Quando recorrentemente conversamos neste Fórum* sobre a possibilidade de expandir nossos trabalhos e ganhar possibilidade de torná-lo muito mais conhecido, sempre me ocorre pensar que só não podemos continuar desconhecidos “de nós mesmos”.
- “De que vale ganhar o mundo inteiro e perder-se a si mesmo” – é uma fala significativa de Jesus lembrando a nós todos o real e o grande trabalho de todas as nossas encarnações: o autoconhecimento, reforçado logo na primeira obra espírita, pelos espíritos, nas questões tão conhecidas… 918 e 919 de O Livro dos Espíritos.
É também neste momento que pensamos qual o papel da Arte Espírita para o espírito que chega a Casa Espírita – Projetá-lo ou introjetá-lo? Fazê-lo crescer para fora ou crescer intimamente? Instigá-lo a ganhar o mundo ou a conquistar a si mesmo?
Onde foram parar as lições de Jesus na menina (naquele espírito) que reencarnou sob as bênçãos de poder integrar um coral de uma Igreja Batista?: – “Vós sois o sal da Terra, vóis sois a luz do mundo, por isso resplandeça a vossa luz diante dos homens!”
Uma prece para Whitney, uma prece para mim!
Quantos prêmios, quanto dom! Por que a mensagem esquecida? Onde Deus e Jesus se foram… Se perderam em tua vida?
Lembro os nossos tempos
no Coro
Da Igreja
em que vibrávamos
Sob a proteção do Cristo
Junto àqueles que amávamos…
Depois a beleza de tua voz
Alçou vôos mais altos,
Deixou o púlpito “sagrado”
Se aventurou pelos palcos…
Como “filha pródiga” seguiste
Centenas de prêmios lindos,
Merecidos.
Seus talentos
Produziram tanto brilho…!!!
Mas, por dentro, um black-out,
Um apagão de esperanças
Tomou tamanho espaço
Sufocando tua confiança…
O dinheiro esvaiu-se
Com intensa velocidade
Abrindo um vazio “nas contas”
Como fizera na INTIMIDADE.
Foi a fama, foi a pompa,
Que te afastou de TI?
E Michel e Amy, e tantos
Como “findaram” assim…?
Oh, Whitney, há tantos,
Uma nova geração
Que vê na Arte esta ânsia
De ganhar a multidão…
Eu oro por ti e por mim,
Pois não nos conhecemos
De ilusões e desilusões
Passamos pelos milênios.
Quem sabe um dia entendamos
Com nosso irmão Nazareno
Que o nosso maior poder
É “o poder sobre si mesmo”.
*Referência a lista de discussão da ABRARTE – Associação Brasileira de Artistas Espíritas



Nosso querido Evangelizador, Poeta e Artista Jaime Togores, sempre a nos ensinar, e mais ainda, a nos sensibilizar com as cores precisas nas tintas experientes de seus textos;
Refeito das emoções de suas luzes, volto ao raciocínio lógico e começo a pensar que o caminhar do Artista Espírita, neste intenso mundo de relações e ações com os seres e coisas, não é dicotômico, e sim dialético. Há de se buscar os ambos: Projeção e Introjeção, sem perder-se a sim mesmo, tampouco anular-se. Ou seja, Ousadia no crescimento e projeção do FAZER ARTE, humildade e recolhimento na introjeção de FAZER-SE UM SER MELHOR.
Não é fácil o caminho, mas acredito que não impossível….
Abraços fraternos a todos!