Próxima semana marca a XI Edição da Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito” em Araras/SP

Primeira Mostra Espírita de Dança do Brasil chega a sua 11ª Edição

sintonia divinaA próxima sexta-feira (01/05), marca o início da XI Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito” em Araras, interior de São Paulo.

A primeira Mostra “Oficina do Espírito” aconteceu em 05 e 06 de Outubro de 2001, iniciativa do Grupo Espírita de Dança Evolução – GEDE,  idealizador do evento, com apoio do IDE- Instituto de Difusão Espírita.

A Mostra “Oficina do Espírito” foi criada com o intuito de difundir a dança no meio espírita e descobrir novos grupos espíritas de dança no Brasil.

Na época o Grupo Espírita de Dança Evolução, grupo criado em Dezembro de 1996, desconhecia a existência de grupos que trabalhassem exclusivamente com a linguagem da dança no meio espírita, a mostra espírita de dança seria um meio de identificar os grupos existentes, uni-los, criar espaço de discussão téorico-prática da dança à luz da Doutrina Espírita, entre outros. Dessa forma, com o apoio da gráfica do Instituto de Difusão Espírita foi lançada a divulgação à nível nacional.

A surpresa aconteceu quando começaram a surgir inscrições de várias partes do Brasil – Grupo Sáphyra, de Pernambuco, Grupo Arte e Vida, Franca/SP, Casas André Luiz (primeiro grupo espírita de dança inclusiva), SP/SP, Grupo FEH -Força, Energia, Harmonia (primeiro grupo de dança de rua a trabalhar com a dança espírita) SP/SP, Grupo JECAL – Jovens Espírita à Caminho da Luz SP/SP, Grupo Graça e Luz, SP/SP, entre outros.

“Lembro-me como se fosse hoje da onda de energia vibrante que invadiu o Salão Azul na coreografia de abertura e dos momentos de grande surpresa e leveza com os grupos de Franca, Araras, da dupla do Nordeste e do pessoal das Casas André Luiz. Inesquecível. Parabéns a todos vocês que continuaram…” (Mário Joanoni, diretor de Artes do Instituto de Difusão Espírita na época)

Desde então, a Mostra Espírita de Dança “Oficina do Espírito” acontece ininterruptamente de 2 em 2 anos, promovendo momentos de estudo da dança à luz da Doutrina Espírita, oficinas teórico-práticas, apresentações artísticas de grupos espíritas de dança de norte à sul do Brasil, oportunidade de confraternização e troca de ideias entre grupos que comungam deste mesmo ideal.

Este ano (2015) o tema central da Mostra é “Sintonia Divina” e no palco do Instituto de Difusão Espírita se apresentarão grupos espíritas de dança de várias partes do Brasil. A Mostra contará com oficinas teórico-práticas destinada ao público infantil, juvenil e adulto.

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Volte conosco há 14 anos atrás e confira a abertura da I MOSTRA ESPÍRITA DE DANÇA OFICINA DO ESPÍRITO feita pelo Grupo Espírita de Dança Evolução: A gravação feita ainda em VHS eterniza este momento histórico para  a arte espírita, em que mais de 300 pessoas enchem o salão azul do Instituto de Difusão Espírita, comungando a alegria de dançar à luz da Doutrina Espírita. Mais de 30 bailarinos de todas as idades dividem o palco e a plateia elevando preces de gratidão ao Criador por esse momento. Foi um algo mágico! Abaixo você confere a apresentação das Casas André Luiz há 14 anos atrás no palco do Instituto de Difusão Espírita: Grupo Sáphyra – Pernambuco Grupo Graça e Luz – São Paulo

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Programe-se…

Olá Amigos!!!

FRACTAISCom alegria viemos convidá-los para a apresentação de um trabalho do GEDRI – GRUPO ESPÍRITA DE DANÇA REFORMA ÍNTIMA em parceira com o Grupo Anima de Teatro Espírita: “Fractais”, espetáculo de Teatro e Dança, baseado na obra da codificação espírita “O Céu e o Inferno”.

Os ingressos serão vendidos pelos integrantes do grupo. Interessados pode entrar em contato por aqui que faremos o melhor para que seu ingresso seja garantido. São poucos então não deixem para última hora.

ANOTEM NA AGENDA: dia 31 de Maio de 2015 no Teatro Marista centro de Vila Velha, ingressos R$ 15,00 inteira e R$ 7,50 meia entrada.

Link do evento no Facebook: http://abre.ai/fractais

Nos vemos dia 31 de Maio, abraços a todos. — em Teatro Marista.

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ENTREVISTA – NOTÍCIAS SAPATILHA

percilianoPerciliano Gomes Santos (26 anos) é natural de Natal/RN e mora atualmente em Macapá/AP. É formado em Processos Gerenciais e faz aulas de ballet clássico e contemporâneo. É trabalhador da Casa Espírita Missionários da Luz e integrante e coreógrafo do Grupo Espírita de Dança “Passos de Luz” desde Setembro de 2013.

1) Qual foi seu primeiro contato com a DANÇA ESPÍRITA?
Em 2011, quando fui convidado por uma amiga a dançar no Grupo Vitta, o primeiro grupo de dança espírita de Macapá/AP, criado neste mesmo ano. A arte espírita ainda era nascente aqui por nossa terra.

2) Defina com suas palavras o que é Dança Espírita.
Difícil! Muitos significados são justos e coerentes à dança espírita. No sentido literal, ela é a dança que tem como repertório e fundamento a Doutrina Espírita. Posso conceituar também num sentido pessoal, que é o que sinto através dela. É aquela que faz conhecer o que de belo e bom tenho em mim para doar. Porque nós todos temos algo de amor a oferecer no palco, do mais novato ao mais experiente, do mais bruto ao mais elevado. O “belo”, o “bom”, o “doar” são coisas muito fortes para mim dentro dessa arte que escolhi ou me escolheu? Falei e falo para os meus companheiros de grupo que você não tem que dançar pra você, porque dança espírita é doação, que não esqueçamos que somos médiuns naqueles 3, 4 minutos que podem obrar maravilhas. Claro, que não saímos sem nos beneficiar, pois somos os primeiros beneficiados, porém, o amor em movimento deve se sobrepor.

Grupo Espírita de Dança "Passos de Luz" - Macapá/AP

Grupo Espírita de Dança “Passos de Luz” – Macapá/AP

3) Como é desenvolvido o trabalho de Dança Espírita no seu grupo?
É desenvolvido de forma prazerosa e com responsabilidade. Como qualquer trabalho na Casa Espírita deve ser. O Passos de Luz são dois grupos com mesmo nome, mesmo coreógrafo, mesma coordenação, etc. Só mudam os dançantes que se encaixam de acordo com a idade. O Passos Infantil acolhe crianças de 6 a 11 anos, às vezes até 12. O Passos de Luz Juvenil- Adulto, de 12 anos acima. Ao completar 12 anos, o jovem começa a dançar nos dois grupos para ir se acostumando com maior rotina de ensaios, coreografias com mais técnica, novos companheiros dançantes, com o estudo focado na dança espírita e com maior exigência do compromisso de servir.
Os encontros acontecem aos sábados, as 9 da manhã e as 18 horas. São semanais e de duas horas para ambos os grupos, sempre na sede do Grupo Espírita citado antes. O meu desejo é que os encontros do grupo sejam duas vezes por semana, ordinariamente. Assim, resultados maiores viriam, porém, esbarro em dificuldades pessoais de tempo e de integrantes do grupo juvenil que também não tem disponibilidade para tal. Mas é uma coisa a ser amadurecida por mim futuramente. Iniciamos os encontros com harmonização de 15 minutos por leitura ou música ou, às vezes, vídeo. Vem a prece seguido de um bate papo breve- um relato da semana de cada um. Prosseguimos com estudo do livro “Dançando com a Alma”, da ABRARTE. 15 min. Sigo com alongamento e flexibilidade, ainda quando o tempo permite, fazemos exercícios breves.
Os objetivos do Grupo são a divulgação da doutrina e da dança espírita no nosso Movimento e à sociedade. Por isso, as apresentações ao público não- espírita são muito bem vindas. Uma curiosidade é que nos apresentamos em um festival de dança gospel e foi uma experiência única. Muitos espíritas daqui ainda não conhecem nosso trabalho devido o pouco tempo de atividade do grupo – dois anos. Mas já se avançou nisso. Principalmente, depois da grande atividade do grupo ano passado. Outro objetivo é a união fraternal, o apoio e o crescimento mútuo através do estudo do espiritismo, das nossas avaliações após cada trabalho e confraternizações, mas, principalmente, através da nossa reforma íntima que a arte espiritualizada proporciona.

4) Você esteve presente na II MOSTRA NACIONAL DE DANÇA ESPÍRITA no Rio de Janeiro, em Maio de 2014.O que mais te marcou nesta experiência? Por que você recomendaria a participação de grupos que nunca foram à mostra neste evento?
De tanto que marcou acho que nunca vou me acostumar com isso: a organização do nosso movimento de dança espírita nacional! Não é a toa que, somos elogiados pelos outros artistas das demais modalidades… Também marcou estar na sala de reunião junto aos coordenadores e coreógrafos espíritas de todo Brasil. Foi um momento ímpar. Conversar e decidir sobre a nossa Causa. E as pessoas que conheci, as emoções vividas, nossa! Por que eu recomendo ir à Mostra? Recomendo, não, é preciso!!!! Principalmente aos líderes de grupo. O trabalho é um quando você faz sozinho e é outro quando você observa os que estão mais lá na sua frente. Fora que juntos somos mais, a minha certeza passa a ser incerteza ou vice- versa quando eu me proporciono a estes momentos de assistir, reunir, confraternizar como se faz na MNDE. Fora o amparo doutrinário através dos estudos próprios para nossa tarefa na dança. Fora a assistência pessoal que a coordenação deste evento nos dá. Danny Soares e Paulo Cézar são exemplos disso, pois deles precisei e fui carinhosamente assistido. Sou grato.

5) Você está participação da equipe de Coordenação da III Mostra nacional de Dança Espírita que acontecerá em São Paulo em 2016. Sabemos que a coordenação é composta por bailarinos espíritas de vários estados brasileiros. Qual a importância deste tipo de organização? O que podemos esperar deste evento?
Creio que sem organização e uma boa equipe o barco até navega, mas chegar ao destino, é algo incerto. Tenho certeza que a III Mostra Nacional- São Paulo 2016 será maravilhosa pois temos no barco uma base sólida construída por muita experiência de coordenadores dedicados e amantes à desta ação de grande envergadura. Falo isso não se referindo a mim, que também estou na coordenação, mas sou novatíssimo no processo, mas aos meus amigos da coordenação que admiro.
Pode se esperar um evento que vai surpreender! Com a mesma estruturação da segunda Mostra somada a algumas surpresas que não posso contar. A grande novidade, que já foi divulgada ainda na MNDE Rio é o evento ser triplo pela primeira vez: MNDE somada ao Fórum Nacional de Arte Espírita e ao Encontro Nacional de Arte Espírita. Tudo vai ter seu tempo, vai ser possível participar dos três momentos, pois foi dividida e, ao mesmo tempo, misturada nossas programações. O que vai deixar um encontro muito dinâmico e permitindo ao público conhecer a arte e o artista espirita de outras modalidades que não a sua. A programação geral já está pronta e será divulgada.

6) Qual mensagem você deixaria a um grupo que está iniciando um trabalho

Apresentação Grupo Espírita de Dança "Passos de Luz" - Macapá/AP

Apresentação Grupo Espírita de Dança “Passos de Luz” – Macapá/AP

de Dança Espírita?
Estude e permita-se conhecer mais longe. Isso me fez muito bem e fará sempre. Como já citei anteriormente, é preciso a interação para vir mais madureza e firmeza neste trabalho tão bonito da arte da dança. O Movimento Nacional de Dança Espírita obteve vitórias porque decidiu por se unir de norte a sul. Um grande abraço dançante a todos os leitores. Até breve.

Contato: Email: percilianogomes@gmail.com/
Endereço da Casa Espirita: Casa Espírita “Missionários da Luz” – Av. Ivaldo Alves Veras, 80, Jardim Marco Zero, Macapá/AP.

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Crítica à Arte Espírita?!

Da necessidade crítica
(e sua impossibilidade)

Responda rápido: o que é crítica? Se você disse que é quando se fala mal ou bem de algo, é porque faz parte da maioria da população que associa crítica ao estabelecimento de valores.

Existe uma tendência a rejeitar-se a crítica por não entender o que ela de fato é: análise sob critérios previamente definidos, o que (em se tratando de arte) pode ser chamado de teorização, algo estranho às massas, à grande parte dos produtores de arte e a um número expressivo dos que se autoproclamam “críticos”.

Teorizar arte é o ato mediante o qual parte-se de certos critérios inerentes a esta ou àquela linguagem artística para assim estabelecer os valores internos de um determinado objeto de arte, elencando qualidades e deficiências que nos possibilitam situar e entender o exato lugar desse objeto dentro da tradição artística/estética com a qual dialoga.

A teorização em um país como o nosso não é apenas mal compreendida (eu poderia dizer desconhecida) como é rejeitada, entre a maioria, por sua inevitável associação com a crítica valorativa. Um retrato emblemático da situação talvez seja o fato de um dos mais respeitados teóricos literários em atividade, o maranhense Luiz Costa Lima[1], ser praticamente desconhecido em nossa pátria, não obstante ter diversas de suas obras traduzidas para inúmeros idiomas, como o inglês e o alemão.

É Costa Lima, aliás, quem explica em diversos de seus textos como o papel do teórico em um país como o nosso, periférico, excessivamente afeito ao improviso disfarçado de criatividade e/ou conhecimento e com pouco apreço pela intelecção, assemelha-se a uma verdadeira pregação no deserto.

Que fique claro que expressões como “crítica construtiva” ou “crítica destrutiva” são falácias retóricas que apenas servem para mascarar o elogio vazio ou a inveja irônica.

Conforme já exposto, a crítica/teorização é apenas a análise de algo.
Esse preâmbulo, talvez excessivamente longo e ainda assim distante de tratar dignamente do caráter teórico, serve para situar e fundamentar as perguntas que tenho feito ultimamente a respeito da crítica na arte espírita.

Haverá espaço para o exercício teórico entre os artistas espíritas? A resposta, lamento dizer, não é nada animadora. Lembro-me de que ao longo do século XX, a arte e a crítica se aproximaram muito em nosso país, onde poetas e escritores representaram a vanguarda da teorização em solo brasileiro, e não vislumbro algo semelhante em se tratando de arte espírita. Claro que hoje há muitas publicações que procuram conceituar a arte espírita, algumas de inegável valor em seu aspecto, digamos, subjetivo, mas que infelizmente não aprofundam a teorização com análises fundamentadas e lúcidas. Exemplifiquemos a questão.
P

ense em quantas músicas espíritas fazem menção aos olhos azuis de Jesus. Por que eu não posso dizer que tal referência é fruto de um diálogo com uma tradição etnocêntrica que remonta ao pensamento medieval sem qualquer fundamentação histórica e que servia a interesses que nada tinham de religiosos? Basta dizer isso para que se levantem argumentos que vão desde a licença poética (usada como desculpa para tudo, mesmo quando não se aplica) até a justificativa de que a pessoa fez o texto com grande emoção (o que não justifica nada), passando pelos mais diversos modos de tentar esconder que não pensou nisso.

E quanto aos erros gramaticais? Lembro-me de uma canção vencedora de festival espírita que traz em sua primeira estrofe um erro de concordância tão primário que custa-me crer não ser de autoria de uma criança. (Penso no que diriam os leitores se eu mencionasse aqui a tal letra: falta de caridade…).

Há livros publicados com graves erros históricos e doutrinários, como um em que li as experiências póstumas de conhecido escritor brasileiro no qual ele fala dos presentes ao seu funeral, incluindo entre eles outro escritor que nem sequer havia saído das fraldas na época mencionada (além do fato de viver em outro estado brasileiro), sem contar as homenagens (!?) recebidas no além quando ele ainda nem tinha entendido o que se passava com ele. Mas estes livros são aceitos em razão de sua origem pretensamente mediúnica.

Vemos um desfile de poemas, romances, músicas, coreografias, filmes, peças teatrais e outras tantas manifestações artísticas com o rótulo “espírita” que são tão pobres em termos de estética e/ou conteúdo que prestam verdadeiro desserviço à Doutrina, pois não atingem o objetivo de divulgação em virtude de suas falhas. E se percebemos tudo isso, por que ainda nos calamos? Por que não apontar as falhas e deficiências de uma obra se com isso poderíamos indicar ao artista os caminhos para aprimorar sua obra?

O Codificador nunca perdeu o ensejo de analisar as comunicações, poemas e outras obras de arte recebidas pela Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e de divulgar seus pareceres nas páginas da Revista Espírita sem receio de ferir melindres pessoais, pois seu compromisso era com uma causa que em muito ultrapassa as vaidades humanas.

O artista está sempre exposto, por isso deveria também estar disposto. Aprender com as críticas é caminho certo para o crescimento de nossa arte e de nosso ser.

Como anda a crítica da Arte Espírita? Lamento dizer que, infelizmente, andamos repetindo o [des]caminho das artes profanas (Profanum = de fora do templo, não religioso) onde prevalece uma política de compadrismo na qual só há espaço para o discurso elogioso raso e qualquer tentativa de análise mais profunda é vista como agressão à “livre expressão do indivíduo”.

Os artistas espíritas temos uma missão que transcende em muito as questões meramente estéticas: domar as emoções, o orgulho, a vaidade, o melindre… para tanto é preciso estar disposto a ter olhos de ver e ouvidos de ouvir.

Glaucio Cardoso

[1] Suas obras são: Por que literatura (1966); Lira e antilira: Mário, Drummond, Cabral (1968); Estruturalismo e teoria da literatura (1973); A metamorfose do silêncio (1974); A perversão do trapezista: o romance em Cornélio Penna (1976) (Republicado em 2005 com o título de O romance em Cornélio Penna); Mímesis e modernidade (formas das sombras) (1980); Dispersa demanda (1981); O controle do imaginário. Razão e imaginação nos tempos modernos (1984); Sociedade e discurso ficcional (1986); O fingidor e o censor (1988) (em 2007, estes três últimos títulos foram reunidos em um único volume intitulado Trilogia do Controle); A aguarrás do tempo: estudos sobre a narrativa (1989); Pensando nos trópicos (1991); Limites da voz (Montaigne, Schlegel, Kafka) (1993); Vida e mímesis (1995); Terra ignota. A construção de Os sertões (1997); Mímesis: desafio ao pensamento (2000); Intervenções (2002); O redemunho do horror (2003); História. Ficção. Literatura (2006); O controle do imaginário & a afirmação do romance (2009); Escritos de véspera (2011); Sebastião Uchoa Leite: Resposta ao agora (2012); A ficção e o poema (2012); Frestas. A Teorização em um país periférico (2013).

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Venha participar conosco!

Aproveitam esta oportunidade!! Todos poderão colaborar com ideias e sugestões para a Programação do II ENARTE – Encontro Nacional de Arte Espírita e III MNDE – Mostra Nacional de Dança Espírita em São Paulo 2016.

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Um ponto de vista…

ENTREVISTA 

Ana AquinoAna Maria Aquino de Melo Cavalcanti é natural de Recife. Psicóloga, pós graduada em Psicologia Organizacional e do Trabalho, trabalha na área de psicologia clínica. Também é bailarina e professora de dança, registrada pelo SATED. Na área da arte espírita, desenvolve ballet clássico, dança moderna e dança popular. É associada da Abrarte desde outubro de 2014

1. Como você se envolveu com a atividade artística espírita?
Em um evento chamado EJEPE (Encontro de Juventudes Espíritas do Estado de Pernambuco), onde assisti a Cia. Z se apresentando, em 1996.

2. Como você define a arte espírita?
Segundo o espírito Emmanuel, no livro o Consolador, a Arte é a mais bela expressão do sentimento do espírito, independente que ele seja espírita ou não. Com essa informação para mim, particularmente, não existe arte espírita e sim a arte feita pelos espíritas. A grande vantagem é que os trabalhos podem ser desenvolvidos e baseados nos princípios básicos da doutrina dos espíritos, cujo objetivo maior é sensibilizar e despertar as consciências para uma nova realidade espiritual.

3. Você participou durante um bom tempo da Cia. Z de Dança Espírita, inclusive, está tentando remontar agora o grupo. Poderia nos falar um pouco da história desse grupo?
O grupo surgiu em 1980 na Federação Espírita Pernambucana. A princípio, os trabalhos de teatro e expressão corporal eram desenvolvidos para ser apresentados nas salas de evangelização, nos cursos para evangelizadores e nos EJEPEs, que ocorrem na semana santa. Todo esse trabalho era coordenado pelo coreógrafo João Evangelista Brasil. Com o passar do tempo, o grupo cresceu, os novos participantes demonstravam habilidades extraordinárias no campo da dança e teatro. Observou-se que teríamos condições de realizar trabalhos mais bem elaborados, com o objetivo de atender aos eventos realizados pelo movimento espírita do Estado. Em 1983 passamos a realizar os nossos ensaios no Teatro Professor José de Barros Lins Situado, em Olinda. Esse teatro fica dentro do Instituto Espírita Alan Kardec Lar Ceci Costa. Em 1989, o grupo passou a se chamar Companhia de Arte Espírita Z. Instituição filantrópica, sem fins lucrativos, com o objetivo de reeducar e desenvolver as potencialidades artísticas e culturais da criatura humana, facilitando a sua integração com o meio social. Os trabalhos desenvolvidos pela Cia. Z são teatro, expressão corporal, dança clássica, contemporânea, moderna e popular, e eram apresentados em congressos espíritas e não espíritas, seminários, encontros de juventudes, chás beneficentes e outros. Na direção estavam os coreógrafos João Evangelista Brasil e eu e os professores de apoio, Marília Rocha e Suellem Albuquerque.

4. A Cia. Z montou três espetáculos de dança. Como eram esses trabalhos?
A grande verdade é que a Cia. Z realizou vários trabalhos de teatro dança e expressão corporal: Nós conclamamos a Paz, em 1985; Sentimentos, em 1987; O grande legislador, baseado no livro O Faraó de Menefitá, de Rochester, em 1988. Os três grandes espetáculos aconteceram a partir de 2003 e foram os seguintes: O voo do pensamento, que era um espetáculo de dança e expressão corporal, numa produção com 45 pessoas, entre bailarinos e atores profissionais e amadores. O tema do espetáculo abordava fatos da vida, destacando a realidade material e espiritual, salientando que, em todos os quadros, a dança e a expressão corporal se destacavam. Tinha a duração de duas horas e foi apresentado em dois atos. Esse trabalho foi apresentado oito vezes, em vários teatros do Recife e do interior do Estado. Depois, em 2005, apresentamos o espetáculo Rasgando o anonimato do ser. Nesse trabalho, abordamos o tema reencarnação, onde destacávamos a trajetória do espírito diante do bem e do mal, até o encontro consigo mesmo. Todo histórico foi repassado através da dança clássica, moderna e expressão corporal. Na produção desse espetáculo contamos com a participação de 20 pessoas entre bailarinos e técnicos, teve a duração de 1 hora e 20 minutos. Na ocasião apresentamos 36 quadros com coreografias. Esse trabalho foi apresentado quatro vezes nos teatros de Recife. Por fim, em 2009, montamos o espetáculo Retratos de Vida. A história desse trabalho causou muitas emoções nas pessoas e teve uma grande repercussão. Isso porque os quadros de dança e expressão corporal retratavam de forma objetiva fatos da vida, envolvendo sentimentos, relacionamentos, conquistas e perdas. Na trilha sonora, contamos com vários artistas da MPB. Para produzir esses trabalhos contamos com 18 pessoas entre bailarinos e técnicos. Fizemos apenas duas apresentações nos teatros de Olinda e Recife.

5. Como você vê a dança aliada ao trabalho da evangelização?
Observamos que, de forma lenta, a arte vem ganhando espaço dentro das instituições espíritas, mas ainda há muitos caminhos pela frente para que ela ocupe uma posição relevante, principalmente a modalidade dança, que requer profissionais abalizados. Atualmente só conheço duas instituições em Pernambuco que abraçam esse trabalho. No campo da evangelização, vejo a dança como uma atividade complementar de suma importância porque, além de disciplinar, trabalha o corpo, desenvolve sentimentos, integra e socializa. Porém, esse trabalho deve ser desenvolvido em horários que não seja o da evangelização por razões obvias. Atualmente, em muitas casas espíritas o trabalho de evangelização não é prioridade e a dança não é bem aceita porque existe muito preconceito.

FONTE: Notícias ABRARTE, 10/04/2015

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I Encontro de Arte Espírita do Pará

Grupo Passos de Luz no Encontro de Arte Espírita do Pará

IMG-20141102-WA0109Nos dias 1 e 2 de Novembro, sábado e domingo últimos, aconteceu em Belém, o 1º Encontro de Arte Espírita do Pará que teve como tema “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.

Realizado pela Mocidade Espírita Legião do Bem (MELB), sob coordenação geral de Marize Azeredo, presidenta dessa instituição e do Projeto de Dança Lucia Esperança desta cidade, contou com o apoio da UEP- União Espírita Paraense e da ABRARTE- Associação Brasileira de Artistas Espíritas.

Foram três momentos oficiais: ao sábado, palestra “Espiritismo e Arte” pela coordenadora de doutrina da Mostra Nacional de Dança Espírita e também membro do Conselho Doutrinário da ABRARTE, Denize de Lucena (Curitiba), em que pudemos também apreciar dança espírita pelo solo do Grupo Lucia Esperança e música pelo Grupo Gaia; depois, já domingo pela manhã, mais arte musical, pelo Grupo Luz do Amanhecer abrindo a Mesa Redonda coordenada por Denize de Lucena ainda. Por fim, já ao início da noite, no Theatro da Paz, a Mostra Artística.

Presença da dança espírita de dois estados no palco, Lucia Esperança (PA) encantou o público com várias coreografias espíritas desde do baby class até os jovens- adultos; e o Passos de Luz (Amapá), em sua primeira apresentação fora do estado, apresentou duas coreografias: Mãos (conjunto) e História de um Herói (solo masculino). Música e teatro espírita locais também marcaram presença nesta noite de luz.

Ao término, em pleno êxtase de felicidade, todos os artistas espíritas foram ao palco. Ainda no palco, foram dados os agradecimentos pela coordenadora ao público e aos coordenadores de arte do estado convidado, Perciliano Gomes (Passos de Luz) e Maíra Magalhães (Direção Arte Espírita do Amapá). Prosseguimos com todos cantando juntos, Canção da Alegria Cristã.

Perciliano Gomes

Coordenador Grupo de Dança Espírita Passos de Luz

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EVENTOS

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DANÇA ESPÍRITA em BH. Não perca!!!

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DANÇA ESPÍRITA no FebNet

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