Uma prece para Whitney – Uma prece para mim

Por Jaime Togores

Quando recorrentemente conversamos neste Fórum* sobre a possibilidade de expandir nossos trabalhos e ganhar possibilidade de torná-lo muito mais conhecido, sempre me ocorre pensar que só não podemos continuar desconhecidos “de nós mesmos”.

- “De que vale ganhar o mundo inteiro e perder-se a si mesmo” – é uma fala significativa de Jesus lembrando a nós todos o real e o grande trabalho de todas as nossas encarnações: o autoconhecimento, reforçado logo na primeira obra espírita, pelos espíritos, nas questões tão conhecidas… 918 e 919 de O Livro dos Espíritos.

É também neste momento que pensamos qual o papel da Arte Espírita para o espírito que chega a Casa Espírita – Projetá-lo ou introjetá-lo? Fazê-lo crescer para fora ou crescer intimamente? Instigá-lo a ganhar o mundo ou a conquistar a si mesmo?

Onde foram parar as lições de Jesus na menina (naquele espírito) que reencarnou sob as bênçãos de poder integrar um coral de uma Igreja Batista?: – “Vós sois o sal da Terra, vóis sois a luz do mundo, por isso resplandeça a vossa luz diante dos homens!”

Uma prece para Whitney, uma prece para mim!

Quantos prêmios, quanto dom! Por que a mensagem esquecida? Onde Deus e Jesus se foram… Se perderam em tua vida?

Lembro os nossos tempos

no Coro

Da Igreja

 em que vibrávamos

Sob a proteção do Cristo

Junto àqueles que amávamos…

Depois a beleza de tua voz

 Alçou vôos mais altos,

Deixou o púlpito “sagrado”

Se aventurou pelos palcos…

Como “filha pródiga” seguiste

 Centenas de prêmios lindos,

Merecidos.

Seus talentos

Produziram tanto brilho…!!!

Mas, por dentro, um black-out,

 Um apagão de esperanças

Tomou tamanho espaço

Sufocando tua confiança…

O dinheiro esvaiu-se

 Com intensa velocidade

Abrindo um vazio “nas contas”

Como fizera na INTIMIDADE.

Foi a fama, foi a pompa,

Que te afastou de TI?

 E Michel e Amy, e tantos

Como “findaram” assim…?

Oh, Whitney, há tantos,

Uma nova geração

 Que vê na Arte esta ânsia

De ganhar a multidão…

Eu oro por ti e por mim,

 Pois não nos conhecemos

De ilusões e desilusões

Passamos pelos milênios.

Quem sabe um dia entendamos

Com nosso irmão Nazareno

Que o nosso maior poder

 É “o poder sobre si mesmo”.

*Referência a lista de discussão da ABRARTE – Associação Brasileira de Artistas Espíritas

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Uma resposta para Uma prece para Whitney – Uma prece para mim

  1. Nosso querido Evangelizador, Poeta e Artista Jaime Togores, sempre a nos ensinar, e mais ainda, a nos sensibilizar com as cores precisas nas tintas experientes de seus textos;

    Refeito das emoções de suas luzes, volto ao raciocínio lógico e começo a pensar que o caminhar do Artista Espírita, neste intenso mundo de relações e ações com os seres e coisas, não é dicotômico, e sim dialético. Há de se buscar os ambos: Projeção e Introjeção, sem perder-se a sim mesmo, tampouco anular-se. Ou seja, Ousadia no crescimento e projeção do FAZER ARTE, humildade e recolhimento na introjeção de FAZER-SE UM SER MELHOR.

    Não é fácil o caminho, mas acredito que não impossível….

    Abraços fraternos a todos!

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