Paulo Cézar da Silva *
“A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que ele se serve e sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.” ( Livro dos Espíritos – Allan Kardec)
Sendo o corpo instrumento de trabalho do bailarino, cabe a ele trabalhar o seu desenvolvimento, para que ele possa ser um instrumento cheio de recursos, amplo de aptidões para a expressão do espírito que o abriga.
O corpo sendo ferramenta de trabalho do artista além de aprimorado, deve ser mantido em saúde, para que o mesmo possa se apresentar devidamente preparado para o momento em que for ser utilizado.
Isso requer boa alimentação, evitando alimentos que possam prejudicar a saúde, assim como vícios que influenciam em sua qualidade de vida.
Como toda ferramenta, que tem seu tempo de uso; a maior certeza que se tem quando se reencarna, é de que em um determinado período se retornará a verdadeira vida, quando se abandonará o corpo material emprestado pelo Criador, ao nosso processo evolutivo.
Cabe a nós então, durante a encarnação não apenas cuidar do nosso corpo, mas também fazer dele um bom uso, não apenas em nosso benefício mas também em benefício do próximo, pois de tudo que nos foi dado nos será cobrado, não no sentindo de pedir em troca, mas sim do questionamento de como utilizamos este corpo que nos emprestado.
Para o artista o desenvolvimento de uma técnica é essencial para ampliar as qualidades expressivas de seu instrumento de trabalho, assim como para o cantor sua voz, e o pianista a habilidade das mãos, para o bailarino seu corpo por inteiro deve ser aperfeiçoado, não apenas no aspecto técnico mas também artístico, que incluem expressão e interpretação, aspectos fundamentais na dança, mas que na maioria das vezes é esquecida.
Não podemos deixar de mencionar, que o que modela o nosso instrumento é a vontade do espírito, seu desejo, então, um corpo em que habita um espírito dedicado e persistente, resultará em um bailarino quem irá lapidar seu instrumento a cada exercícios técnico e expressivo.
Recordando que a habilidade técnica expressiva aumenta a qualidade da apresentação artística, mas não é o objetivo principal e único do bailarino espírita.
O bailarino espírita está ciente de que o objetivo do espírito é a evolução, o desenvolvimento do amor e da sabedoria, através do qual tem que dedicar-se plenamente.
A arte vem colaborar como meio de aperfeiçoamento do mesmo, de sensibilização do espírito, aproximando o homem de Deus, do próximo e de si mesmo.
* Paulo Cézar da Silva é ex-integrante do Grupo Espírita de Dança Evolução, onde participou por sete anos. Tornou-se espírita a partir do primeiro contato que teve com a Doutrina através da dança, no referido grupo. Atualmente cursa o último período de graduação em Dança pela Universidade Federal de Viçosa.
Olá amigos, espero que gostem o trecho do texto acima é drivado de um artigo maior, mas este fragmento foi bem selecionado pela Equipe do blog, o qual acredito que pode trazer grandes reflexões pertinentes ao nosso intrumento de trabalho: o corpo, sem esquecer que somos um espírito encarnado. Que o compromisso com a dança se amplia perante as nossas relações com o próximo (social), com o todo (DEUS) e com nós mesmos, relações sempre presentes em nosso aprendizado técnico-artístico e em especial em nossas apresentações.
Desenvolvo projeto de trabalho com alunos talentosos, entre os quais aqueles que possuem talento na área da dança. Nos últimos anos tento passar a idéia da dança como algo que é espiritual e não só corporal. Tens algum texto nesse sentido? Em que podes colaborar?
Parabéns irmão! Fico feliz em saber que vc trabalha a dança na doutrina Espírita.
Assim como vc eu também sou apaixonada pela dança, e desde agosto deste ano trabalho a dança com crianças da área social na Instituição Oficina de Luz em Carapicuiba.
Espero contar com vc através do site para me inspirar.
Que Deus possa te iluminar sempre e que vc seja muito feliz.Até mais