de arte espírita, associados da Abrarte e dirigentes espíritas interessados na prática da arte espírita, com o intuito de promover a troca de experiências, reflexões, estudo doutrinário e busca pelo aperfeiçoamento do fazer artístico espírita. Mais informações no blog do evento.

RECORDAR É VIVER


Relembre abaixo o espetáculo “Transcender-se” do Grupo Espírita de Dança Evolução – GEDE (Araras/SP) apresentada  na noite artística da  I Mostra Nacional de Dança Espírita em Vitória em 2012:

 

PARA REFLETIR


Onde a dor estagia,image001
Vem Ela e contagia
Nos convidando à mudança.
Não faz distinção entre as almas,
Nem exige que haja palmas,
Para reacender a esperança.
Dispensa diplomas e títulos,
Formação acadêmica, currículos,
Entranhada que está na intimidade.
É a ARTE que cura e ilumina,
Que acolhe o Ser e o fascina
Em seu despertar para a Verdade.

03/08/2013 – Jaime Togores – Santos/São Paulo

 

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Estudos sobre o corpo II

A ferramenta

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1 O êxito no trabalho,
Com que o homem se apresenta,
Depende da vigilância
Que se deve à ferramenta.

2 A enxada laboriosa,
Que coopera e não se cansa,
Pede zelo no serviço,
Para agir com segurança.

3 A agulha por ministrar
Benefícios e atenções,
Não dispensa tratamentos,
Desvelos e condições.

4 Nos trabalhos do tecido,
Em tudo que atinja o assunto,
O tear pede harmonia
Nas peças do seu conjunto.

5 A própria cozinha humilde,
No que diz respeito a ela,
Reclama copo asseado
E limpeza na panela.

6 No círculo das tarefas
Da mais simples à maior,
Descuidada a ferramenta,
Tudo vai pelo pior.

7 Sem isto, qualquer serviço
Inclina-se à negação
E tende com rapidez
Às sombras da confusão.

8 Instrumento corrompido
Marca início de insucesso.
Sem lutas de vigilância,
Não há bênçãos de progresso.

9 O problema do utensílio,
É tão belo quão profundo…
Lembra sempre que teu corpo
Atende essa lei no mundo.

10 Viveres de corpo ao léu,
Estranho aos cuidados teus,
É injúria feita ao trabalho,
Menosprezo aos dons de Deus.

Casimiro Cunha – Cartilha da Natureza

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Estudos sobre o corpo

O Santuário Sublime

(A Gênese 10.26-30)

origami1 Noutro tempo, as nações admiravam como maravilhas o Colosso de Rodes, os Jardins Suspensos da Babilônia, o Túmulo de Mausolo, e, hoje, não há quem fuja ao assombro, diante das obras surpreendentes da engenharia moderna, quais sejam a Catedral de Milão, a Torre Eiffel ou os arranha-céus de Nova Iorque.

2 Raros estudiosos, no entanto, se recordam dos prodígios do corpo humano, realização paciente da Sabedoria Divina, nos milênios, templo da alma, em temporário aprendizado na Terra.

3 Por mais se nos agigante a inteligência, até agora não conseguimos explicar, em toda a sua harmoniosa complexidade, o milagre do cérebro, com o coeficiente de bilhões de células; 4 o aparelho elétrico do sistema nervoso, com os gânglios à maneira de interruptores e células sensíveis por receptores em circuito especializado, com os neurônios sensitivos, motores e intermediários, que ajudam a graduar as impressões necessárias ao progresso da mente encarnada, dando passagem à corrente nervosa, com a velocidade aproximada de setenta metros por segundo; 5 a câmara ocular, onde as imagens viajam, da retina para os recônditos do cérebro, em cuja intimidade se incorporam às telas da memória, como patrimônio inalienável do Espírito; 6 o parque da audição, com os seus complicados recursos para o registro dos sons e para a fixação deles nos recessos da alma, que seleciona ruídos e palavras, definindo-os e catalogando-os na situação e no conceito que lhes são próprios; 7 o centro da fala; 8 a sede miraculosa do gosto, nas papilas da língua, com um potencial de corpúsculos gustativos que ultrapassa o número de 2.000; 9 as admiráveis revelações do esqueleto ósseo; as fibras musculares; o aparelho digestivo; 10 o tubo intestinal; 11 o motor do coração; 12 a fábrica de sucos do fígado; 13 o vaso de fermentos do pâncreas; 14 o caprichoso sistema sanguíneo, com os seus milhões de vidas microscópicas e com as suas artérias vigorosas, que suportam a pressão de várias atmosferas; 15 o avançado laboratório dos pulmões; 16 o precioso serviço de seleção dos rins; 17 a epiderme com os seus segredos dificilmente abordáveis; 18 os órgãos veneráveis da atividade genésica 19 e os fulcros elétricos e magnéticos das glândulas no sistema endocrínico.

20 No corpo humano, temos na Terra a mais sublime dos santuários e uma das supermaravilhas da Obra Divina.

21 Da cabeça aos pés, sentimos a glória do Supremo Idealizador que, pouco a pouco, no curso incessante dos milênios, organizou para o Espírito em crescimento o domicílio de carne em que a alma se manifesta. 21 Maravilhosa cidade estruturada com vidas microscópicas quase imensuráveis, por meio dela a mente se desenvolve e purifica, ensaiando-se nas lutas naturais e nos serviços regulares do mundo, para altos encargos nos Círculos superiores.

22 A bênção de um corpo, ainda que mutilado ou disforme, na Terra, é como preciosa oportunidade de aperfeiçoamento espiritual, o maior de todos os dons que o nosso Planeta pode oferecer.

23 Até agora, de modo geral, o homem não tem sabido colaborar na preservação e na sublimação do castelo físico. Enquanto jovem, estraga-lhe as possibilidades, de fora para dentro, desperdiçando-as impensadamente, e, tão logo se vê prejudicado por si mesmo ou prematuramente envelhecido, confia-se à rebelião, destruindo-o de dentro para fora, a golpes mentais de revolta injustificável e desespero inútil.

24 Dia surge, porém, no qual o homem reconhece a grandeza do templo vivo em que se demora no mundo e suplica o retorno a ele, como trabalhador faminto de renovação, que necessita de adequado instrumento à conquista do abençoado salário do progresso moral para a suspirada ascensão às Esferas Divinas.

 

.Emmanuel

 

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Dança Espírita em toda parte

 

   “Não se acende uma candeia para colocá-la sob o alqueire; mas colocam-na sobre um candeeiro, a fim de que ela clareie todos aqueles que estão na casa. (São Mateus, cap. V, v. 15)”.

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Retrospectiva da Dança Espírita em 2016

JANEIRO

  • Grupo Espirita de Danca Graça e Luz Participação na Palestra “Musica através dos tempos” Palestrante – Wagner Bonassi

FEVEREIRO:

  • Grupo Espírita de Dança Evolução completa 20 anos de existência
  • Grupo Sublimação – Participação no 18 Sarau do Humberto de Campos – Federação Espírita de Paraíba
  • Grupo Espírita de Dança Evolução (Infantil, juvenil e adulto) apresentou “Além da vida” no XXX Curso para Evangelizadores no IDE em de Araras/SP
  • Grupo Espirita de Danca Graça e Luz (SP, SP Participação no Sarau “Canto das Raças” – Organização: Grupo Espírita AUPA (Almas Unidas pela Arte)
  • GED Passos de Luz Adulto – Macapá/AP – Evento: EMEAP- Encontro de Mocidade Espírita do Amapá. Realização: FEAP. Coreografias: Evangelho Dançado e Semelhante a ti.

MARÇO:

  • Grupo Espírita de Dança ArtPaz (Parnamirim/RN) – Espetáculo Infantil de Arte Espírita “Sementes para um novo mundo”.
  • Grupo Espírita de Dança Ritmo Espírita (São Paulo/SP) comemorou 3 anos de existência
  • GED Passos de Luz Adulto – Macapá/AP – Apresentação – Coreografia da música Semelhante a Ti (Coral Canto e Luz) -Evento: VII Encontro de Trabalhadores do Grupo Espirita Missionários da Luz. Realização: DIJ GEML -Local: Colégio Equipe. Macapá/AP

ABRIL:

  •  Grupo Espírita de Dança Iluminar (Belo Horizonte, MG) no Encontro Marcado- Mês da Campanha de Popularização da Arte Espirita.
  • Grupo Espírita de Dança Graça e Luz – Reapresentação da Palestra criada pelo grupo “A Necessidade do Sofrimento”  -Local: Associação Espirita Allan Kardec – São Mateus
  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) Participação na Feira Multicultural Espírita 18 de Abril: Coreografias: “Semeadores da Paz”,“Salmo 23” e “A Família é o Lugar”
  • GED TRANSFORMARTE Infantil apresenta a coreografia É tempo antes de palestra e evangelização no Centro Espirita Amor ao Próximo., em Ouro Branco, MG
  • GED Transformarte de Ouro Branco, MG – comemorou 6 anos de existência
  • GED Passos de Luz  Infantil- Amapá/AP – Coreografia da música Depende de Você (Vozes do Amanhã) -Evento: Aniversário do GED Passos de Luz -Local: GEML- Grupo Espírita Missionários da Luz. Macapá/AP
  •  GED Passos de Luz – Amapá/AP – completou 5 anos de existência!

MAIO:

  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) fez harmonização na Federação Espírita de Pernambuco  com as coreografias “Salmo 23”, “Semeadores da Paz” e “Dança da Alegria”
  • Ged Transformarte Infantil apresentou a coreografia É Tempo durante a festa das mães da Escola Municipal Livremente, Ouro Branco , MG, no dia 14 maio.
  • Trans-forma Cia Espírita de Dança (BH, MG) faz sua primeira apresentação com uma intervenção urbana – Praça da Liberdade e Praça do Papa – Belo Horizonte, MG
  • Grupo Espírita de Dança ArtPaz (Parnamirim/RN) – Espetáculo Infantil de Arte Espírita “Sementes para um novo mundo”. Com a participação dos grupos: ArtPaz, Harena, Cativar e Persona. Local: Associação Espírita Obreiros da Vida Eterna (AEOV) na Zona Norte de Natal/RN

26 a 28/05 – III Mostra Nacional  de Dança Espírita – São Paulo/SP contando com a presença dos grupos de dança espírita e artistas espíritas da dança:

  • GRUPO ESPÍRITA DE DANÇA SEMEAR ESTRELAS – Brasília
  • GRUPO DE DANÇA ESPÍRITA PASSOS DE LUZ – Amapá
  • Grupo de Espirita de dança Graça e Luz – São Paulo
  • GAN – Grupo Arte Nascente – GO
  • LUCIA ESPERANÇA – MELB – Belém
  • Vitta Infantil – Amapá
  • Isadora Duncan – Macapá
  • Grupo Espírita de Dança ArtPaz – Rio Grande do Norte
  • Grupo de Dança Espírita Vitta – Amapá
  • TRANS-FORMA Cia Espírita de Dança – Belo Horizonte
  • Ousar com Cristo – São Gonçalo, RJ
  • Grupo Espírita de Dança Evolução – Araras, SP
  • Grupo Espírita de Arte e Dança Amor em Movimento – BH, MG
  • ARTEVIDANÇA – Franca, SP
  • NUCLEO DE PESQUISA EM POETICAS DA DANÇA ESPIRITA
  • Núcleo Espírita de Artes – FlorianópolisGrupo Transformarte – Ouro Branco, MG
  • Grupo Espírita de Dança Caminhar – Sabará, MG
  • Grupo Espírita de Arte e Dança Desperta! – Belo Horizonte, MG
  • Grupo Cor da Alma, Rio Claro/SP
  • Grupo Arte e Vida e Casa da Sopa
  • Grupo Espírita de Dança Iluminar, Ribeirão das Neves, MG
  • Grupo Equilíbrio, Salvador
  • Grupo Crisálida, Rio de Janeiro
  • Grupo Nova Geração
  • Josiane Portilla, GO
  • Denize de Lucena, Curitiba
  • Paulo Cézar da Silva, Juiz de Fora
  • Urubatan Miranda, SP, entre outros

JUNHO:

  • Grupo de Dança Ritmo Espírita (São Paulo/SP) – Núcleo de Infância e Juventude Bezerra de Menezes da Associação Espírita Adolfo Bezerra de Menezes apresentou na Associação Espírita Allan Kardec, São Mateus – São Paulo
  • GEDE & GRUTEL (juvenil e adulto)apresentou “Senhor Cidadão” na EXPOESP no IDE em Araras/SP
  • Grupo Espírita de Dança Almas de Meimei  (Vila Velha, ES)participa pela primeira vez de um evento de outro Estado. Algumas integrantes se apresentaram na CONJEART – Bahia.

JULHO:

  • GEDE & GRUTEL (juvenil e adulto) apresentou “Senhor Cidadão” na Semana de Artes do Centro Nosso Lar em Londrina/PR
  •  GEDE & GRUTEL (juvenil e adulto) apresentou “Senhor Cidadão” no XXII MECESP em São Gotardo /MG
  • Grupo Espírita de Dança Graça e Luz Encontro de Jovens do Masp – Local: AEAK São  Mateus, SP – Música autoral de integrantes de nossa casa: Gabriella Bonassi (graça e luz) e Gabriel Carlos.
  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) participou da  Ciranda de Arte da FEPB em Sapé/PB com as coreografias: “Semeadores da Paz”,“Salmo 23” e “A Família é o Lugar”
  •  GED Passos de Luz Adulto . Coreografia da música Crisálida- Ariovaldo Filho.
    Evento: Caravana da Arte- FEAP – Local: CEUC- Centro Espírita Unidos em Cristo- Amapá/AP

AGOSTO:

  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) ministrou a Oficina de “Conduta do Jovem Espírita na Dança no Centro Espírita” – Caravana de DIJ’s
  • GED TRANSFORMARTE I apresentou o pequeno Espetáculo Amizade Além do Tempo, finalizando palestra do Centro Espírita Amor ao Próximo, Ouro Branco, MG, no dia 06 de agosto e o pequeno Espetáculo Amizade Além do Tempo no reinício dos trabalhos de Promoção Social do Centro Espírita Amor ao Próximo, Ouro Branco, MG, no dia 09 de agosto.

SETEMBRO:

  • Grupo Espírita de Dança Reforma Íntima (Vitória/ES) completa 10 anos de existência
  • Grupo Espirita de Dança Iluminar (BH, MG), Grupo Espírita de Dança Transformarte (Ouro Branco, MG) e Trans-Forma Cia Espírita de Dança (BH, MG) apresentam no Luzes na Praça.
  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) apresentou performance “Prevenção ao Suicídio” durante campanha Setembro Amarelo no CE Consolador
  • GED TRANSFORMARTE I apresentou o pequeno Espetáculo Amizade Além do Tempo para finalizar estudo no Centro Espírita amor ao Próximo, Ouro Branco, MG
  • Grupo Espírita de Dança ArtPaz (Parnamirim/RN) – Apresentação na 14 JEDE – Jornada Espírita de Emaús -Tema da coreografia: Missão de Ismael junto a Jesus – Local: NEP – Núcleo de Estudos Espírita Estância da Paz (Parnamirim/RN) e Apresentação “mãos” no Sarau Lítero-musical em Macaíba (RN)
  •  GED Passos de Luz Infantil. Coreografia da música Depende de Você (Vozes do Amanhã).Evento: Durante a Evangelização Infantil da Casa. Local: Grupo Espírita Missionários da Luz. Macapá/AP

OUTUBRO:

  •  Grupo de dança Ritmo Espírita – núcleo de infância e juventude Bezerra de Menezes da Associação Espírita Adolfo Bezerra de Menezes -penha São Paulo
    Apresentou no juventude integrada desta associação
  • GEDE & GRUTEL (juvenil e adulto) apresentou “Senhor Cidadão” na USE em Rio Claro/SP
  • Trans-Forma Cia Espírita de Dança apresenta a coreografia “Vôo”  no Centro Espírita Maria Francisca Rocha (BH, MG)
  • Grupo Espírita de Dança Graça e Luz – Participação do 1º Sarau da AEAK São Mateus
  • O Grupo Espírita de Dança Sintonize (Porto Alegre, RS) apresentou “Em Cada Amanhecer” na XXVI Conjergs (Confraternização de Juventudes Espíritas do Rio Grande do Sul) – Polo E. Porto Alegre/RS.
  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) participou do 19º FACE EM CAMPINA GRANDE e apresentou as coreografias “A Família é o Lugar” e “Alívio”
  • GED TRANSFORMARTE I apresentou o pequeno espetáculo Amizade Além do Tempo, durante a Confraternização de Jovens Espíritas e Amigos do Centro Espírita Amor ao Próximo, Ouro Branco, MG, no dia 02 de outubro.
  • Grupo Espírita de Dança ArtPaz (Parnamirim/RN) – Apresentação no aniversário do grupo Harmonia.  Local: Irmãos do Caminho (Natal/RN) e Apresentação “Maneira de orar” em evento comemorativo do grupo Harena /Local: CEDE (Nova Parnamirim/RN)
  • GED Passos de Luz Infantil e Juvenil- Adulto
    1. Coreografia da música Depende de Você (Grupo Vozes do Amanhã)
    2. Coreografia da música São Chegados os Tempos (Grupo Sintonia/DF)
    Evento: Aniversário de 23 Anos do GEML- Grupo Espírita Missionários da Luz
    Local: Clube de Engenharia. Macapá/AP

NOVEMBRO:

  • Grupo Espirita de Dança Iluminar 05 estreia da coreografia: Quem Vai dizer de amor
    – Grupo Espírita de Dança Iluminar -Dia 06/11 estreia da remontagem da coreografia Regenerarte
  • A Coordenação do GED Passos de Luz realizou Capacitação para o Grupo Adulto
    Capacitação: Curso para Coreógrafos- Direcionado para Dança Espírita. Com Lucinha Azeredo do Projeto Lucia Esperança (MELB) de Belém/PA
  • GEDE & GRUTEL (juvenil e adulto) apresentou “Senhor Cidadão” na I Mostra Cultural da cidade de Araras/SP
  • Trans-Forma Cia Espírita de Dança apresenta a coreografia “Vôo” – Seminário da Família no Centro Espírita Maria Francisca Rocha (BH, MG)
  • Grupo Vitta (Amapá) se apresentou no congresso espírita do Amapá
  • Grupo Espírita de Dança Sublimação (PB) apresentou-se na V Mostra Abrarte Nordeste. Participou do   Show Lítero Musical do Grupo Acorde com Rossandro Klinjey com três coreografias: “Suave Luz”, “Teu Nome” e “Limiar”
  • Grupo Espírita e Dança ArtPaz (RN) apresentou-se na V Mostra Abrarte Nordeste.
  • Grupo Sublimação apresentou-se na V Mostra Abrarte Nordeste.
  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) apresentou performance “Prevenção ao Suicídio” durante campanha Valorização da Vida no CE Consolador
  • Grupo Espírita de Dança Sintonize – apresentou “Em Cada Amanhecer” e “Escolha” no II Alegria de Natal. Porto Alegre/RS.
  • Trans-Forma Cia Espírita de Dança, Belo Horizonte, MG completou 1 ano de  existência!
  • Grupo Espírita de Dança ArtPaz (Parnamirim/RN) – Participação e apresentação “observai os pássaros do céu” na Mostra Abrarte Nordeste de Arte Espírita – Local: FEPB (João Pessoa)

DEZEMBRO:

  • Grupo Espirita de Dança Iluminar 10/12  – Apresentação no Encontro de Formação Estadual de Trabalhadores Espíritas da Área de Infância e Juventude – promovido pela União Espírita Mineira
  • SEMANA ARTE E VIDA -Instituto Arte e Vida( grupo infanto juvenil) 11/12 coreografias “Ideias no ar” e “Caminhos do amor”
  • GEDE (infantil e Juvenil) apresentou “ Resgate” no encerramento das atividades do IDE – Araras/SP e no centro João Batista – Araras/SP
  • Trans-Forma Cia Espírita de Dança apresenta a coreografia “Vôo” – no FEARTE em Coantagem, MG
  • Grupo Espírita de Dança Almas de Meimei (Vila Velha, ES) apresenta no encerramento do ano coreografias com o tema “Família, laboratório de amor’.
  • O Grupo Oficina de Estudo da Arte Espírita se apresentou durante o I Forum de Arte Espírita da CEERJ uma apresentação com teatro, musica e dança
  • Grupo Espírita de dança Graça e Luz – Apresentação do Espetáculo : A Rediviva de Magdala
  • Grupo Espírita de Arte e Dança do Centro Espírita Cristão Bezerra de Menezes (BH, MG) apresenta-se na festa de Natal da evangelização das crianças assistidas pela casa
  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) apresentou nova coreografia “De volta a fonte” e “Limiar” no encerramento das atividades do ano no CE Consolador.
  • GED Sublimação (João Pessoa,PB) fez harmonização na FEPB com as coreografias “Teu nome” e “Alívio”
  • Grupo Espírita de Dança Evolução – Araras/SP – Encerramento da Evangelização Infantil – Espetáculo envolvendo música, dança e teatro –
  • Grupo Espírita de Dança Sublimação, João Pessoa, PB – completou 15 anos de existência
  • Grupo Espírita de Dança ArtPaz (Parnamirim/RN) –Apresentação “natal com Jesus – o musical” – Local: NEP
  • GED Passos de Luz Infantil e adulto – Apresentações na IV Mostra de Arte do GEML e no  encerramento do Ano da Evangelização Infantil da Casa /Local: Centro Espírita Irmã Cáritas. Macapá/AP
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Por que arte na casa espírita?

Há caminhos que a argumentação não acessa, onde os conselhos são barrados, as conversas são evitadas, os livros não conseguem cativar…

amor_danca_da_vidaCaminhos nos quais a razão está doente, podem, muita vezes, serem acessados pelo toque da sensibilidade, da sutileza, da grandeza e da beleza da ARTE.

É mais um recurso terapêutico a somar-se aos outros já existentes: os estudos, a terapia fluídica, a desobsessão, o atendimento fraterno, o Evangelho, as tarefas de promoção social, de caridade…

 Os Espíritos desencarnados cuidam igualmente dos valores artísticos no plano invisível para os homens?

Temos de convir que todas as expressões de arte na Terra representam traços de espiritualidade, muitas vezes estranhos à vida do planeta. Através dessa realidade, podereis reconhecer que a arte, em qualquer de suas formas puras, constitui objeto da atenção carinhosa dos invisíveis, com possibilidades outras que o artista do mundo está muito longe de imaginar.
No Além, é com o seu concurso que se reformam os sentimentos mais impiedosos, predispondo as entidades infelizes às experiências expiatórias e purificadoras. E é crescendo nos seus domínios de perfeição e de beleza que a alma evolve para Deus, enriquecendo-se nas suas sublimadas maravilhas.
O Consolador – Francisco C. Xavier / Emmanuel

Graças à sua contribuição (a arte), o bruto se acalma, o primitivo se comove, o agressivo se apazigua, o enfermo se renova, o infeliz se redescobre, e todos os outros indivíduos ascendem na direção dos Grandes Cimos.

Atualidade do Pensamento Espírita – Divaldo Franco / Vianna de Carvalho

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Artista Espírita: oportunidade de evangelizar a si mesmo

Ontem (13) à noite, aconteceu mais uma reunião do Grupo de Estudos Arte e Espiritismo pela internet, transmitido pelo Portal YouTube, através do aplicativo Hangout.

O tema do estudo foi Ser artista espírita, oportunidade de evangelizar a si mesmo, desenvolvido pelo tesoureiro da Abrarte, Júlio Nunes.

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Para desenvolver o assunto, o expositor trouxe o pensamento de vários artistas espíritas, entre eles, o associado da Abrarte Clayton Prado, de Americana (SP), que diz que a missão do artista espírita “é levar com força de convicção um projeto bem intencionado para que os bons espíritos, responsáveis pela evolução do planeta, encontrem em nós instrumentos capazes de transmitir aos seres o anseio de uma vida melhor e mais venturosa”.

Citou também Cláudio Bueno da Silva, que diz: “O artista espírita tem o compromisso de melhorar o homem coma sua arte, e procura fazê-lo tocando a sua sensibilidade, adubando o seu coração, fermentando a sua inteligência, preparando-o para viver o futuro da fraternidade, onde o amor será tônica das relações humanas ”.

Para Julio, tal como qualquer outro trabalhador espírita, o artista tem que ser o primeiro a se preocupar com a reforma íntima.

O Grupo de Estudos Arte e Espiritismo é uma realização da Abrarte que tem o objetivo de construir um espaço para estudos, compartilhamento de experiências e construções de saberes sobre a relação da arte com o Espiritismo, utilizando-se do ambiente virtual da internet reunindo participantes de diferentes regiões do país. As reuniões do grupo são realizadas quinzenalmente, às quintas-feiras, às 20h30.

Para assistir este estudo acesse o link:

ATENÇÃO: Clique no ícone do YOUTUBE abaixo, do lado direito do vídeo para assistir que ele abre normalmente.

Todos os estudos anteriores estão disponibilizados no canal Abrarte Oficial do portal YouTube.

FONTE: Notícias Abrarte – 14 de Outubro de 2016

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Jesus também dançou (sobre a Dança Espírita)

Outro dia eu li uma carta enviada às lideranças do movimento espírita sobre a utilização da dança no contexto das atividades espíritas (confira o texto clicando no link abaixo) https://dancaespirita.wordpress.com/2013/05/12/danca-espirita-pede-dialogo

Gostei muito do que li, pela ponderação firme, certeira, equilibrada, fundamentada e bem direcionada ao entendimento harmonioso. E percebi que, dentre os que entenderam que a dança não é adequada, certamente há muitas pessoas bem intencionadas, mas que talvez não tenham refletido suficientemente sobre o tema.

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E comecei a pensar sobre o assunto.

Sempre pensei que estou entre aqueles que não sabem dançar. Na festa que fosse, nunca fui capaz de levantar e investir, assim, as minhas energias.

 

Porém, percebi que estava enganado. Por que, afinal, o que é a dança?

Dançar é movimento. Ritmo, pulsação, vibração, sentimento. Tudo – qualquer coisa – transmudado em movimento.

Então, me lembrei que danço quando bato o pé. Danço com a boca, quando canto. Danço com os olhos, quando admiro o céu. Danço o tempo todo.

Muito mais.

Em mim, agora mesmo, todos os elétrons se movem em torno dos respectivos núcleos. É incrível: eles são quase inúmeros, mas não trombam. cada um tem uma função, e a desempenham de maneira harmoniosa. E estão em constante, rápido, inacreditável movimento. E não é só: todas as partículas subatômicas que nos compõe vibram o tempo todo. E harmoniosamente. É uma dança divina…

Então, vi que dancei o tempo todo. Desde que era apenas parte de um gameta. Dancei muto antes, porque meu espírito, ainda duro, nunca esteve isento da matéria. Mais ainda: meu espírito mesmo, por si só, é vibração. É dança. O Universo é uma imponderável dança…

E foi assim que concluí que Jesus também dançou. A mais bela das danças. Porque sua passagem pela Terra, por si só, fez ordenar as forças que regem este mundo, organizou as aspirações dos que o compreenderam e lançou a semente de muitas outras danças. Porque, sem nos movimentarmos, não chegaremos a lugar algum. E movimento é dança. Tudo é.

“A vida é movimento”, e é assim que dançamos todos. Uns bem, é verdade. Outros, como eu.

Ontem, sentado no auditório da Comunhão Espírita de Brasília, assisti pela primeira vez ao vivo um espetáculo de dança espírita. Foram minutos céleres. repletos e belíssimos, que fizeram meu corpo quase acreditar que poderia, além da “microdança” dos elétrons, desempenhar também daquela “macrodança”. Mas isso nem era necessário.

Dança

Porque no palco, o que se viu, foi um balé de muita técnica, esforço, espírito de cooperação e desprendimento, mas – muito mais que isso – cheio de energia, verdade e responsabilidade com a mensagem transmitida.

Sim, havia uma mensagem, pulsante, viva, se desenhando em nossa frente como nem mesmo a melhor narrativa faria a mais imaginativa mente plasmar. Porque, ali, havia outras pessoas, cada uma dando sua contribuição, reproduzindo a mesma harmonia que os elétrons de um átomo conseguem, divinamente, registrar.

Porque podemos viver, por viver; cantar, por cantar; dança, por cantar.

Mas podemos viver para amar, cantar para edificar e dançar para buscar mais uma forma de concretizar o belo-bom.

Qual é a sua escolha?

Trancar a dança, ou fazer também dela um instrumento útil?

Está sendo muito bem cumprido por centenas de trabalhadores espalhados pelo Brasil o papel de viver essa arte – que não é uma opção, mas a mera apreensão do movimento Divino que domina o mundo e a vida – de uma maneira diferente, com a transmissão de uma boa mensagem.

É nossa escolha utilizá-la para darmos vazão à nossa energia de maneira adequada e útil.

É mais que nossa escolha. É nosso compromisso.

Meu abraço fraternal e reconhecido a todos os companheiros do movimento espírita que se dedicam, suavemente, a auxiliar que pessoas duras como eu possam, de olhos abertos, acreditar que tudo é dança e que todos podemos.

denissoares*Dennis Soares/ Junho 2013

*Denis Soares é músico espírita, natural de Belo Horizonte (MG). Possui um trabalho atuante envolvendo mocidades, onde integra atividades artísticas dentro do movimento espírita.Em 2008 Gravou o CD intitulado “Viajante do Universo” que traz canções que falam do amor, da amizade, do bem e da interação do homem com Deus. Procura transmitir uma mensagem leve e encorajadora, que impulsione a alma também a partir da energia das melodias, buscando a construção de um ambiente de ânimo e alegria para os que se afinizam com as características das composições.

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Ide e dançai

 

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Ide e dançai

As almas alegrai

Foi o nosso convite

Entregue pelo Cristo

Lembremos disto

Quando outros olhos

Mergulharem em nós

Desejando passos melhores

Sejamos do Cristo, novas vozes

Tragamos luz na intimidade

Brilhai a vossa luz

Colocai – a bem alto

Na sapatilha em ponta

Na amplidão do salto

Apontai a claridade

Ao teu irmão ao lado

O amor em teu agir

É a luz do espetáculo.

JT

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Dança Espírita – Um Movimento na Educação do Ser

 
meditacao-em-contato-com-a-naturezaQuando Jesus iniciou uma de suas belas parábolas com a expressão:…”Aquele que semeia saiu a semear…”, ele nos fez recordar que todo Universo expressa uma ação, um movimento, um gesto.

A Dança permite ao espírito a sua percepção corporal, a compreensão da funcionalidade das partes integrantes do corpo que reveste na encarnação: seus limites e suas habilidades, suas características e seus entraves.

Quando penso em Dança Espírita imagino que ela possa se aplicar a qualquer pessoa(espírito), em qualquer fase da vida, pois os elementos envolvidos nesta arte, chamada “arte completa”, farão com que através do corpo o espírito se reconheça. Atenção, observação, concentração, memorização, ritmo, plasticidade, mobilidade, força, flexibilidade, harmonia, sutileza, energia, emoção…

Quando o ser dança, dançam o corpo, a mente e suas emoções. A disciplina envolvida no acerto de cada passo, de cada movimento, de cada sequência ensinam ao espírito que em termos de conquistas espirituais a “lei do menor esforço” não existe, devendo cada um de nós acionarmos a vontade para conquistarmos nossos objetivos, sejam eles artísticos ou espirituais.

O ritmo e as emoções manifestos em cada modalidade, em cada coreografia, em cada acompanhamento musical dão ao espírito a capacidade de começar a reconhecer em sua intimidade as diferenças vibratórias no seu cotidiano. Por vezes, drena suas energias em estados de alteração nervosa, ansiedade, agressividade. Em outras vivências, exaure-se, oprimido, paralisado, triste, acuado. Melhor seria que pudesse movimentar-se e alimentar-se continuamente, percebendo um sentimento vital equilibrado, pacificado, sereno e ativo.

A Dança assim bate às portas do corpo para acessar a alma. A liberdade de movimentos que o espírito ensaio conduzindo o corpo em cena, deve ser um recado a consciência: – Tome as rédeas de sua vida, aja com seu potencial divino, encante-se, encante. Também a alternância entre o solo e o coletivo deixam lições importantíssimas. Vemos a Natureza em seu balé.

O Sol desliza, num solo aparente, mas faz parte de um grande conjunto e do exercício estrito do seu papel, depende todo um Sistema que nele se ancora e baila.

Cada folha do outono que se lança ao bailado com o vento, ao terminar o espetáculo de “sua chuva”, descansa junto as amigas a compor tapete encantador na paisagem. Cada espírito tem seu papel singular o qual não pode negligenciar, sem comprometer-se e comprometer o coletivo. Sendo o Modelo e Guia da humanidade Jesus compôs seu colegiado, dizendo que no futuro todos fariam o que ele faz e “muito mais”. Sua humildade cativou as almas e elas investiram suas vidas nesta peça magnífica que está em cartaz na Terra.

O requisito principal para integrar este corpo artístico: “os meus artistas serão conhecidos por muito se amarem”, por terão por norma “despertar o amor em si mesmo”, pois o amor dá o ritmo e o tom do Universo.
Quando girares em ponta, semearás. Quando saltares no ar, semearás. Quando te inclinares sobre teu próprio corpo, semearás. Quando alongares ao céu, semearás. Quando um par formares, amarás. Quando acolheres um corpo, amarás. Quando deres a mão ao outro, amarás. Quando teu corpo tombar, lembrarás que fizeste tudo com amor, e será hora de ensaiar novas coreografias.

 

Jaime Togores/Santos, SP

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ENTREVISTA

Entrevista com Paulo Cézar, atual coordenador da III Mostra Nacional de Dança Espírita

‘Eu não consigo ver a dança fora do processo essencial e natural do espírito em evolução’

PauloPaulo Cezar da Silva é natural de Iporã (PR), já residiu em Araras, Viçosa, e atualmente está domiciliado em Juiz de Fora (MG). Graduado em dança, pela Universidade Federal de viçosa (UFV), tem especialização em Psicopedagogia, pela Universidade de Araras. Já participou da organização de várias mostras espíritas de dança. É membro da coordenação da Mostra Nacional de Dança espírita e do Encontro Nacional de Arte Espírita (Enarte).

  1. Como você se envolveu com a atividade artística espírita?Paulo3

Tive meu primeiro contato com a dança e com a arte espírita dentro da casa espírita, que foi e sempre será um grande diferencial para meu pensar e fazer arte, independente de qual contexto esta seja vivenciada. Todas as experiências que tive dentro da dança espírita refletem sobre meus trabalhos, pesquisas, aulas, estudos e forma de pensar e viver a dança hoje. Aos 14 anos de idade, ingressei num projeto sócio-educativo espírita desenvolvido pelo IDE [Instituto de Difusão Espírita, de Araras/SP], onde também tive contato com várias oficinas e atividades de estudo/palestra. Neste espaço vivenciei a dança dentro do aspecto técnico-expressivo. Foi quando surgiu o convite para participar do Grupo Espírita de Dança Evolução da mesma instituição. Fazia parte do regimento do grupo que todos os integrantes também frequentassem um grupo de estudo, seja de jovens/mocidade, evangelização ou estudo sistematizado. Por ter grande afinidade com os princípios doutrinários não houve dificuldade em participar e aceitar os mesmos. Ao longo dos anos, me envolvi nos diversos trabalhos propiciados pelo IDE, e os que tiveram maior efeito sobre mim foram os de assistência social, evangelização, juventude e o Departamento de Artes. Aos 19 anos, tive maior interesse e oportunidade de contato com a dança fora da casa espírita, em academias, escolas de dança e profissionais da área. No mesmo período surgiu o interesse pela graduação em dança. Em 2006, passei no Curso de Dança da Universidade Federal de Viçosa/MG. Acho relevante mencionar que durante o primeiro período que vivenciei a dança somente na casa espírita, para mim, todos os processos de aprendizagem técnico-artístico, de criação e de interação interpessoal eram como uma didática e metodologia singular e própria de vivência caracterizada pela Doutrina Espírita, ação advinda de um pensamento pedagógico, que é forte no IDE, devido ao trabalho, cursos e livros periódicos que são produzidos na instituição na área da Pedagogia Espírita. Somente no âmbito acadêmico é que tive maior clareza deste diferencial, que tanto interfere no entender e vivenciar a arte e, em especifico, a Dança, desde a apreensão de uma técnica especifica, da forma de ensinar e criar em cada estilo de dança. A formação acadêmica fortaleceu e ampliou minha práxis junto à Arte Espírita e à Doutrina Espírita. Hoje, independente do trabalho que realizo, ambas se confluem e dialogam, e atuo com maior ênfase na ação multiplicadora dos benefícios que a arte e  dança, sob as luzes da Doutrina Espírita, tiveram em minha vida. Assim, colaborar com a equipe de coordenação da Mostra Nacional de Dança Espírita permite me aproximar e colaborar com espaços, instituições, grupos e artistas que nunca tiveram contato com a mesma ou que começam a dar os primeiros passos diante deste trabalho, que é tão relevante ao meu espírito.

  1. Como você define a arte espírita?

Após alguns anos do fazer arte espírita, permeados por diferentes momentos de estudos, reflexões, discussões, pesquisas em grupo de arte, encontros e mostras, somado à experiência com arte no âmbito acadêmico e profissional, como artista ou docente, eu poderia colocar alguns itens ou proposições que me auxiliam a falar sobre esta definição. Uma delas está relacionada ao ‘fazer arte’ dentro de uma instituição espírita. Claro que você pode fazer este trabalho sem que ele se caracterize e ou esteja relacionado aos princípios da Doutrina Espírita.  Claro que você pode fazer este trabalho sem que ele se caracterize e ou esteja relacionado aos princípios da Doutrina Espírita. Talvez seja este o ponto mais relevante, uma arte não com conteúdo espírita, mas sim, permeada, estruturada, vivenciada, refletida, sentida e estudada, na teoria e prática, a partir dos princípios da Doutrina Espírita. Ampliando para além dos trabalhos de cunho estético ou destinados a apresentações artísticas, também há o fazer e vivenciar arte espírita no caráter pedagógico-educacional, não necessariamente restrito às aulas de evangelização. Trabalhos com oficinas ou grupos onde a vivência da arte não tenha como maior propósito ou finalidade a apresentação, mas sim a transformação e aprimoramento do Ser/Espírito, proporcionando maior consciência do Espírito diante de suas vicissitudes e virtudes, maior equilíbrio em saber enfrentar os distintos estados psico-físico-espirituais pelos quais o espírito em ascensão se encontra. Prefiro não optar por uma definição pontual de um autor, mas me enveredar em entender como esta arte espírita vem se manifestando em minhas práticas cotidianas.

  1. Como você vê a vinculação da dança à Doutrina Espírita?paulo5

Como todas as outras linguagens artísticas, a dança é uma forma de trabalhar, vivenciar e se expressar do espírito, que revela a cultura de um povo e seu momento histórico. As artes são da própria natureza do espírito em seu desenvolvimento e aprimoramento espiritual como parte da Criação Divina. Cada linguagem está presente e auxilia o espírito no seu desenvolver de virtudes e na sua aproximação com o Pai, como co-criador do Bem e do Equilíbrio, junto às belezas eternas da criação. A dança, assim como as outras linguagens, é etapa crucial dentro da harmonia do universo que está em constante movimento e alternância de estados vibracionais para a elevação da criatura humana. Tratando-se do corpo encarnado, ou do espírito encarnado, a dança é o (re)encontro, a vivência, o entendimento, a compreensão desse momento singular na fase do espírito em evolução, no qual o corpo pode, deve e é utilizado como oração. É como um entregar-se e aproximar-se de Deus físico e espiritualmente, com nossos defeitos e virtudes, limitações e amplos recursos técnico-expressivos, com simplicidade e/ou diante da maior dificuldade, um ato nobre e tão singular do qual ainda não temos total recurso para definir e estruturar. Sendo que os maiores poetas, escritores e mesmo bailarinos, até hoje, não conseguiram traduzir o sentido e o significado sensorial e vibracional que esta linguagem proporciona. Eu não consigo ver a dança fora do processo essencial e natural do espírito em evolução.

  1. A que você atribui a existência de algum preconceito em relação à dança?

Eu poderia ser pontual e dizer das relações históricas, sociais e culturais às quais estamos embriagados e ou imbricados ao longo dos séculos; das dificuldades do entendimento da vivência do corpo como fonte de beleza, criação e expressão do belo e do bem. Talvez as dificuldades que casas e instituições espíritas têm em aceitar, entender e permitir a presença e a vivência da Dança Espírita seja por não conseguirem ver nesta expressão e nos seus diversos estilos técnicos expressivos a capacidade que têns de realçar a beleza, a reflexão e o entendimento do corpo e do espírito, transcendendo o apelo que esta apresenta em alguns eventos e espaços sociais, onde há a predominância  da vaidade, da materialidade, da hipersensibilização dos sentidos e valorização da sexualidade desequilibrada.  Os receios/preconceitos são coerentes,  pois não é cabível associar tais atitudes de desregramento aos espaços e ambientes destinados ao estudo e à prática do bem em sintonia, harmonia e vibração elevadas. Muitas instituições construíram suas bases “físicas e morais”, suas normativas e regimentos conforme o entendimento e interpretação de cada individuo, diante do conhecimento que a Doutirna Espírita nos traz, em paralelo as referências sociai e culturais que a humanidade disponibilizou sobre questões relacionadas  a dança e ao corpo. Ou seja, os preconceitos e as dificuldades da aceitação da Dança Espírita está diretamente relacionada às dificuldades do espírito em sentir e entender esta modalidade como uma forma de trabalho, estudo, vivência e compreensão da prática do bem sob as égides da Doutrina. Acredito que este período de dificuldade da inserção da Dança Espírita em vários espaços físicos, regionais e institucionais, é importante para que nós, artistas espíritas da área da dança ou não, possamos aprimorar e construir uma base cada vez mais sólida, do entendimento de como esta modalidade realmente pode, em sua práxis, colaborar para as ações viabilizadas pelas instituições espíritas. Creio que, ao longo dos anos, a produção de conhecimento e de material com embasamento sólido na ciência, filosofia e religião, irá abrir cada vez mais as portas ao trabalho da dança. A sociedade, a cada dia, tem vivenciado através da dança grandes avanços aos processos de entendimento, vivência e consciência do Homem em sua forma integral, sendo os benefícios físicos, emocionais e espirituais que esta atividade propicia, aplicados desde a tenra idade até os anos de despedida do corpo físico. Doutrina Espírita é conhecimento que expande as portas de todas as áreas de conhecimento, e o ser humano, às vezes, esbarra no seu próprio orgulho e egoísmo em entender e sentir o que está além dos olhos. Para entender o real sentido da dança, é essencial que o espírito se disponibilize a dançar através de suas fibras vibratéis de energia, forma e emulação do pensamento.

  1. Você já participou de várias mostras de dança. Como está o movimento nacional?

Já participei de muitas mostras de Dança Espírita e de encontros espíritas de arte nos quais a linguagem da dança nem sempre esteve presente. Como todo trabalho, o movimento de integração de artistas espíritas da dança tem períodos férteis e de aparentes dificuldades. Mas todo processo é essencial para que o trabalho como um todo, e não a fração e ação pontual de um grupo, coreografia, paulo4espetáculo ou evento, seja o único ponto de referência e de ação de construção de um pensar e entender a dança espírita. Desta forma, acredito que ao longo dos últimos anos a Dança Espírita vem difundindo sua potencialidade de ação, divulgação e benefícios para diferentes regiões do pais e, quando menos se espera, surge um grupo novo ou tomamos conhecimento de um trabalho com dança realizado há muitos anos em algumas instituições, mesmo sem carregar o título e nomeação de Dança Espírita. Estamos na fase do expandir o pensamento e fazer da dança espírita, de valorizar e colaborar com cada ação, por mais singular que seja e na mais longínqua localidade que ocorra. Todo pensar e fazer Arte Espírita conflui em um grande agrupamento de ações espirituais em torno destes trabalho e dos envolvidos. Os benefícios do fazer arte sob o embasamento da Doutrina Espírita confluem no engendramento de muitas energias físicas e espirituais, que beneficiam a muitos que se aproximam e se envolvem com o trabalho nos dois planos da vida, em especial no espiritual; que, de forma singular, molda e transforma o ambiente vibracional em que estes trabalhos ocorrem, sensibilizando e auxiliando a tantos irmãos que permanecem no infortúnio do pensar e sintonizar com energias densas  e não dignificantes. Vemos um crescente e forte movimento da Dança Espírita na região norte do país, temos ações pontuais no sul do pais com grandes proponentes de ideal fortalecido; no nordeste, é nítido, já há algumas décadas, que a dança tem presença em eventos e instituições, sementes que foram plantadas veem sendo disseminadas e agregam novos trabalhadores; na região sudeste, há uma diversidade de grupos, trabalhos e eventos específicos na área, mesmo assim, há uma sensação no ar que impele cuidados e união das ações; a região centro-oeste vem nos surpreendendo com grupos que têm demonstrado maturidade e, apesar de não estarem tão distantes fisicamente, ainda há necessidade de fortalecimento de laços. É importante que cada grupo e artista sinta seu papel como polo difusor e propagador do trabalho para além dos compromissos e das ações pontuais, para além da simples divulgação da Doutrina,  do Belo e do Bem. Somos multiplicadores do pensar e fazer dança espírita. Espíritos incumbidos das tarefas e do trabalho junto a divulgação e ação do Bem e do Belo estão agindo nos dois planos da vida, nos diferentes recantos de nosso pais, com ações de superação constante perante as dificuldades do trabalho. Vemos sementes sendo plantadas nos diferentes segmentos do trabalho com a Dança Espírita, seja o educacional, estético, cênico e da terapêutica, o que nos encanta os olhos e sentidos, pois se considerarmos que cada semente, independente do solo a que seja submetida, tem sua ação e seu momento de intempéries que fortalecem e induzem a novos recomeços diante desta ação do espírito diante da sua busca pelos recursos regenerativos do ser.

  1. Como estão os preparativos para a 3ª Mostra Nacional de Arte Espírita? E a parceria com a Abrarte e a organização do Enarte?

Nenhum trabalho é fácil. A proposta de parceria entre a MNDE e Abrarte para a construção de um único evento – o ENARTE – sem descaracterizar os trabalhos pontuais desenvolvidos por cada um, vem implicando em muito pensar, fazer e reunir-se presencial e virtualmente ao longo do último ano. A proposta de parceria vem sendo anunciada já algum tempo, mesmo assim foi uma surpresa. A Mostra Espírita de Dança Oficina do Espírito, de Araras/SP, há alguns anos vem realizando trabalhos juntos a Abrarte, mas confesso que o pessoal da dança, às vezes, é meio resistente. As dificuldades têm sido superadas com uma construção coletiva (de poucos), que têm se superado em suas ações em prol do evento, em especial, os trabalhadores da cidade sede e das cidades vizinhas. É paulo_gedecomplicado falar de um trabalho quando se é muito crítico sobre a organização de eventos, em especifico, eventos da minha área, na qual estou envolvido, desejando que tudo seja o mais perfeito possível. Acredito que o trabalho e o movimento de arte espírita têm dado um grande salto nesta parceria, considerando a necessidade de atender, entender e suprir as diferentes demandas nas diversas linguagens artisticas, que as ações do trabalho com Arte Espírita propicia em nivel Nacional. Isso envolve várias questões estruturais, de adequação e adaptação da proposta do Evento e da parceira, considerando as estruturas  e configurações anteriores da organização destes eventos.  O trabalho é eminente, muito há por fazer, o tema é peculiar: Meus artistas serão reconhecidos por muito se amarem!. Sinto que nós, da equipe de coordenação, mesmo que “à força”, estamos vivenciado o tema, o que nos induz a acreditar muito neste trabalho. Os problemas ocorrerão, não sairá tudo como desejamos, mas acredito que é essencial que todos se envolvam e sintam que o trabalho com arte espírita depende de ações diversificadas, com as quais todos podem colaborar. Não se trata de unificar um pensamento ou direcionar um entendimento sobre como cada grupo tem e ou deve fazer seu trabalho, mas sim, sintonizar e contribuir nas diferenças para enriquecer uma ação, que é muito maior que cada um em sua especificidade. Independente se Enarte, Fórum e ou MNDE,somos Espíritos diante do fazer o Bem e o Belo através da práxis da arte espírita sob embasamento da Doutrina Espírita.

 FONTE: Notícias da Abrarte – 30/10/2015

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