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Artista e responsabilidade

Outubro 22, 2009 · Deixe um comentário

image002Se me permitem, gostaria de levantar  um aspecto com relação as conseqüências das imagens materializadas no palco. Temos falado das conseqüência para o artista, gostaria de lembrar das conseqüência para a platéia; bem como da responsabilidade deste (o artista) por tudo que marcou nas consciências que o assistiram. Primeiramente gostaria de refletir com a Doutrina Espírita, onde há relatos de espíritos artistas que retornam ao plano espiritual e ficam profundamente constrangidos com o resultado das imagens que deixaram plasmadas na Terra (Tolstoi, pelo que escreveu em”Ana Karenina” por exemplo), e igualmente envergonhados dos comentários que fazemos aqui na Terra de seus deslizes na vida privada (Choppin à Ivone Pereira).

Gostaria de juntar à esta reflexão o comentário tão conhecido que a Divina Comédia, de Dante Alighieri, tem inúmeros versos para descrever o inferno e o purgatório, e muito poucos para descrever o céu. Realmente meus irmãos, temos largo lastro de vivências de sombras e ilusões, o que nos torna mais fácil a “memória emotiva” destas situações. 

Emmanuel nos diz que o artista colhe suas inspirações nos desdobramentos que realiza na espiritualidade, ou em suas vivências pregressas. Aonde temos colhido as nossas? Exorta também à compreensão ao psiquismo impressionável dos artistas.

Pensando como atriz…. Como é difícil não ceder ao desejo da platéia que nos assiste! No momento da apresentação se estabelece um vínculo inexplicável entre o ator e a platéia! O tempo para. Não existe mais neguem. Só aquela vida que incorporo e as vibrações dos que me assistem. Estas vibrações me enlaçam em cena e sou capaz de sentir cada desejo da platéia. Eles querem rir! Então eu os faço rir! Que prazer fazer rir! Eles querem chorar, eu os faço chorar! É como se eu fosse um sensível instrumento tocado pelas mãos que me assistem. As vibrações então vivenciadas nesta troca voltam para mim. Fixam em mim, começam a fazer parte do meu perispírito, interferem no meu psiquismo e acionam vinculações espirituais similares (boas ou más, de acordo com o teor plasmado). Esta vivência é repetida pelo número de apresentações. Isto fica comigo.

Agora as idéias que eu defendi  (declaradas ou subliminares), imagens que eu acionei, sentimentos que eu provoquei em cada um da platéia ficam com eles: começam a fazer parte de seu mundo mental, penetram na intimidade dos seus pensamentos e podem funcionar como estímulos para comportamentos que desejam justificar ou endossar. Isto é responsabilidade minha!

Todo relacionamento demanda responsabilidade. O artista se relaciona com multidões. Pensando com Jesus… “O que escandalizar a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor seria que pendurasse ao pescoço uma mó de atafona, e o lançassem ao fundo do mar. Ai do mundo, por causa dos escândalos. Por que é necessário que sucedam os escândalos, mas ai daquele homem por quem vem o escândalo.

Ora, se a tua mão, ou o teu pé te escandaliza, corta-o e lança-o fora de ti.” Todos que sobem ao palco para plasmar seus compromissos com a Doutrina Espírita, sobem em nome de Jesus.

Chegando às minhas conclusões: Penso que o artista espírita deve ter profunda responsabilidade com a obra que cria e a repercussão desta obra nas consciência que vão “aprecia-la”.

Quem terá a coragem de abraçar o desafio de dar forma a imagens que promovam a evolução dos que os assistem? Que façam a maiêutica da Luz nos que estão na platéia? Que elevem seus pensamentos às belezas eternas?! O que será de nós se não abraçarmos as elevadas vibrações desta doutrina?

As platéias agora são outras… são de espíritos espíritas. Foi está platéia que nos foi direcionada nesta reencarnação (por injunção do nosso planejamento reencarnatório).

Muitas vezes não são os pequeninos que buscam novamente Jesus, agora no espiritismo? Por que não alimentar suas esperanças de crescer?! Se não são platéias espíritas nossa responsabilidade é maior, pois nossa postura falará pela causa que esposamos.

Citando novamente Emmanuel, em seus romances, este espírito descreve cenas terríveis (como a morte de Simeão em Há 2000 anos), mais em nenhum momento enquanto fazemos sua leitura caímos na sintonia, ao contrário, sublimamos, vivenciando o nível de testemunho de fé de Simeão por Jesus.

 É uma história que é narrada por um espírito evangelizado, que não oculta as trevas, mas dá seu real valor diante da Luz. Alem de ter fixada em mim as vibrações dos meus personagens, ainda terei o ônus de responsabilidade da obra criada.

Chegou a hora de colhermos o ônus de uma obra que nos liberta, nos traz paz à consciência. Nova era! Era do Espírito na Terra!

Sugiro: Quando entrardes em cena, e a cortina se abrir, imagine… Sentado à primeira fileira, na cadeira central, esta Jesus.

O que ele acharia da tua arte?

De que valeria uma obra espírita se não tiver o peso de um passe.

Um grande abraço a todos!

Elaine (Santos/SP)

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A Inspiração

Setembro 19, 2009 · Deixe um comentário

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A arte, sob suas diversas formas, é a expressão da beleza eterna, uma manifestação da poderosa harmonia que rege o universo; é a irradiação do Alto que dissipa as brumas, as obscuridades da matéria, e faz-nos entrever os planos da vida superior. Ela é, por si mesma, rica em ensinamentos, em revelações, em luz. Ela encaminha a alma para as regiões da vida espiritual, que é sua verdadeira vida, e a que ela aspira reencontrar um dia. A arte bem compreendida é poderoso meio de elevação e renovação. É a fonte das mais puras alegrias; ela embeleza a vida, sustenta e consola nas provas e traça com antecedência para o espírito os caminhos do céu. Quando ela é sustentada, inspirada por uma fé sincera, por um nobre ideal, a arte é sempre uma fonte fecunda de instrução, um meio incomparável de civilização e aperfeiçoamento. Porém, com bastante freqüência nos dias atuais, ela é aviltada, desviada de seu objetivo, subjugada a mesquinhas teorias de escola e é sobretudo considerada um meio de se chegar à fortuna, às honras terrestres. É empregada para lisonjear às más paixões, para superexcitar os sentidos e assim faz-se dela um meio de rebaixamento. Quase todos aqueles que receberam a sagrada missão de encaminhar as almas para a perfeição esquivaram-se dessa tarefa. Tornaram-se culpados de um crime ao se recusarem a instruir e a iluminar as sociedades e ao perpetuarem a desordem moral e todos os males que recaem sobre a humanidade. Assim explicam-se a decadência da arte em nossa época e a ausência de obras fortes. O pensamento de Deus é a fonte das altas e sãs inspirações. Se nossos artistas soubessem daí extrair algo, encontrariam o segredo das obras imperecíveis e as maiores felicidades. O espiritismo vem oferecer-lhes os recursos espirituais dos quais nossa época necessita para regenerar-se. Ele nos faz compreender que a vida, em sua plenitude, não é outra coisa senão a concepção e a realização da beleza eterna. Viver, é sempre subir, sempre crescer, sempre desenvolver em si o sentimento e a noção da beleza eterna. As grandes obras não são elaboradas senão no recolhimento e no silêncio, ao preço de longas meditações e de uma comunhão mais ou menos consciente com o mundo superior. A algazarra das cidades pouco convém à elevação do pensamento; ao contrário, a calma da natureza, a profunda paz das montanhas, facilitam a inspiração e favorecem a eclosão do gênio. Assim verifica-se uma vez mais o provérbio árabe: o ruído pertence aos homens, o silêncio pertence a Deus! O espírita sabe que imenso auxílio à comunhão com o Além, com os espíritos celestes, oferece ao artista, ao escritor, ao poeta. Quase todas as grandes obras tiveram colaboradores invisíveis. Essa associação fortifica-se e acentua-se através da fé e da prece. Estas permitem que as forças do Alto penetrem mais profundamente em nós e impregnem todo o nosso ser. Mais do que qualquer outro, o espírita sente as poderosas correntes que passam nas frontes pensativas e inspiram idéias, formas, harmonias, que são côo o material do qual o gênio se servirá para edificar sua soberba obra. A consciência dessa colaboração dá a medida de nossa fraqueza; ela nos faz compreender que parcela vem da influência de nossos irmãos mais velhos, de nossos guias espirituais, daqueles que, do espaço, debruçam-se sobre nós e nos assistem nos trabalhos. Ela nos ensina a nos maternos humildes no sucesso. É o orgulho do homem que esgotou a fonte das grandes inspirações. A vaidade, defeito de muitos artistas, torna insensível o espírito e afasta as grandes almas que consentiriam em protegê-los. O orgulho forma como que uma barreira entre nós e as forças do Além. O artista espírita tem consciência de sua própria indigência, porém sabe que acima de si abre-se um mundo sem limites, pleno de riquezas, de tesouros incalculáveis, perto dos quais todos os recursos da Terra são apenas pobreza e miséria. O espírita tem também o conhecimento de que esse mundo invisível, se deste ele souber tornar-se digno purificando seu pensamento e seu coração, pode tornar mais intensa a ação do Alto, fazê-lo participar de suas riquezas através da inspiração e da revelação, e dela impregnar obras que serão como que um reflexo da vida superior e da glória divina.

Fonte: Léon Denis. O espiristimo na arte – Ed. Lachâtre p.21-23

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O que é arte?

Setembro 8, 2009 · Deixe um comentário

1198038807_f“A beleza é um dos atributos divinos. Deus colocou nos seres e nas coisas esse misterioso encanto que nos atrai, nos seduz, nos cativa e enche a alma de admiração, às vezes de entusiasmo.”
“A arte é a busca, o estudo, a manifestação dessa beleza eterna, da qual aqui na Terra não percebemos senão um reflexo. Para contemplá-la em todo o seu esplendor, em todo o seu poder, é preciso subir de grau em grau em direção à fonte da qual ela emana, e esta é uma tarefa difícil para a maioria de nós.”  ( Léon Denis, O Espiritismo na Arte, p.7)

Qual é o objetivo essencial da arte?

  “…é a busca e a realização da beleza; é, ao mesmo tempo, a busca de Deus, uma vez que Deus é a fonte primeira e a realização perfeita da beleza física e moral. Quanto mais a inteligência se purifica, se aperfeiçoa e se eleva, mais se impregna da idéia do belo. O objetivo essencial da evolução será, portanto, a busca e a conquista da beleza, a fim de realizá-la no ser e em suas obras. Tal é a regra da alma em sua ascensão infinita.” (Léon Denis, O Espiritismo na Arte, p.9)

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A Educação Estética

Agosto 18, 2009 · 1 Comentário

Dora Incontri

1091138612_fEntre a prática do Bem e a busca da Verdade, está o anseio pelo Belo. Desenvolvimento moral, intelectual e estético integram as necessidades evolutivas do Espírito. O amor, a Sabedoria e a Beleza são aspectos inseparáveis da perfeição. Para melhor definirmos uma proposta de Educação estética, temos de desmistificar os conceitos de Arte e de artista : Arte não é apenas a produção específica de poesia, pintura, música…e artistas não são apenas alguns privilegiados que demonstram um talento inato. Arte é uma forma de manifestação existencial do Espírito. Aquele que atingiu a perfeição, produz incessantemente a beleza por gestos, palavras e pensamentos. Qualquer exteriorização sua é verdadeira, amorosa e bela. Assim foi Jesus. No sentido estrito da palavra, ele não foi um artista. Mas houve beleza maior do que a manifestada em cada palavra e gesto seu ? O Espírito perfeito é artista, porque tudo nele é harmonia, luz, criança ininterrupta no Bem ! Saberá em altíssima escala exteriorizar-se em melodias, cores e pensamentos sublimes, de que a nossa Arte terrena é pálido e imperfeito reflexo. Trata-se assim de compreender que o sentido estético deve ser desenvolvido no Espírito, como forma de manifestar o Bem e a Verdade. Uma ação nobre ou uma grande verdade jamais serão feitas, bizarras ou desarmônicas. Quando nos defrontamos com alguma manifestação perfeita – como a natureza, por exemplo, que é a Arte materializada de Deus – experimentamos a sensação de bem-estar e enlevo, de que tudo é harmônico, simples, compreensível e belo ! Há pois uma Beleza suprema que está em Deus, cuja essência ainda nos escapa, mas cujas manifestações podemos ver com os olhos da carne, e mais ainda, com os olhos do Espírito. Assim, a Arte humana, sempre relativamente bela – pois estamos ainda longe da perfeição e seus atributos – tem uma gradação de relatividade. Ou seja, algumas produções são mais belas do que outras, ao contrário do que se quer fazer crer hoje, onde tudo se confunde na banalização do grosseiro e na comercialização banal. Quanto mais elevada, luminosa, equilibrada, reconfortante, estimulante de sentimentos puros, mais perto da Beleza suprema estará a Arte. Quanto mais sombria, desequilibrante, estranha, de menor freqüência vibratória, carregada de paixões e sensualidade rasteira, mais distantes do alvo infinito estarão as produções chamadas artísticas. Não se pode pois, dissociar o Belo do Verdadeiro e do Bom, como já intuía Platão. A criação artística está evidentemente relacionada à originalidade, à expressão única de cada individualidade, mas quanto mais evoluída for esta individualidade em todos os sentidos, mais poderosa será sua Arte. E trata-se de uma potencialidade que todos os homens deverão desenvolver. É certo que o desabrochar pleno do gênio criador é tarefa para muitas existências, entretanto, o cuidado com a educação estética pode despertar o Espírito desde já para o anseio do Belo. Estética _ ciência que trata do belo, na natureza e na arte.

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Aos Artistas

Agosto 14, 2009 · Deixe um comentário

0042_stretchOs artistas somos médiuns da beleza, cultivemos pois em nós a abnegação e a humildade, filtros indispensáveis para que sejamos instrumentos úteis, das mãos divinas do Artista Maior. Eis que depositou em nossas mãos os pigmentos e os planos para que viéssemos a lapidar o homem em nós e o homem-irmão instituído em cada um que compartilha de nossa jornada. É esse o nosso compromisso: o de levar ao homem hodierno a lembrança do Divino Pai, Deus de amor, Deus da Beleza, Deus da Glorificação, que esquecemos nos séculos anteriores, emoldurando-O nos altares de pedras preciosas e de aurífero metal, levando às fogueiras e masmorras da intolerância e do desmando em Seu Santo Nome, preciosos irmãos, emissários por Ele enviados, como na Parábola do Festim das Bodas, porque assim seria e haveria de ser, para que se cumprissem as palavras do Cristo, e porque Este, pastor cuidadoso, muito bem conhecia seu rebanho, chegando mesmo a profetizar seus passos, antecipando suas perdições e colocando-lhes nos caminhos homens e ações que os alertassem e os avisassem buscando fazê-los retroceder. Assim, busquemos também no exercício do nosso dia, através dos talentos da Arte e da Mediunidade, encontrar estes mensageiros, estes avisos, estes alertas a nos mostrarem os caminhos da perdição e nos conduzirem para distante dali. Busquemos em cada uma de nossas ações a possibilidade de exercer esta função que Deus nos outorgou: levemos a Beleza, levemos a paz, aprendamos e ensinemos com este exercício, edificando e construindo, desta vez de forma correta, com a nossa arte, o caminho traçado pelo Cristo. Sim, amigos, muitos de nós não recebemos pela primeira vez os dons da arte ou mesmo da mediunidade. Mas a maioria de nós é verdade, as usamos de maneira reproxável. Reunidos, suplicamos nova oportunidade. Hei-nos aqui. Pois que saibamos fazer desta uma oportunidade valiosa e uma realização verdadeira para que possamos reiniciar o caminho adrede desviado. Quem fomos, não mais importa, se nossos nomes foram reconhecidos e se merecemos aplausos e longas notas na imprensa, tudo isto de nada nos serviu, ao adentrarmos o pórtico da morte. E muitos de nós, na verdade, se viu despido, sem maquiagem, sem figurino e principalmente sem as luzes da ribalta e sem os aplausos de outros, para reconhecer-se falido, vil e devedor. Agora, recomecemos, fortifiquemo-nos, seguindo adiante. Pois é o presente que conta e o futuro nos aparece em rasgos de esperanças. Coloquemo-nos em marcha pois. Pela Paz, através da Arte e pelo exemplo de Jesus, para a glorificação do Reino de Deus na Terra.

Adolfo –  13 de agosto de 2002 – medium Denize de Lucena

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Arte sublimada

Agosto 12, 2009 · Deixe um comentário

A arte sublimada permite não apenas a doação de energias salutares e benéficas dos benfeitores espirituais àqueles que dançam quanto àqueles que assistem, mas, e principalmente, serve de instrumento sutil de cirurgia espiritual com fins úteis, em adequação e reparos dos que dela, a arte, comunguem.

A arte sublimada, eleva o campo energético, ampliando e aproximando os homens dos espíritos incumbidos de lhes auxiliar, pois que faz eleva os pensamentos, retirando-os, ainda que por breves instantes, do contato com a matéria densa que quase sempre os envolve, permitindo alcançar-lhes o âmago do ser e ali repercutir um eco de amor e sensações de paz.

A arte, quando elevada, saturada de sentimentos e imagens dignificantes, faz purificar a atmosfera em derredor, servindo de filtro dos fluidos e burilando as densidades, tornando-as mais rarefeitas, como delicada chuva que aquece a terra, retirando-lhe a vegetação gasta e a poeira ali deixada, assim a arte retira as densidades grotescas e acumuladas no perispírito dos homens servindo-lhe de salutar banho, a auxiliar sua higienização mental e fluídica.

1160009555_fToda e cada vez que a arte é utilizada em busca das altas esferas e para materialização dos reinos angelicais, aí encontram os espíritos do bem, oceano perfeito para germinação do amor, do perdão e da renovação.

Façamos destes instantes ainda raros, instantes cada vez mais constantes para que possamos colocar em serviço útil as nossas potencialidades artísticas, dons desenvolvidos adrede para alimento de nossa vaidade, hoje em vias de burilamento e serviço de caridade.

Adolfo (espírito) – Denize (médium)

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Arte a Serviço da Criação

Agosto 11, 2009 · Deixe um comentário

A arte é uma linguagem, uma representação sígnica de sentimentos, de desejos e de crenças.

Chega ao ser humano, por níveis inalcansáveis por nenhuma outra área de expressão.

É universal, pois que pode ser lida, vivenciada e compreendida em qualquer cultura ou região.

É atemporal, porque se estende sobre o manto do tempo e é uma atividade, porque se renova através do olhar daquele a quem ela comunica.

É dinâmica porque traz em si o germe da pluralidade e a capacidade inerente de se auto codificar e recodificar através dos séculos e das culturas.

É identidade porque reflete a sociedade de seu tempo e é transgressora porque questiona, avalia e propõe constantemente o novo, uma vez que é freqüentemente, a arte, dentre as áreas do conhecimento humano, quem se coloca à frente de seu tempo.

É coletiva e autônoma porque fala indistintamente a jovens e velhos, mulheres e crianças, negros, pardos, amarelos e vermelhos, sem perder sua própria identidade.

Arte é pois o veio aurífero do ser humano, sua porção divina de co-criador.

É a arte que lhe imprime o desejo da angelitude, que o encoraja frente à refrega do oceano material. É o que lhe permite alçar vôos, vislumbrar outros horizontes inimagináveis, é o que lhe faz buscar algo diferente, lhe impulsionando ao progresso.1173195063_f

As grandes transformações da humanidade foram germinadas no seio da imaginação, filha da arte. Não há nada que o homem faça sem que  antes lhe brote do seio o desejo e a aspiração, igualmente, irmãos da imaginação, que, reunidos, alimentam a arte através da procura de satisfação e prazer.

Ao exprimir-se artisticamente, o homem se reconstrói, se coloca em cheque mergulhando no fogo da transformação e dele emergindo, burilado o sentimento, e pronto a novas aspirações.

Durante muitos séculos o homem utilizou-se da arte para representar o que lhe fugia à compreensão. Com ela criou deuses, edificou cidades, construiu estória. Assim, não haverá nenhuma área do conhecimento humano que da arte não tenha partido ou que nela não tenha imergido em algum instante e dessa imersão saído vitoriosa. Porque a arte trás em si o germe da ousadia, mola mestra das transformações.

Não haverá progresso onde não se viu a ousadia e a coragem do risco.

Nenhuma batalha foi iniciada e nenhuma conquista edificada sem que não lhe encontre na base, incrustado, um coração sensível à inquietação e à transgressão, germes da arte.

Onde outros falham, a arte impera. Onde outros calam, a arte grita. E quando se cala, a arte incomoda.

É corrente caudalosa incontrolável, onda permanentemente a invadir a Terra, envolvendo-a e transformando-a.

Eis seus caracteres, eis sua finalidade última.

Arte, veículo e caminho de transformação a serviço da Criação.

Fonte viva, que promana de Deus e que a Ele resgata das cinzas, a sua obra-prima, pronta e lapidada: a humanidade.

 Ariel ( Espírito)/Denize de Lucena

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CARIDADE, ARTE E BELEZA

Agosto 7, 2009 · 1 Comentário

Todos os homens chegaremos um dia aos braços de Deus. Não há como fugir desta benção que o Pai amado tão misericordiosamente deposita sobre suas criaturas.
Deixou-nos livre a semeadura e determinou-nos apenas a responsabilidade pelo que cultivarmos.
As sombras, as dores, os gritos, são, muitas vezes, prenúncio de novo dia. E muitas vezes um dia de Deus equivale a muito tempo entre nós.1186242180_f
Mas vos asseguro, queridos irmãos, de que a Terra prenuncia sua alvorada.
A miséria, a violência e dor que a assolam nestes tempos, são convites extremos da misericórdia a convocar os seus habitantes ao refazimento do caminho, ao encontro de Deus, pelas mãos do Cordeiro, que sabiamente prenunciou “Ninguém irá ao Pai a não ser através de mim”. Deixava claro que a humildade, o amor, a renúncia e a dor, faziam parte deste caminho.
Todos os dias, amigos, caravanas de mensageiros retornam de vários cantos do globo, em diversas esferas ligadas ao nosso amado planeta, e consigo reúnem o rebanho perdido do Pastor Galileu. Nunca antes houve tamanho resgate a devolver luzes aos olhos de tantos cegos, a mobilidade aos corpos de tantos coxos e paralíticos, a fala a tantos mudos e a percepção do som a tantos surdos. A diferença, agora, queridos, é que estes “novos milagres” se operam nas almas e por isso mesmo, nem sempre são percebidos, principalmente pelos que habitam a crosta.
A imagem reproduzida no início deste pequeno discurso, vem se repetindo, se multiplicando, cada vez mais. Os que laboramos na matéria e com os da matéria, em breve poderemos identificar estes sinais de um novo tempo.
A ARTE, refazimento de si mesmo através da Beleza Divina, explodirá em gamas, em luzes e sons de grande intensidade. Perguntam alguns como poderá ser isto. Furtando-lhes detalhes que não poderiam ainda ser compreendidos, posso adiantar que aqueles que trabalharam e trabalham no torno das emoções, acabam por aprender a moldá-las como vaso delicado e, ao aprendê-lo, estendem a outros suas habilidades.
Espetáculos, sinfonias, apresentações, são utilizados assim, como instrumentos cirúrgicos a reparar simultaneamente os corpos etéreos daqueles que ali se encontram, arrebatando do fundo de suas almas, o reconhecimento da Filiação Divina a que têm vínculo e herança.
Não duvidem das habilidades dos emissários de Jesus, e nem menosprezem o poder que possuem os artistas, lembrai-vos da sentença: “Vós sois deuses”. Aprendizes da Criação, os artistas sintonizados com o Mestre Nazareno, arrancam do lodo e da podridão as ovelhas perdidas de Deus e as alavancam rumo a Este, pelo encantamento, pela vibração na alma, pelo arroubo do diapasão em seus corações.
Para este concerto, foram reunidos muitos instrumentistas e técnicos de diversas áreas, e artistas que outrora não souberam utilizar seu talento a serviço do planeta. Uns e outros se somaram para esta missão, alguns da crosta e outros do invisível, de lá e de cá para que o ciclo se feche e o elo se fortaleça. Boa parte dos que deveriam laborar na terra, entre os encarnados, já iniciaram suas atividades ou se preparam para fazê-lo. Poucos ainda aguardam no plano espiritual para reencarnar nos próximos anos. Em poucas décadas já se poderá reconhecê-los entre os que morejam nas lides espíritas, e em outras áreas, para que não falte a ninguém o convite.
O Plano de Deus é muito amplo e superior à nossa compreensão mas, pela Sua imensa piedade, escolheu Jesus a beleza para ser o instrumento de transformação e evolução do planeta que não casualmente fez AZUL e que azul permanecerá, mas acrescido de raro brilho e encantamento.
CARIDADE ATRAVÉS DA ARTE E DA BELEZA.
Será assim a nossa renovação e todos somos responsáveis em tornar realidade a vontade de Deus. E poderia Deus ter vontade mais bela para nós?!

Bento (Espírito) – Denize de Lucena ( médium)
5 de julho de 2002.

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Educação pela Arte e para a Arte

Julho 26, 2009 · 2 Comentários

Médium Dora Incontri – Espírito Schiller

 

A Arte, deusa ferida, vagueia pálida e fria pelas nações do planeta, à procura de devotos que a socorram, ensaiando despertar as sensibilidades adormecidas… Quem haverá de vir lhe prestar novamente o culto que merece, para que ela se recomponhe e brilhe no altar da Beleza, do Bem e da Perfeição?1146440360_f

É preciso que seus seguidores se despeçam dos lauréis, que aceitem servi-la desinteressadamente, que busquem se revestir da pureza moral, para não manchar sua divindade, que enverguem o heroísmo da virtude para se entregarem à posse dessa deusa…

Mas, como esperar que as sensibilidades, capazes de incorporar os eflúvios invisíveis do infinito, possam fazê-lo fielmente, sem que se enredem nas ilusões do corpo, sem que cedam aos apelos da vaidade, se não as educais para isso?

Educados pela Arte — todos os seres humanos devem ser. Pois que outro componente melhor e mais propício a fazer florescer a divindade interior do homem, que o de colocá-lo desde cedo sob a inspiração da Beleza e da Harmonia? Toda criança pode crescer sob o signo do equilíbrio se ao lado do pão, da idéia, da experiência e do brinquedo, lhe derdes o alimento da Beleza.., e se ela própria puder dar seus primeiros ensaios de criação livre e espontânea, percebendo e intuindo diretamente a sua infinita capacidade de criar e produzir. Não lhe imponhais modelos e padrões, deixai-a experimentar e achar a própria expressão.

Mas também não lhe negueis acesso ao que a cultura humana já compôs através do tempo. Deixai que as crianças bebam nas fontes mais puras da Arte terrestre… Que elas possam exercitar a sua sensibilidade, ouvindo as melodias mais doces jamais feitas; olhando as cores e as luzes mais sutis já tecidas; declamando os poemas mais elevados jamais compostos; sentindo as produções mais próximas da divindade que o homem já atingiu. Fazei isso com todas elas e se não tiverdes no futuro todos os homens literalmente artistas, tê-los-eis moralmente melhores e mais criativos.

Mas se perceberdes nessas almas, que tendes sob vossa tutela, um grande talento despontando, um germe latente de genialidade, então não deveis mais apenas educar pela Arte, mas para a Arte!

Não lhe estimuleis apenas a aprendizagem da técnica artística, como se o dom de compor, tocar, representar, pintar, escrever, fosse mero instrumento morto, código pronto de uso… Desenvolvei-lhe sobretudo o sentimento do Belo e do Bom, para que coloque seu talento a serviço dos homens e de Deus e não a serviço de si próprio.

Que esses gênios precoces não sejam cultuados como flores exóticas a que se deve admiração, mas não familiaridade. Que eles sejam amados como seres pertencentes à mesma humanidade de que todos fazeis parte…

Que se lhes dê o exemplo vigoroso da virtude moral, que lhes possa garantir a segurança de fazer de seus talentos um presente de Deus aos homens e não um elemento de perturbação social e de queda para si mesmos. Sobretudo, não percais com eles nem os laços de carinho nem o vínculo de uma autoridade moral, que os guie em seus primeiros passos, para que não se sintam isolados num mundo adverso, que os idolatra e os usa; que os explora e os denigre depois…

Se assim educardes vossos gênios — e eles virão em grande massa habitar entre vós — tê-los-eis como irmãos em vosso benefício e os vereis realizados e felizes, a salvo de todas as tragédias que têm sido o destino de muitas almas sensíveis, mas ególatras; generosas, mas vaidosas, que carregam entre vós o nome de artistas!

E, então, a deusa da Arte, soerguida da lama em que a lançaram neste século, se levantará luminosa, para conduzir a humanidade a outras esferas!

Fonte: Livro – Educação Segundo o Espiritismo – Editora FEESP

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Reflexões sobre o papel da arte

Outubro 4, 2008 · Deixe um comentário

A aplicação da arte no desenvolvimento do ser humano vem desde o momento em que este é gerado.

Não é mais o momento de entendermos a arte apenas como fator de diversão e lazer. Muitos até já chegaram na concepção de arte como ferramenta de divulgação. Mas agora é hora de colocar a arte no seu verdadeiro posto: “A arte é um dos melhores veículos em que o espírito pode se apoiar para sua transformação”. Ela não é mais uma ferramenta de divulgação, mas sim uma ferramenta que irá nos auxiliar em muito para o nosso desabrochar e nosso auto-conhecimento, trazendo a tona todos os sentimentos doentios que nosso espírito milenar carrega.

É hora de despertar, é hora de evoluir.

Na nossa caminhada para a perfeição tivemos a graça, de em jornada passada, receber o Cristo em nossa morada. Foi o primeiro convite para o despertar. Os tempos passaram e o Consolador Prometido alçou vôo ligeiro e eficaz, dando-nos a base de tudo: Kardec. Desta feita recebemos novo convite: Modificar.

Nos dias de hoje temos mais uma oportunidade de despertar, a Evangelização de Espíritos – A Pedagogia do Amor de Eurípedes Barsanulfo – que não traz nenhuma “novidade”, ou algum conceito novo. Ela apenas nos convida a realmente conhecer e entender Kardec, e mais, nos dá alicerce para mergulharmos em André Luiz, Leon Denis e muitos outros.

A Evangelização de Espíritos nos depara frente a frente conosco mesmo. As frases são marcantes: “Sou espírito e tenho que viver como tal”. “Evangelizar é um ato de amor”. “Se sou um evangelizador, tenho que me evangelizar primeiro”.

Igualmente a história da humanidade, a arte progrediu durante esse anos, ampliando o conhecimento dos artistas nas várias formas de externar seu pensamento. Hoje temos um movimento artístico de grande diversificação e de elevado teor conceitual.

Entendemos a arte como alicerce da doutrina espírita ao lado da trindade filosofia, religião e ciência. Já é uma realidade conceber a arte como fator preponderante para a doutrina dos espíritos e sua aplicação. Basta olharmos para dentro da codificação.

A arte dentro da evangelização tem agora conotação de veículo propulsor para a educação do espírito. Devemos fazer uso dela para trabalhar e modificar nossos sentimentos. É o momento do evangelizador de espíritos estar sintonizado com a aplicabilidade da arte.

Tudo isso faz por ruir as apresentações de final de ano onde as crianças decoram falas mecânicas e as repetem simultaneamente, sem que haja a passagem de alguma informação para sua memória emotiva. Festas ou comemorações, onde o belo é amplamente almejado e buscado, sem antes concebermos o simples, não tem mais sentido.

Perdemos o tempo enchendo o evangelizando de informações que não irão despertá-lo para a realidade.

A verdade a ser tratada é: “Você é um espírito”. Agora para o evangelizador operar esta modificação no seu dia-a-dia, ele deverá primeiro se reconhecer como espírita, deixando de lado o seu famoso “conhecimento espírita”, aprofundando-se no estudo da doutrina e no seu auto-conhecimento para alicerçar sua renovação.

Não é hora de aplicarmos oficinas de arte com conceitos espíritas para os que nos procuram. Temos a obrigação de gerar uma oficina voltada para o espírito, de forma que ele saia melhor do que quando entrou.

Desta forma, toda apresentação artística concebida tem de cara o seu objetivo: Auxiliar e libertar quem a concebeu. O que eu gerar através da arte deverá ser forte e enaltecedor para que primeiramente faça em mim uma modificação positiva, para então posteriormente ter a capacidade de atingir o público. A verdade deverá bater forte em meu peito para que eu tenha forças suficientes para externá-la de maneira eloquente e confiável. Desta feita, desabam as famosas “apresentações artísticas” e começamos a entender as “doações artísticas” e as “modificações em mim” (pela arte).

Um artista devidamente “evangelizado” no palco, terá força indescritível para atingir os espíritos presentes na platéia (encarnada ou não).

Tudo isso vai depender obviamente de nosso entendimento da doutrina espírita. Temos que definitivamente largar conceitos antigos e ultrapassados que não fazem parte da doutrina espírita. Devemos deixar para traz o carma, o castigo, o merecimento e a dívida, que não nos explicam absolutamente nada; e encarar a “necessidade” como a mola propulsora de todas as situações as quais nos deparamos quando encarnados.

É hora de esquecer a mediunidade como um fenômeno e entendê-la como ferramenta evolutiva. Devemos fazer uso dela para nosso aprimoramento e evolução. Sua aplicação no campo da caridade e da doação é maravilhosa.

Cabe a nós também, entrar no princípio da arte como ferramenta de expressão individual ou em grupo, para no seio desta, reconhecer a simplicidade como alavanca única da arte. Vamos entender simplicidade como pureza. Procurar o simples, gerar o simples, é criar o puro, gerar o puro.

Não nos cabe apenas buscar a beleza plástica, a eloquencia estética ou a elevação material / visual. Creiam, o simples por si só já é belo. A beleza é intrínseca a simplicidade.

No encontro da arte com o espiritismo temos um dínamo gerando luz ininterruptamente. Eles se completam, e sua fusão traz a tona a Criação Divina. Tudo é Arte no Universo. Deus é o Artista das nossas Almas. O conhecimento espírita dá bases seguras para o alavancar das artes neste novo milênio.

O convite atual é este: Estudar e se aprofundar. O que geramos necessariamente não precisa ser “mediúnico”, mas se for feito com amor, seguramente terá uma “parceria” inigualável.

Quem trabalha na Seara de Jesus deve se utilizar da arte para o conhecimento e evolução, jamais como fator de reconhecimento.

É o momento de gerarmos textos, letras, danças, poesias, telas que versem sobre a responsabilidade de “Ser Espírito”. Esquecer de vez os temas já maltratados sobre “os dois planos, reuniões mediúnicas, amores, ódios, obsessões”; vamos dar o enfoque da “evolução, quadros mentais, sintonias, vibrações, vontade, memória emotiva, campo mental”. Temos que parar de tratar de “reencarnes” pura e simplesmente, explicando o que é “Planejamento Reencarnatório” e “Ambientação Reencarnatória”. Temos que tirar a roupagem espírita que damos aos assuntos cotidianos, e aplicar o espiritismo e as leis da natureza divina em nossos assuntos do cotidiano.

Deixemos de lado por alguns instantes os romances e os contos, e vamos nos aprofundar no estudo de Allan Kardec, André Luiz e Leon Denis. Só desta forma teremos condições seguras de estarmos usando a arte como ferramenta evolutiva, compreendendo sua função na Evangelização de Espíritos.

Busquemos a Arte Espírita. Os conceitos passam, as temáticas passam, as estéticas passam, mas o espírito não, este veio para ficar.

Evangelização de Espíritos

Núcleo Santos

 

 

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