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Reflexão – Aos artistas
LUGAR ERRADO (Conversei com Jesus sobre o tema e o meu desejo de estar na mídia mundial)
por Jaime Togores
Oh, Jesus como eu queria
Estar à frente do mundo…
Mas não sei por que a Vida
Me fez assim obscuro?
Eu queria ser famoso,
Ser pólo de atração…
Mas não sei por que a Vida
Me fez assim: um senão?
Eu queria estar na mídia
Todo dia, toda hora…
Mas não sei por que, Jesus,
A Vida a mim me ignora?
Eu queria chegar e todo mundo
Aplaudir a minha presença…
Mas não sei por que, Senhor,
Todos tem por mim somente indiferença?
—————————————————–
Caro irmão, vou pedir
a meu Pai, Nosso Pai,
A justa explicação…
Porque até hoje não vi,
Caso assim como o seu
Nas linhas da Evolução.
Porque a Lei é concisa
E de tal forma precisa
Que eu mesmo estou chocado.
Em bilhões de anos vivendo
Nunca vi espírito algum
Estar no LUGAR ERRADO.
Publicado em Frase pra pensar, Para refletir, Poesias
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Artes Cênicas – Leia e reflita…
TEATRO E INDUÇÃO MAGNÉTICA
A Grécia é o berço do teatro ocidental, mas foi também na Grécia, especificamente na região da Magnésia, que era encontrado em abundância um dos mais importantes minerais: a magnetita.
A Magnetita, ou as “pedras mágicas” como eram chamadas na antiguidade, é a pedra-imã mais magnética entre todos os minerais do planeta, possuindo forma cristalina, quebradiça, de cor preta e brilho metálico.
Isso nos faz lembrar que nosso planeta é um grande magneto, girando em seu próprio eixo, por onde circulam permanentemente ente seus polos norte e sul, ondas eletromagnéticas. Abordando de forma mais abrangente pode-se afirmar que toda a vida na Terra produz algum tipo de agitação e que toda agitação, por consequência, produz ondas. Curtas, longas, de frequências variáveis e características múltiplas, estamos permanentemente mergulhados em um mar de ondas de variadas amplitudes.
Dentre as infinitas possibilidades de comprimento de onda, nosso ouvido capta apenas o curto limite de 20 a 20.000 hertz, escapando-nos a percepção das frequências fora dessa faixa, como por exemplo: os raios gama, o raio-X e as ondas infravermelhas.
Nós, indivíduos agentes no planeta, produzimos pelo pensamento ondas que se propagam em frequência que também nos foge à percepção. Curioso é constatar que, sob a ótica da existência de um universo extra-físico, nossos pensamentos se materializam, adquirindo formas e texturas próprias.
Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra, na atitude e no exemplo, criamos formas pensamentos ou imagens-moldes que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza a presença.
(A. LUIZ, 1973)
Podemos então afirmar que, uma peça teatral, que é construída inicialmente pelos pensamentos e ondas mentais de seus participantes, cria ao redor de si certa intensidade de vibração magnética capaz de irradiar suas características até os espectadores.
Vale lembrar outro aspecto, o de que ondas oriundas de fontes diferentes, mas dotadas da mesma frequência, tendem a entrar em ressonância quando se encontram, o que resulta numa potencialização do efeito delas. É como se a energia que elas transportam se fortalecesse pelo encontro em mesma frequência.
Inevitavelmente, o processo de ensaio e apresentação de uma peça teatral provocará a ressonância com indivíduos espirituais que se afinizem com o mesmo padrão de ondas, sejam de elevada ou baixa vibração, que podem, os indivíduos, ter ou não consciência mental da situação em que se encontram, bem como sofrerá o espetáculo a interferência das formas pensamentos pré-existentes no palco e no ambiente da plateia.
A plateia também é um grande campo magnético, tão diverso e múltiplo quantos sejam os interesses em que cada indivíduo está mergulhado.
Uma assembleia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota. Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.
(KARDEC, 1994)
Vale recordar que a indução magnética, estudada pelo físico britânico James Clerk Maxwell, consiste no processo onde um corpo eletrificado pode transferir para outro características suas, tendo ou não contato físico entre eles.
André Luiz, ao propor um estudo do fenômeno da mediunidade, oferece-nos o conceito de indução mental, que se daria de maneira análoga materializando-se quando indivíduos transmitem e recebem impressões entre si, como dois corpos de diferentes temperaturas transferem calor do mais aquecido para o mais frio, podendo estar em contato físico ou próximos o bastante para que a troca se estabeleça.
(…) no reino dos poderes mentais a indução exprime processo idêntico, porquanto a corrente mental é
suscetível de reproduzir as suas próprias peculiaridades em outra corrente mental que se lhe sintonize.
(A. LUIZ, 1973)
O espetáculo teatral, onde os atores, técnicos e demais envolvidos, chegaram ao teatro com antecedência, realizaram sua preparação técnica e emocional e encontra-se, ao abrir das cortinas, pleno da chama sagrada de Téspis, torna-se um grande corpo vibrante de energias, ondas e formas pensamentos, produzindo uma determinada indução magnética com aqueles que compõem sua plateia.
Os espectadores, de características diversas e plurais, que, ao entrarem no ambiente teatral, que começaram a ter seus comprimentos de onda mental alterados pela musicalidade do ambiente, por estímulos visuais disponíveis ainda no foyer e pelo estado de espirito de “adesão” ao espetáculo, torna-se um corpo capaz de ser induzido, ter suas emissões de pensamentos alterados e padrões mentais desconstruídos pela observação e, principalmente, pela vivência do fenômeno teatral.
Uma conversação, essa ou aquela leitura, a contemplação de um quadro, a idéia voltada para certo
assunto, um espetáculo artístico, uma visita efetuada ou recebida, um conselho ou uma opinião
representam agentes de indução, que variam segundo a natureza que lhes é característica, com resultados
tanto mais amplos quanto maior se nos faça a fixação mental ao redor deles.
(A. LUIZ, 1973)
O espetáculo teatral, mais do que objeto de entretenimento e reflexão social, é instrumento capaz de irradiar energias que, ao entrarem em contato com o campo de vibração de cada indivíduo (aura), produzirá sensações de bem estar, ansiedade, calma, tranquilidade, indignação, etc.
Essas sensações independerão de uma abordagem racional, pois o circuito magnético-espiritual que se estabelece entre espetáculo e plateia passeia pelo campo das vibrações, diretamente ligadas ao universo dos sentimentos.
Refletimos e arremessamos aos outros as imagens que habitam em nosso entorno espiritual, criadas por nossos pensamentos. Sendo assim, o artista que deseja retratar a beleza, a claridade e a espiritualidade deve exercitar-se em instalar a beleza, a claridade e a espiritualidade em sua própria vida íntima.
EDMUNDO CEZAR
LUIZ, André. Mecanismos da Mediunidade. 10a. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1973, pág. 83.
KARDEC, Allan. A Gênese. 17A ed. Rio de Janeiro: FEB, 1994, pág. 286.
LUIZ, André. Mecanismos da Mediunidade. 10a. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1973, pág. 41.
Publicado em Arte e Saúde, Para refletir, Textos arte espírita
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Reflexão – Este Corpo
Este Corpo
Seja amor o fôlego,
amor o sangue,
Amor o olho
E a cabeça e o coração deste corpo.
Seja alegria sua vida,
alegria seu cérebro,
Alegria a carne e o pé
Deste corpo.
Seu tronco seja confiança,
fé seus membros,
Doçura cada movimento.
Seja alma a pele.
Dá Tua Luz
Dentro deste corpo
Dá
Rogo
Tua Força
Rogo
Dá
Sê
Tu mesmo
Este corpo.
Rolf
Publicado em Para refletir, Poesia dança
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Rolf Gelewski
ROLF WERNER GELEWSKI
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Notícias da ABRARTE – 09 de Dezembro, 2011
Abrarte
Fortaleza 2012
Inscreva seu trabalho no 1º Encontro Nacional de Arte Espírita
As inscrições de trabalhos artísticos para serem apresentados no 1º Encontro Nacional de Arte Espírita, que acontece em Fortaleza, em junho do próximo ano, estão abertas desde o dia 21 de novembro e se estendem até o dia 21 de janeiro de 2012. Poderão ser inscritos trabalhos nas áreas de teatro, música, dança, literatura, artes plásticas e áudio-visual. Os trabalhos inscritos passarão por uma comissão de avaliação que selecionará aqueles que serão apresentados/mostrados durante o evento. O resultado da seleção sairá até o dia 14 de fevereiro de 2012. No dia 15 de fevereiro de 2012 abre-se o período de inscrições individuais, que será dividido em dois períodos distintos, conforme segue:
- de 15/fevereiro/12 a 15/março/12 – período de inscrição apenas para os artistas solo ou participantes de grupos que tiveram seus trabalhos selecionados.
- de 15/março/12 a 15/maio/12 – período de inscrição para todos os interessados.
O valor da inscrição individual para o evento é de R$ 120,00, se realizada até o dia 15 de abril de 2012 e de R$ 160,00, se realizada de 16 de abril a a 15 de maio de 2012. As vagas serão limitadas a 250. Assim, as inscrições podem se encerrar antes do prazo se atingido o número de vagas. A partir da 251ª inscrição, estas entrarão em fila de espera. Os associados da Abrarte, em dia com sua contribuição, terão direito a um desconto de R$ 24,00 no valor da inscrição, apenas no período em que a inscrição for de R$ 120,00, ou seja, até o dia 15 de abril de 2012. A partir do dia 16 de abril, os associados não terão mais direito ao desconto. O edital completo do 1º Encontro Nacional de Arte Espirita já está disponível no site da Abrarte. Para acessá-lo, clique no seguinte link: http://www.abrarte.org.br/_modulos/downloads/_loadfiles/site/get_file.php?cod=346. Mais informações sobre o evento poderão ser obtidas pelo e-mail encontronacional@abrarte.org.br.
Pelo Brasil (envie notícias para noticias@abrarte.org.br)
São Paulo
Cantatas de Natal em Americana
O Departamento de Artes da U.S.E. de Americana – Intermunicipal de Americana e Nova Odessa, está organizando o projeto Cantatas de Natal, com a participação de vários artistas espíritas da região, que integraram o Projeto CD Mensageiros da Harmonia, além de outros novos integrantes. As apresentações musicais estão acontecendo em todos os Centros Espíritas da região. A programação começou na última terça-feira, dia 6, no Centro Espírita Renascer, em Americana, prosseguindo ontem, dia 8, no Centro Espírita Mensageiros de Luz, da mesma cidade. Na próxima terça-feira, dia 13, às 20 horas, será a vez da Associação Espírita de Americana receber o projeto, que prossegue na quinta, dia 15, no Centro Espírita Caminho de Damasco, de Nova Odessa, e encerra no dia 21, no PA Dr. Bezerra de Meneses, novamente em Americana.(Clayton Prado – Americana)
Santa Catarina
NEA com agenda cheia neste fim de ano. O Núcleo Espírita de Artes, de Florianópolis, está com agenda cheia até o fim do ano, com muitas apresentações musicais e teatrais. Amanhã, às 19h30, na Associação Espírita Fé e Caridade, o seu grupo de música faz apresentação em palestra proferida por Rogério Silva, vice-presidente da Abrarte. Na próxima quinta-feira, dia 15, a trupe dos Clowneanos, do grupo de teatro, apresenta duas vezes a peça A incrível história da Mediunidade: às 17 horas no Auditório do Tribunal de Contas, e às 20 horas, no Centro Espírita Luz e Caridade. No sábado seguinte, dia 17, mais duas performances dos Clowneanos, que apresentam Vivendo o Espiritismo, às 17 horas, no Centro Espírita Irmão Erasto, e A incrível história da Mediunidade. Finalmente, no dia 23, o Grupo de Música faz nova apresentação no Centro Espírita A Caminho do Divino Mestre. O NEA encerra a programação do ano com uma visita assistencial ao Lar Recanto dos Idosos, no dia 24, onde ocorrerão novas apresentações artísticas.
Grupo Esperança faz apresentações
O Grupo Musical Espírita Esperança, vinculado ao Centro Espírita Fé, Esperança e Caridade de Jesus, de Florianópolis, apresenta-se na próxima terça-feira, dia 13, às 20 horas, no Centro Espírita Amor e Caridade, em São José. Na próxima sexta-feira, dia 16, o grupo apresenta-se na Praça XV de Novembro, no centro da capital, em programação especial de Natal promovida pela Prefeitura Municipal e pela Associaciação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF). O grupo tem ainda mais duas apresentações: no dia 22 de dezembro, às 20 horas, na Casa Espírita Frederico Rolla, e no dia 23, às 17h30, na rede de supermercados Angeloni.
(Rogério Silva – Florianópolis)
Rio de Janeiro
No Jardim dos Girassóis com Grupo Q Atua
O Grupo Q Atua apresenta amanhã, dia 10, o espetáculo No Jardim dos Girassóis no VI Happy Hour promovido em prol dos pólos 6 e 16 da Comeerj. O evento acontece na Congregação Espírita Cristã, à Rua Artur Rios, 388 – Senador Vasconcelos, em Campo Grande, a partir das 18h30, com abertura das bandas Dom Maior e Fato! e entradas a R$3,00. (Do Facebook da Abrarte)
Ceerj promove 1º Encontro de Artes
O Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro (CEERJ) promove neste domingo, dia 11 de dezembro, seu 1º Encontro de Artes. O evento, que começa às 12h30, acontece na sede do CEERJ, à Rua dos Inválidos, 182, Centro, e conta com a participação de Vozes e Acordes, Junior Vidal, Ariovaldo Filho, Coral Canto do Seareiro, Yassuo Imai, Banda Nova Era, Jonathan Moreira, Coromeerj Léon Denis e Cialemarte.
(Do Facebook da Abrarte)
Cialemarte em dose dupla
Além de participar do 1º Encontro de Artes, promovido pelo CEERJ, quando apresentará o espetáculo de bolso intitulado Sopros, a Cia. Espírita Leopoldo Machado de Arte Espírita (Cialemarte), de Mesquita, apresentará o mesmo espetáculo neste domingo, às 18h30, na confraternização natalina da Irmandade Espírita José da Luz, à Rua Júpiter, 696, Mesquita. Será a sua última apresentação de 2011. Com duração de 15 minutos, Sopros dá destaque à palavra poética declamada, cantada e corporificada, seguindo o mote “A Poesia é o Espírito!”.(Glaucio Cardoso – Mesquita)
Minas Gerais
Mostra de Música Espírita de Três Rios
O Grupo Espírita Fé e Esperança promove no próximo sábado, dia 17 de dezembro, às 20h, a I Mostra de Música Espírita de Três Rios. O evento acontece na sede da instituição, localizada no centro do município mineiro, e conta com a presença de Ariovaldo Filho, Denis Soares, Hércules Mota, Jonathan Moreira, Sader e Beth Chambela, João Paulo Lanini, Felipe Carretiero, Marcony Alhadas, Marcos Vinicius, Saulo e outros. Entrada franca.
(Do Facebook da Abrarte)
Para meditar
Reflexão
Os pequenos artistas da beleza!
No último domingo, tivemos a oportunidade de participar da I MOSTRA DE ARTE PEQUENINOS DE MEIMEI, realizada com o esforço quase anônimo da devotada companheira ligada à evangelização da criança e comprometida com a arte sob as luzes do Codificador, Delane Amarante.
Diminuta plateia encarnada se reuniu no singelo refeitório do Centro Espírita Cristão Bezerra de Menezes.
Nossos artistas – crianças, adolescentes e adultos – realizavam os últimos retoques da maquiagem entre os que adentravam o recinto, enquanto outros arrumavam obras artesanais confeccionadas pelo grupo de crianças e das habilidosas mãos das mãezinhas humildes, mas verdadeiras artistas nas peças de crochê que pareciam luzir, tamanho o amor empenhado em cada trabalho.
Ao fundo, uma obra se destacava na parede, uma pintura do nosso querido Dr. Bezerra de Menezes adornava o ambiente.
A cena não poderia deixar de nos inspirar profundas reflexões. A figura do amado médico dos pobres, parecia nos acolher e nos lembrar que o figurino mais luxuoso, o palco mais bem equipado, não poderia receber tamanha beleza que o final daquela tarde nos reservava.
As apresentações iniciaram com um grupo de crianças entoando doce melodia dedicada ao Dr. Bezerra.
Em seguida, encenavam a passagem do nascimento do Cristo com tamanha reverência, que dificilmente conseguimos conter as lágrimas.Ao som de Tim e Vanessa, dançaram a música Chamas, unidos a outro grupo de dança mais experiente – o Alegrarte.
Crianças, adolescentes, adultos… Infinita emoção dominou o ambiente que nos convidava a simplicidade, mas deixava transparecer a grandeza daquele momento.Em seguida dois grupos espíritas de dança recém formados, unindo jovens e adultos se apresentaram enchendo o ambiente de leveza e alegria.
Ao final, o encontro foi selado, unindo nossas mãos e corações em três rodas, lembrando os primórdios da arte na Terra, dançando improvisadamente e entoando cântico de louvor ao Criador em alegre despedida.
Tudo muito simples, mas que nos fazia sentir tão viva a mensagem do Cristo, no semblante de cada criança, realizada e feliz pelos momentos ali vividos.
O ambiente usado para servir a sopa, foi o palco improvisado em que os pequenos artistas receberam o pão da alma com a devoção dos “grandes”, que se fazem momentaneamente pequenos entre nós.
Cena marcante em nossa vida. Entramos “vazios” e saímos cheios de alegria e energias renovadas.
Lembramos a passagem evangélica, onde o Cristo assevera: “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o reino dos céus é para os que se lhes assemelham. – Digo-vos em verdade, que aquele que não receber o reino de Deus como uma criança, nele não entrará” (Marcos, 10:13 a 16).
Quantas reflexões esta tarde nos ensejou no que diz respeito à infância e à Arte Espírita… Com absoluta certeza, os pequeninos conseguiram ser “os artistas da beleza” naquela tarde… não pela perfeição técnica, mas pelo sincero fervor que irradiavam a cada gesto; não pelo figurino exterior, quase inexistente, mas pelas vestes translúcidas com que faziam ver o coração; não pela mensagem que se faziam objeto, mas pelo exemplo mudo que nos calou fundo na alma.
Despedimo-nos em meio a risos e brincadeiras infantis que, quais avezinhas, alegravam o ambiente.
Ficou-nos a reflexão – entregar-se à Arte alicerçada no Evangelho do Cristo com a simplicidade e a humildade da criança, sem desejar nada, além da alegria de partilhar a festa íntima de oferecer-se desnudo do ouro do mundo, mas rico do Reino de Deus.
Meu sincero agradecimento a todos que proporcionaram este banquete de luz – às nossas crianças de hoje, futuros artistas espíritas do amanhã.
(Daniela Soares – Belo Horizonte)
Expediente
Associação Brasileira de Artistas Espíritas
Fundada em 08/06/2007
Site Abrarte: www.abrarte.org.br / Portal Arte Espírita: www.arteespirita.com.br
Informativo virtual da Abrarte, publicado semanalmente às sextas feiras.
Edição/redação: Rogério F.Silva, João Romário Fernandes Filho e Emmanuel Albuquerque.
Contato: noticias@abrarte.org.br
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GEDRI: Cinco anos de Espiritismo em Dança
Os primeiros passos
Por Marina Petri da Silva
O Grupo Espírita de Dança Reforma Íntima nasceu em 2006, pela vontade de unir a dança ao Espiritismo nutrido por jovens e adultos de Vitória/ES.
Sua história começou a ser traçada em maio de 2006, quando um grupo de espíritas capixabas foi convidado a participar do encontro de mocidades espíritas de SP – a COMJESP – que acontece a cada cinco anos reunindo mocidades de diferentes pólos desse Estado. Neste grupo estavam Carla Zorzanelli e Mariana Petri, que há algum tempo sonhavam em unir a dança à Doutrina Espírita, mas não tinham ideia de como fazer isso. Nessa época pouco se divulgava sobre dança espírita, elas não conheciam nenhum grupo, exceto o Grupo Espírita de Dança Evolução (o GEDE), de Araras/SP, através do livro “Educação do Espírito”, de Walter de Oliveira Alves.
Para surpresa das capixabas, a abertura da COMJESP foi realizada pelo próprio Grupo Espírita de Dança Evolução, de Araras/SP. Ao final da apresentação, procuraram saber mais sobre o trabalho e descobriram que a ex-coordenadora do GEDE – Daniela Soares – estava de mudança para Vitória/ES. Conseguiram seu contato e a partir daí iniciaram-se as conversas e reuniões entre as três (Carla, Daniela e Mariana) sobre os preparativos do que seria o futuro grupo espírita de dança em Vitória.
Foram traçados objetivos, propostas e possibilidades, mas o grupo precisava de participantes para realmente começar. Mariana e Carla, que participavam domovimento de juventude espírita capixaba, começaram a reunir algumas amigas e amigos de diferentes casas espíritas, que tinham alguma afinidade com a dança (e ter afinidade não significava saber dançar, mas ter vontade de participar da futura equipe). Aos poucos, os primeiros integrantes foram convidando outros amigos e a equipe de trabalhadores começou a se delinear, sendo a primeira reunião oficial realizada no dia 17 de setembro de 2006, na Fraternidade Espírita Jardim Camburi (FEJAC), que funcionou como primeira sede. Poucos meses depois, dada a necessidade de se buscar um lugar mais centralizado para todos, pois a equipe era formada por pessoas de diferentes lugares da Grande Vitória, o grupo foi acolhido pela Federação Espírita do Estado do Espírito Santo (FEEES), que até hoje funciona como sede das reuniões.
Daniela vinha de uma experiência de quase 10 anos à frente do GEDE e sua participação como co-fundadora do GEDRI (que na época ainda não tinha nome) foi muito importante para os participantes aprenderem a trabalhar num grupo como esses. Ela assumiu a coordenação do grupo de Vitória e trouxe uma proposta na qual o objetivo primordial de existência deveria ser a reforma íntima dos seus integrantes.
Nos primeiros encontros foram discutidos textos sobre arte e dança espírita, visando à compreensão dos objetivos e propostas do trabalho, iniciaram-se técnicas de dança e a equipe assistiu a vídeos de outros grupos que trabalhavam com dança espírita pelo Brasil.
Pouco mais de um mês após sua fundação, apareceu o primeiro desafio: criar uma coreografia para o Encontro de Evangelizadores Espíritas do ES. Todos duvidaram de que conseguiriam, pois teriam apenas uma semana para montagem e ensaios, mas Daniela incentivava sempre, dizendo que essa apresentação seria muito importante para apresentar a dança espírita para o Espírito Santo, já que no encontro estariam evangelizadores de várias partes do Estado. A equipe topou o desafio, e no dia 18 de novembro apresentou sua primeira montagem: a coreografia “Novas Ideias”, com música de Moacyr Camargo. Antes da apresentação, enquanto todos se concentravam para fazer a prece, perceberam que seria necessário escolher um nome para apresentar o grupo. Como a proposta era de que ele funcionasse como um espaço de autodescobrimento para os seus próprios integrantes, uma das bailarina sugeriu que o nome fosse “Reforma Íntima”, o que foi acatado com alegria pelos demais membros do então Grupo Espírita de Dança Reforma Íntima (GEDRI), que estava prestes a fazer sua primeira apresentação
Essa experiência foi essencial para o próximo desafio que viria: Daniela teria que se afastar do GEDRI por conta do estado avançado da gravidez e os outros integrantes teriam que montar sozinhos um balé para a abertura do Encontro de Mocidades Espíritas do ES (o EMEES, que reúne cerca de 500 pessoas anualmente), em fevereiro do ano seguinte. O tema do encontro seria “Espiritismo e o Sentido da Vida”, teriam dois meses para fazer a montagem, pouca experiência, mas muita vontade e determinação.
O grupo trabalhou muito para que este primeiro espetáculo ficasse pronto. Foi necessária a participação de todos para pensar a ideia do espetáculo, quais músicas seriam utilizadas, roteiro, figurino, acessórios, além de muito estudo para que as ideias se solidificassem. Como estavam apenas engatinhando, esqueceram detalhes importantes, como a iluminação, que foi planejada no próprio dia da apresentação! “DeLagarta a Borboleta”, estreado em fevereiro de 2007 no EMEES, foi um verdadeiro marco para o GEDRI – uma experiência única e indescritível.
Desdobramento das atividades
Após o EMEES, as atividades do GEDRI desdobraram-se e o grupo fez várias apresentações em diferentes cidades do Espírito Santo, ainda em 2007, em parceria com o Grupo Anima de Teatro Espírita (o GEDRI fazia a abertura com “De lagarta aborboleta” e em seguida o Anima apresentava uma peça teatral). Os dois grupos se apresentaram juntos em cidades como Guaçuí, Colatina, Vitória e Vila Velha. Como o grupo estava agora (e continua até hoje) associado à Federativa do Estado, os compromissos em atender às demandas da FEEES acumularam atividades, como a aplicação de oficinas para evangelizadores (em eventos como o ENCONTREEI e o Projeto Cursos do DIJ) e apresentações em eventos, como o Encontro de Evangelizadores do ES, o Congresso Espírita do ES, o Encontro de Trabalhadores Espíritas (ENTRAE) e o próprio EMEES. Com este último, o GEDRI assumiu a responsabilidade de preparar, todos os anos, um espetáculo referente à temática do encontro, que se tornou tema gerador de estudos, debates e preparação dos espetáculos.
O GEDRI sempre trabalhou, portanto, com a criação de um espetáculo por ano, com estreia marcada para o Encontro de Mocidades Espíritas do ES. Esse processo tem funcionado muito bem, pois o grupo sempre se vê motivado a novas criações, sobre as quais se imprimem objetivos específicos, que mobilizam a vontade de estudar dos membros e impulsionam as ações do grupo sempre adiante, já que existe um prazo definido para elaboração dos trabalhos.
O trabalho em conjunto com o EMEES também é interessante pela interação que o grupo pode estabelecer com as demais equipes de trabalho da Federação, que geralmente estruturam suas atividades em torno de um tema central ao longo do ano.
Assim, podem todos estudar em conjunto e ajudar uns aos outros. É mesmo comum companheiros de outras equipes sugerirem ideias para o GEDRI, ou o GEDRI colaborar com ideias e sugestões para o trabalho de outras equipes.
Além dos espetáculos completos, busca-se todos os anos trabalhar uma coreografia“avulsa”, em geral a partir de alguma música espírita escolhida, em especial porque nem todas as casas espíritas e eventos possuem estrutura adequada para os espetáculos. É também uma maneira de mobilizar a energia criativa do grupo ao longo do ano (na prática, as etapas de coreografar e ensaiar espetáculos estendem-se de novembro a fevereiro – ou março, dependendo do ano).
Nos demais meses, o trabalho está direcionado aos estudos, tanto de temáticas escolhidas pelo grupo (como arte espírita, história da dança, reforma íntima, etc) quanto de temas relativos às produções futuras (que se iniciam apenas no segundo semestre), além de aulas de técnica clássica, momentos para discussões administrativas, avaliações e sugestões dos membros, ensaios para as apresentações e as apresentações em si.
Em grande parte de sua trajetória o grupo conseguiu manter-se com dois encontros semanais ao longo de todo o ano, com algumas semanas de férias geralmente após o EMEES, ou quando há uma folga maior entre os compromissos das apresentações.
Em geral, esses encontros ocorrem num dia durante a semana (atualmente na quinta à noite), e durante um período do final de semana (atualmente no domingo pela manhã). Em alguns momentos, entretanto, quando não foi possível manter os dois encontros semanais – por exemplo, durante quase todo o ano de 2010 – as reuniões foram realizadas aos finais de semana. É também comum em meses próximos ao EMEES ou de alguma apresentação de espetáculo o grupo marcar sequências intensivas de reuniões para ensaios.
Os encontros regulares e a técnica trabalhada certamente contribuem para o crescimento artístico e a sintonia e seriedade que o grupo pretende desenvolver. Do seu primeiro ano (2006) até hoje (2011), muitos avanços foram realizados, inclusive em termos técnicos e coreográficos, especialmente porque ao longo do tempo mais trabalhadores com vivência em dança juntaram-se ao grupo e trouxeram suas experiências, compartilhadas com os demais nas aulas e processos coreográficos, que são sempre coletivos.
Membros que nunca haviam tido contato com a dança antes de participarem do GEDRI não são, entretanto, coadjuvantes nas atividades. Nestes primeiros cinco anos, os estudos, sempre que possível, foram divididos entre todos, que ficavam responsáveis por preparar e trazer ao grupo algum texto, vídeo ou discussão a respeito do assunto sobre o qual este estava interessado. As decisões sobre temas a serem debatidos, ideias dos espetáculos, bem como sobre apresentações a serem realizadas, sempre foram decisões feitas por todos os integrantes, e muito disso só foi possível e continua sendo porque os membros são jovens e adultos que mantêm o diálogo aberto às opiniões de todos (certamente as opiniões não são sempre iguais, o que aumenta as possibilidades de crescimento na vivência grupal). A cumplicidade cultivada nas reuniões e fora delas, por meio de muitos encontros fora da atividade espírita, também contribui para tal.
Dificuldades do caminho
Certamente, mais difícil do que começar um grupo é dar continuidade a ele. Grupos que contam com a pura e simples boa-vontade dos trabalhadores são ainda mais difíceis de manterem-se em harmonia, pois nem todos encaram as tarefas com a mesma responsabilidade, interesse e dedicação. O que para uns é tarefa prioritária, para outros é quase uma distração, o que é absolutamente normal já que as atividades assumem significados próprios para cada qual. Por diversas vezes, membros mais assíduos e comprometidos viram-se sem saber o que fazer – gerando, inclusive, clima de insatisfação e animosidade – com membros que pareciam pouco contribuir enquanto somente alguns ficavam com a maior carga de trabalho.
Difícil imaginar um grupo que não tenha pessoas que não se sintam com a carga “pesada demais”, enquanto outros parecem estar com uma carga “pesada de menos”.
E com o GEDRI não foi diferente. A maioria dos problemas surgiu das dificuldades em se lidar com as diferentes posturas perante o trabalho – e que não são problemas propriamente ditos, mas oportunidades de aprendizagem coletiva.
Esses foram desafios rotineiros, próprios da atividade em grupo e da difícil aceitação das diferenças. São, portanto, dificuldades inerentes a nós próprios, nossas imperfeições, nossos pontos de vista individuais. Fazem-se mais claros de tempos em tempos, especialmente nos momentos de atividades mais intensas, que carecem de maior empenho de todos. Com paciência e dedicação – que precisa estar entre os focos do trabalho, já que o objetivo de existência do grupo é o crescimento dos indivíduos, e não o trabalho em si -, muitos abraçam verdadeiramente as atividades; outros naturalmente desligam-se do grupo.
Necessário se faz despertar em cada membro o reconhecimento da importância do grupo para si, ao mesmo tempo em que o grupo precisa mostrar aos seus integrantes a importância deles para que o coletivo funcione, sem exaltação do orgulho, mas num exercício de fraternidade e união. Nada disso é muito fácil, pois exige principalmente daqueles que estão à frente do trabalho uma postura de entendimento, conciliação e uma visão pedagógica muito clara, aprendendo a encarar tais momentos como oportunidades de crescimento dos indivíduos que fazem parte daquela coletividade,inclusive de si mesmos. Sentir-se legitimamente envolvido no trabalho, tendo suas ideias ouvidas e ponderadas, também é essencial para que cada integrante sinta-se, de fato, parte do grupo, o que refletirá no seu proceder para com a tarefa.
Além das dificuldades inerentes ao “trabalhar em grupo”, o trabalho com jovenspassando para a fase adulta (o GEDRI nasceu com integrantes entre 19 e 31 anos, e conta hoje com bailarinos de 15 a 27 anos) leva a uma série de outros obstáculos, em especial porque muitos iniciam suas carreiras profissionais nesta fase, veem aumentar sua carga de responsabilidades, ou mesmo deslocam-se para outros estados e países em busca de novos caminhos. Tais fatores levaram o GEDRI a duas fases bem difíceis, e apenas agora o grupo está se reestruturando numa terceira fase, finalmente de estabilidade quanto aos membros que o compõem.
Essas fases são citadas a seguir, como os dois grandes momentos de desafio para o GEDRI ao longo de sua trajetória. É claro que estar diante da primeira coreografia, do primeiro espetáculo, ou mesmo de um novo trabalho a ser feito é sempre um grande desafio, mas quando as dificuldades dizem respeito às pessoas e ao seu envolvimento com o trabalho, as montanhas quase sempre se tornam maiores.
O primeiro grande momento de dificuldade veio no segundo semestre de 2008. O grupo mantinha-se quase como originalmente, exceto pela adesão de vários novos membros em 2007, e fez a primeira apresentação exclusiva do GEDRI em teatro aberto (as demais apresentações haviam sido em parceria com o Grupo Anima de Teatro Espírita), no dia primeiro de junho de 2008 no Teatro do SESI, em Vitória/ES (o grupo apresentou os espetáculos “De lagarta a borboleta” e “Per Somnun”).
Pouco após a apresentação, cinco dos onze integrantes precisaram sair do grupo, seja por questões pessoais ou profissionais (quatro destes eram da formação original).
Para alguém que lê este texto pode parecer banal a entrada e saída de pessoas num agrupamento espírita, mas o GEDRI enfrentava isso pela primeira vez, e não foi fácil lidar com a saída de pessoas que haviam sido tão importantes em sua caminhada até então.
Instaurou-se um clima de total desânimo, e o grupo chegou a quase desistir daapresentação no EMEES de 2009. Apenas aos poucos e com muita coragem osparticipantes foram retomando a confiança e a animação. O GEDRI aprendeu a primeira lição da dificuldade, de que o trabalho está acima das pessoas, e é necessário sempre ter fé de que as coisas sempre podem melhorar, tomando o devido cuidado para não entrar na sintonia do desânimo.
Interessante ressaltar que a dificuldade não estava no número de pessoas (com a entrada de mais uma integrante o grupo contava com sete bailarinos – o mesmo número de quando fizeram a primeira coreografia), mas no nível vibratório em que quase todos se envolveram. O grupo parecia permanecer num vazio, que apenas com o tempo começou a ser preenchido…
O ano de 2009 seguiu ainda com dificuldades, mais saídas de membros, voltas enovamente saídas de outros, agendas cheias de compromissos profissionais (uns estudando para o vestibular, outros defendendo monografia ou dissertação), mas estavam todos emocionalmente mais preparados do que no ano anterior. Conseguiram, inclusive, ir pela primeira vez à Mostra Espírita de Dança Oficina do Espírito, em Araras/SP, levando os espetáculos “De lagarta a borboleta”, “Estações doEspírito” e a coreografia “Infantil” .
No final de 2009 apenas cinco pessoas permaneciam na equipe, e ainda assimmontaram, com alegria e confiança, o espetáculo “Missionário do Amor”, em homenagem a Chico Xavier, e várias coreografias para o espetáculo “Parnaso de Além-Túmulo”, ambos para o EMEES de 2010 (com a adesão de mais duas integrantes, apresentaram-se em sete bailarinos). A lição de 2009 havia funcionado.
Não importava o número de pessoas, mas sim o comprometimento dos que permaneciam no trabalho. O segundo grande desafio viria logo depois. Em 2010, desta equipe que permaneceu, as duas únicas pessoas que possuíam alguma experiência com dança e coordenavam o grupo na época mudaram-se para outros estados. O GEDRI recebeu vários novos integrantes, mas viu-se diante de inúmeras dificuldades, já que quase todos os membros eram novos e estavam apenas conhecendo as propostas e dinâmicas do trabalho. Apesar do medo e das incertezas, foi este grupo corajoso que segurou as pontas num ano de muitas descobertas e trabalho, pois graças à espiritualidade este foi o ano que o GEDRI mais movimentou energias para as apresentações. O grupo levou “Parnaso de Além-Túmulo” para várias cidades do Espírito Santo junto ao Grupo Anima de Teatro Espírita, apresentou-se em todos os Encontros Regionais (prévias do EMEES, que acontecem em cidades de norte a sul do Estado) e conseguiu ir, pela segunda vez, na Mostra de Araras/SP, levando uma adaptação do “Parnaso” e várias coreografias de “Missionário do Amor” . De certa forma, a rotina puxada manteve o grupo unido e coeso, ainda que as diretrizes estivessem um pouco incertas. Eram os primeiros passos para uma nova formação…
O GEDRI hoje
Do início de 2011 até a apresentação no EMEES (em março deste ano), o GEDRI contava com 10 bailarinos e pelo menos cinco pessoas na equipe técnica. Novas pessoas, comprometidas com o trabalho, juntaram-se à tarefa, e somente pelo esforço de muitos foi possível concretizar o espetáculo “O Espírito e o Tempo” (2011), até então a produção mais longa do grupo, com oito coreografias e duração de 43 minutos, além de roteiro mais denso e trabalhado.
No desdobramento das atividades de 2011 algumas pessoas já se desvincularam e muitas outras aderiram à equipe, que agora conta com 13 bailarinos além de cinco trabalhadores na equipe técnica. As reuniões, que em 2010 passaram a ser de uma vez por semana, voltaram a ser realizadas duas vezes na semana, sendo um dos dias destinado à técnica e questões administrativas, e o outro destinado aos estudos, ensaios e montagens coreográficas. Em termos administrativos, o GEDRI conta hoje com duas coordenadoras e duas pessoas com prática em dança (uma com formação em clássico e outra em jazz), além de equipes responsáveis pelas diversas áreas que compõem o trabalho do grupo (estudo, divulgação, ensaios, financeira, etc).
O maior trabalho do grupo este ano tem sido se reestruturar após um período sem coordenação fixa e sem pessoas com experiência em dança. A saída de muitas pessoas de uma formação mais antiga e a entrada de muitos membros novos também tem levado o grupo a reflexões interessantes, pois saber recepcionar bem os que chegam é uma tarefa difícil e imprescindível para qualquer grupo espírita. É preciso paciência para que todos compreendam o significado do trabalho com a arte espírita e entrem em sintonia com o grupo, muitos estudos precisam ser refeitos, a técnica precisa passar novamente pelo começo… Mas estes novos irmãos trazem consigo tamanho ânimo e vontade de trabalhar e aprender, que promovem aprendizados inestimáveis para todos os participantes. E é com alegria que se tem visto as reuniões cheias e todos muito empolgados com o trabalho ao lado desta família que pretende vincular a dança a Jesus e a Kardec .
Outras grandes preocupações do GEDRI, desde sua primeira participação em eventos fora do Espírito Santo (na Mostra de Araras/SP, em 2009), são o intercâmbio com outros grupos de arte espírita e, em especial, a divulgação da dança espírita – sejaatravés da participação em eventos, seja pelos meios digitais. A partir de 2009, portanto, o grupo começou a postar todos os vídeos de suas apresentações no canal de compartilhamento Youtube e em 2010 foi criado o blog do GEDRI (que pode ser acessado através do endereço: www.gedri.wordpress.com), onde estão disponíveis textos sobre arte e dança espírita, vídeos, contatos, além de inúmeras informações sobre o grupo (histórico, localização das reuniões, objetivos, sobre as coreografias e espetáculos, etc).
Em junho deste ano, o grupo participou da abertura do Fórum Nacional de Arte Espírita promovido pela ABRARTE – Associação Brasileira de Artistas Espíritas – que aconteceu dos dias 23 a 25 de junho, em Brasília/DF, e contou com a participação de grupos de arte espírita de todo o Brasil, com os quais o GEDRI teve a oportunidade de compartilhar experiências e vivenciar o real significado da unificação.
No momento em que este texto é escrito, o grupo se prepara para a segunda apresentação exclusiva do GEDRI para o público aberto, a ser realizada no dia 17 de setembro no Teatro do SESI, em Vitória/ES, em comemoração aos cinco anos deatividades, que se completam exatamente no dia 17 de setembro de 2011.
Prepara-se também para participar da I Mostra Espírita de Dança “Novos Horizontes”, que acontecerá entre os dias 7 e 9 de outubro de 2011, em Belo Horizonte/MG.
Considerações finais
Comemorar cinco anos de trabalho na dança aliada ao Cristianismo redivivo é motivo de alegria e esperança para todos que hoje compõem o Grupo Espírita de Dança Reforma Íntima.
Não se poderia finalizar este artigo de outra maneira senão agradecendo a todos que um dia fizeram e ainda fazem parte desta família espiritual, seja compondo o seu grupo de trabalhadores, seja auxiliando de qualquer outra forma, deste e do outro plano.
Mesmo com todas as dificuldades, pessoais e coletivas, que os propósitos de crescimento espiritual através da arte estejam sempre no leme das atividades do “Reforma Íntima”, muito mais do que a vontade de criar espetáculos e realizar apresentações…
E que muitos outros anos de trabalho, repletos de amizade, cumplicidade e união, marquem a estrada dos integrantes do GEDRI, de agora e do futuro!
“O GEDRI pra mim foi o começo de uma nova vida. Graças a esse grupo maravilhoso, criei forças para enfrentar minhas dificuldades, voltei a frequentar mais a casa espírita, e tive mais ânimo para estudar a doutrina.” – Aline Lima, integrante do GEDRI de 2008
“Representou um momento de aprendizado, sobre a necessidade de que todos nós temos de nos aprimorarmos intimamente, por meio da disciplina, da perseverança, da superação, e principalmente do estreitamento dos laços de amizade.” – Aline Leão, integrante do grupo de sua fundação até 2009.
“Existem muitas dificuldades (muitas das vezes por nós mesmos criadas), que nos fazem enfraquecer e querer desistir. Mas aí vêm os estudos sobre a Doutrina dentro do grupo, que sempre nos dão forças para continuar! Vem a certeza de uma espiritualidade, uma equipe imensa, que está do nosso lado, ajudando-nos, e só esperando nossas fraquezas passarem pra que possamos concretizar um trabalho que é deles, há muito tempo desenvolvido e organizado. Por essas e outras, agradeço a Deus pela bênção do GEDRI!” -Guilherme Vasconcelos, bailarino do GEDRI de 2007 até hoje.
“Hoje o GEDRI faz parte de mim, parte do que eu sou. Na faculdade, com a família e os amigos eu sou uma Gedriana e levo comigo todo o aprendizado que esse grupo trouxe para minha vida. A dança? Aaaah, a dança! Paixão que nem eu sabia que existia dentro de mim! Remédio para a alma!” – Isadora Padilha, no GEDRI desde o início de 2010.
“O GEDRI para mim é uma oportunidade de me sentir livre e completa fazendo aquilo que eu mais amo: dançar. É uma família, repleta de amigos que preenchem o meu coração e me fazem a cada momento ter certeza que realmente o amor é um sentimento sincero e recíproco. Ao GEDRI, obrigada pela oportunidade do trabalho. Aos Gedrianos, só tenho a agradecer por tudo o que vocês representam para mim e o quanto me fizeram e fazem crescer durante todos estes anos de relacionamento.” – Mayara Monteiro, integrante do GEDRI desde 2007, até hoje.
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Novos Horizontes
Palavras da Coordenadoria de Dança da Abrarte sobre a I MOSTRA ESPÍRITA DE DANÇA NOVOS HORIZONTE, realizada em 7, 8 e 9 de Outubro de 2011 em Belo Horizonte.
Retornando ao Mar da Galileia
Denize de Lucena
“Assim é que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” (Paulo – II Corintios, 5:17)
As palavras do apóstolo dos gentios nos auxiliam a resumir os instantes vividos na cidade de Belo Horizonte durante a realização da I Mostra de Dança Espírita da capital mineira, “Novos Horizontes”, ponto culminante do projeto “Dança na Casa Espírita” que ao longo de cerca de meia dúzia de meses, resultou no nascimento e fortalecimento de grupos de dança sob a inspiração da codificação Kardequiana.
Dizem que “impossível” é aquilo que todos acreditavam não ser possível de realizar até que alguém, desconhecendo ser impraticável, o concretiza.
A história da dança espírita em solo brasileiro, iniciada em 1995 com a fundação do Grupo Espírita de Dança Evolução, na cidade de Araras, São Paulo, vem fortalecendo seus princípios, em especial ao longo da última década, com a realização das Mostras de Dança Espírita “Oficina do Espírito”, naquela cidade, sendo polo irradiador do movimento de dança sob a ótica espiritista, promovendo encontros, reflexões e incentivando os trabalhos dos grupos.
Nos últimos anos, na busca por identificar seus saberes e fazeres, os dançarinos espíritas congregaram-se em ações, eventos, cursos e mostras, sedimentando o solo já semeado, e fortalecendo os conhecimentos vividos, construindo um referencial para os que já executam como para os que desejem adentrar no universo do trabalho de reforma íntima através da dança espírita.
Acompanhamos o desenvolver-se deste movimento, o surgir de novos grupos e o lapidar dos que já estendem suas atividades nas dobras do tempo.
Ainda que encontrando desconhecedores deste labor, a dança espírita segue sua trajetória, atenta aos registros necessários para que os que não lhe acompanharam a marcha desde o início, possam alcançar-lhes os passos.
A cada ano, vemos pacificarem-se questões que anteriormente inquietavam-nos a alma. Fortalecidos pela prática pautada na luz da Doutrina Espírita, de cujas bases nos negamos a abdicar sob quaisquer pretextos, nossas ações seguem firmes, na busca de aproximar tanto quanto possível nosso discurso e nossa atuação.
Já não mais nos questionamos se há ou não uma dança espírita. O tempo já cumpriu este mister. Convictos estamos de que apenas sob a hégide dos conhecimentos doutrinários, alicerçados no Evangelho do Cristo, nossa dança nos possibilitará a construção do homem novo que desejamos ser.
Na noite primeira, a referência franciscana ao corpo como um “burrinho” dócil que nos auxilia no trabalho de evolução, encontra respaldo na lúdica presença do grupo de teatro Atoss, que encena a história do burrinho de carga que é escolhido pelo rei para transportar seu filho, seu maior tesouro.
A equipe reduzida, multiplicou-se na busca de acolher a todas as almas que para ali se dirigiam, lembrando o imperativo do exercício da humildade e da simplicidade em nossas vidas.
O ambiente acolhedor, encravado na pedra, qual referência evangélica, misturava degraus e jardins, nos incentivando ao trabalho e à elevação de nossos pensamentos a fim de compartilharmos dos conhecimentos que seriam repartidos ali, durante o evento.
A música, companheira de cada instante de reunião, auxiliou-nos à manutenção da fraternidade, ao tempo que nos convidava ao banquete de núpcias com a espiritualidade presente.
O vai-e-vem ininterupto asseverava o interesse de todos pelos conhecimentos que ali seriam distribuídos, rememorando as multidões que seguiam o Messias para beberem de sua sabedoria.
Ao longo dos três dias de evento, vimos as figuras evangélicas aproximadas ao coração de crianças e jovens, adultos e idosos, cuja emoção deixava-se transparecer.
E o Mestre Jesus se fez presente em cada instante do evento, nas mensagens e imagens dispostas nas paredes por todo o ambiente, nas preces entoadas, nas coreografias e músicas, nos estudos e oficinas.
As apresentações realizadas na União Espírita Mineira, na noite artística, mais uma vez trouxeram as figuras evangélicas e as mensagens do Cristo, em inúmeras demonstrações de como a dança espírita pode unir o Bem e o Belo, fazendo íntimos às crianças e jovens figuras como Paulo de Tarso, João Evangelista, Chico Xavier, Meimei e tantos outros.
A diversidade, marca já presente na dança espírita, nos ampliou a riqueza de aprendizados. A presença de grupos já amadurecidos como o GEDRI, o Cor da Alma e o bailarino Paulo Silva, se harmonizaram com os nomes já conhecidos do Espelho da Alma, Iluminar, Transformarte e Alegrarte, grupos que já delimitam propostas sérias e consistentes, acolhendo o AMO, o Caminhar, o Desperta, o Eurípedes Barsanulfo, o Grupo Mães de Nazaré, Pequeninos de Meimei e Iluminar Infantil, nomes que nos acostumaremos a ver nos eventos espíritas, e que já nos apontam as emoções que florescem no caminho promissor que abraçam. Que maravilha confirmar que a cada evento cresce o número de grupos e artistas comprometidos com o Espiritismo.
Os pescadores de homens, o caminho iluminado, a segurança de o Culto do Evangelho no Lar, a trajetória do apóstolo da gentilidade, o aconchego de Maria de Nazaré, a alegria dos pequeninos nas brincadeiras que se perderam no tempo, as visões e a fé do apóstolo evangelista, a beleza que o Pai celestial vê em suas criaturas, foram algumas temáticas abordadas em gestos e movimentos, emoldurados por sorrisos e emoção que nos fizeram flutuar. Histórias que não esqueceremos.
O que se viu em cena encantou e emocionou aos que ali se encontravam, levando de retorno às suas casas e lares, a acertiva do caminho; mas por certo, o que não se viu, é o que de mais valioso trouxemos em nossas bagagens:
Os meses de construção do evento, as noites insones, o labor da espiritualidade incansável a orientar e sustentar as ações enquanto eram ainda meros anseios de um pequeno grupo; cada decisão e cada perda, cada escolha e cada acerto; o esforço individual, muitas vezes anônimo; as renúncias, inúmeras silenciosas, que nem chegamos a ter conhecimento; os testemunhos ofertados ora pelas presenças, ora pelas ausências, cujo registro se fixou apenas no plano dos espíritos e que talvez nunca cheguemos a ter ciência.
“O amor cobre a multidão dos pecados” nos lembra o apóstolo de Tarso. Muito mais que uma mostra de dança foi realizada nestes dias. E aqueles que lá estivemos, ao exemplo da figura evangélica de Maria, irmã de Marta, deixamos de lado os afazeres do dia-a-dia, para partilharmos da presença do Mestre querido e ouvi-lo. Afinal, eram apenas três dias… e como desejaríamos esticá-los!
Mas faz-se necessário voltar ao mundo, e às nossas atividades. Nunca, porém, os mesmos. Pois que novos horizontes nos foram abertos. Reinteramos nossa decisão de seguir os passos do Mestre, de colocarmo-nos a serviço de Sua mensagem de Amor, de nos submetermos ao Seu fogo e Sua espada, de lançarmos as redes sob sua orientação.
Como acontece em cada evento, chegou a hora de retornarmos… malas nos corredores, abraços, lágrimas, acenos, e uma certeza: nunca mais nos perderemos uns dos outros, pois o Cristo está em nós.
Seguiremos nossas atividades mais fortalecidos. Juntos a Jesus, singraremos outros mares.
E nos veremos em breve, multiplicados que fomos, como pães e peixes nas mãos do Rabi, desejosos de encontrar os demais grupos que morejam nas lides espíritas, e sob a bandeira do Cristo.
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O adolescente e a Dança Espírita
O ADOLESCENTE E A DANÇA
Daniela L. Pereira Soares
ADOLESCENTE – QUEM É ELE?
Antes de iniciarmos o trabalho com dança em qualquer faixa etária é necessário conhecer as características biológicas, psicológicas, afetivas e espirituais da fase em que o indivíduo está vivendo; inteirar-se de seus gostos e desejos, de suas dificuldades e desafios, para melhor compreendê-lo e assim, desenvolver uma atividade que venha ao encontro de suas necessidades. Dessa forma, apresentamos abaixo, uma síntese das principais modificações pelas quais a criança passa ao entrar nessa etapa da vida, apenas para que possamos ter em mente quem é a pessoa com a qual estamos lidando, o que é esperado e o que não é de se esperar nessa fase de desenvolvimento humano, tanto do ponto de vista físico como espiritual. Volta
Então, comecemos do início – O que é adolescência?
A adolescência caracteriza-se por ser uma fase de transição entre a infância e a juventude. É uma etapa extremamente importante do desenvolvimento, com características muito próprias, que levará a criança a tornar-se um ser adulto, acrescida da capacidade de reprodução. As mudanças corporais que ocorrem nesta fase são universais, com algumas variações, enquanto as psicológicas e de relações variam e cultura para cultura, de grupo para grupo e até entre indivíduos de um mesmo grupo. (ZAGURY, 1996, p. 24)
Especialistas no assunto, colocam hoje em dia a puberdade (11 a 12 anos) como pequena fase de transição entre a infância e adolescência (13 a 18 anos).
Segundo a autora já citada, dentre as características da adolescência, destacam-se:
- Acentuado desenvolvimento físico – A característica mais clara e visível são as mudanças externas, no entanto, internamente fortes transformações nos campos intelectual e afetivo acontecem. Do ponto de vista físico, Zagury (1996) esclarece:
A menina em poucos meses perde as características infantis, tomando formas femininas, quase que as definitivas de toda a juventude. Entretanto, ainda se sente e age como uma criança, aprisionada num corpo que, somente aos poucos, irá incorporando como seu de fato.
Os meninos, por seu turno, também passam por dificuldades. O engrossar da voz, por exemplo, os deixa em situações difíceis, porque ora ela soa aguda e desafinada, ora eles têm a sensação nítida de que é seu próprio pai que lhes fala… As ereções e polução noturna trazem embaraços adicionais, principalmente, quando não têm, em casa, liberdade suficiente para tocar em tais assuntos. (ZAGURY, 1996, p. 29)
- Amadurecimento sexual – o disparar do relógio biológico coloca em funcionamento glândulas que produzirão hormônios importantíssimos. Há portanto, uma grande atividade hormonal, glandular, que levará à capacitação reprodutiva.
- Modificações a nível social – o grupo de amigos tende a aumentar em importância e a tendência à imitação acentua-se novamente, ou seja, a forma de vestir, de falar, de agir e até mesmo os gostos tendem a ser muito influenciados pelo grupo. Temem não serem aceitos e valorizados pelos amigos e, portanto, procuram agir de acordo com o que faz a maioria.
- Desenvolvimento intelectual – Há o surgimento do raciocínio hipotético-dedutivo, permitindo generalizações mais rápidas, bem como a compreensão de conceitos abstratos. Essa independência intelectual, muitas vezes manifesta-se como rebeldia em relação às autoridades em geral. Este fato se liga a capacidade de abstração, reflexão e generalização de hipóteses, o que leva o jovem a uma abordagem mais filosófica e independente sobre quaisquer conceitos que lhe sejam apresentados. Dessa forma, se antes, tudo o que era dito por pais e professores era verdade absoluta, agora não é mais. Passam a questionar princípios sociais, religiosos, políticos e familiares.
- Aumento do apetite – devido ao rápido e intenso crescimento físico.
- Busca de identidade – Como já dissemos, nesta fase a sociabilidade é maior, no entanto a insegurança é muito grande. Há uma busca de identidade, para a qual o jovem precisa de um tempo, pois acarreta angústia, dificuldades de relacionamento, confusão e medo. Daí o fato de alternarem períodos de grande convívio com amigos e períodos em que se “enfurnam” no quarto, pouco ou nada falando com ninguém.
- Instabilidade emocional – É comum períodos de serenidade sucederem-se a outros de extrema fragilidade emocional, com demonstrações freqüentes de instabilidade. Isso se deve a insegurança sentida pelo jovem, que ora se manifesta como “superioridade” em relação ao adulto, ora como total dependência.
Essa ebulição interna pode expressar-se de várias maneiras. Uma delas, por exemplo, é a tendência a deixar as coisas desarrumadas, o quarto, os armários, as roupas. Às vezes até a aparência torna-se desleixada. [...] importante é compreender que, por trás do aparente descaso, estão a insegurança, o medo interno, numa fase em que tudo se transforma com muita rapidez para eles. Mas passa. É só saber esperar. (ZAGURY, 1996, p.28)
Um ponto bastante importante a ser refletido por todos nós, é que a relação com o adolescente, principalmente entre pais e filhos, faz parte de um processo que se iniciou na infância, logo nos primeiros anos de vida da criança. As coisas não acontecem por acaso. Desta maneira, a forma de relacionamento que se estabeleceu na mais tenra idade é, provavelmente, a que vai predominar no futuro. No que diz respeito à responsabilidade dos genitores neste processo, André Luiz , nos diz em Mecanismos da Mediunidade que “a maneira de alguém que recebe esse ou aquele tipo de educação em estado de sonolência, o Espírito reencarnado, no período infantil, recolhe dos pais os mapas de inclinação e conduta que lhe nortearão a existência[...]”. Além disso, a lei da reencarnação explica simpatias e desafetos aparentemente voluntários no seio familiar, que são muitas vezes agravados neste período.
Do ponto de vista espiritual, “a epífise, glândula da vida mental, acorda no organismo do homem na puberdade, as forças criadoras e, em seguida, continua a funcionar, como o mais avançado laboratório de elementos psíquicos da criatura terrestre” [1], a partir daí segundo o instrutor Alexandre em diálogo com André Luiz nos diz que:
Aos catorze anos, aproximadamente, de posição estacionária, quanto às suas atribuições essenciais, recomeça a funcionar no homem reencarnado (referência a glândula pineal). O que representava controle é fonte criadora e válvula de escapamento. A glândula pinealreajusta-se ao concerto orgânico e reabre seus mundos maravilhosos de sensações e impressões na esfera emocional. Entrega-se a criatura à recapitulação da sexualidade, examina o inventário de suas paixões vividas noutra época, que reaparecem sob fortes impulsos. Ela preside aos fenômenos nervosos da emoção, como órgão de elevada expressão no corpo etéreo. Desata, de certo modo, os laços divinos da Natureza, os quais ligam as existências umas às outras, na sequência de lutas, pelo aprimoramento da alma, e deixa entrever a grandeza das faculdades criadoras de que a criatura se acha investida. (XAVIER, F.C ,espírito Andre Luiz, 1995, pp 20-21).
Muitos pais questionam as mudanças de comportamento do filho nesta faixa etária – é que o espírito, que antes se revestia da túnica da inocência infantil[2], acorda do estado transitório em que se encontrava, tomando posse gradualmente de suas faculdades que se conservavam em estado latente. O espírito na fase da adolescência estará contrapondo a educação e todas as experiências por que passou na fase da infantil, com a bagagem milenar que traz de outras existências. José Raul Teixeira (1995), em seu livro “Desafios da Educação”, ditado pelo espírito de Camilo, apresenta de forma bem clara esse período cheio de dúvidas, ansiedades, desejos e temores por que passa a criatura encarnada na fase da adolescência:
Esse conjunto de músculos e hormônios, enquanto se desenvolve no corpo adolescente, estabelece as suas leis; em meio a uma intensa tempestade de psiquismo pretérito que se libera do âmago desse indivíduo e que se choca com as psicologias da atualidade, de onde o jovem tem que extrair o que deseja ser, em verdade, ignorando as razões das suas constantes alterações de humor e de gostos, como se cada dia fosse ele mesmo outra criatura. Nesse turbilhão de costumes do mundo profano que assevera a extrema validade de tudo, diante das normatizações disciplinares das religiões que dizem o que é proibido aqui ou o que é pecaminoso ali, tem o moço que estabelecer onde estará o meio termo nas questões da vida moral. (TEIXEIRA, J. R.,espírito Camilo, 1995, pp 33-34)
Aí a importância do período infância na Educação do Espírito – “Durante o tempo em que seus instintos dormitam, ele é mais flexível, e por isso mesmo, mas acessível às impressões que podem modificar sua natureza e fazê-lo progredir [...] – (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p.114). Dentro deste pensamento, Alves (2000) destaca o papel da arte:
Daí a importância de se alimentar a alma infantil com sentimentos elevados, cultivar os ideais superiores da alma e abrir canais para a expansão e liberação dessa energia para os caminhos superiores da vida, abrindo-se e expandindo a energia criadora nos caminhos belos e divinos da arte em geral, da música, da dança, do teatro, das artes plásticas, da poesia e, ao mesmo tempo, desenvolvendo os ideais nobres da alma que vão desembocar no amor ao próximo, essência divina e superior do sentimento maior. (ALVES, 2000, p. 128)
O JOVEM E A DANÇA
“[...] no entanto, chegados à compreensão de agora, podemos assegurar que tudo na vida, é impulso criador. Todos os seres que conhecemos, do verme ao anjo, são herdeiros da Divindade que nos confere a existência e todos somos depositários de faculdades criadoras.” (Andre Luiz, No Mundo Maior. Cap. XI)
Todos os seres são dotados da energia criadora, utilizando-a segundo o grau evolutivo em que se encontrem. Segundo Alves (2000), nos primórdios da evolução, o ser se utiliza dessa energia para satisfazer as necessidades básicas da espécie – alimentação, procriação, ataque e defesa; no entanto, o cientista, o pintor, o músico, o bailarino fazem uso desta mesma energia, dentro do grau evolutivo em que estejam.
Como vimos anteriormente, temos na puberdade o desabrochar da glândula pineal, que segundo o instrutor Alexandre[3], conserva ascendência sobre o sistema endocrínico. “Ligada à mente, comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade. Manancial criador dos mais importantes, suas atribuições são extensas e fundamentais”. Além disso, segundo o instrutor, já citado, na qualidade de controladora do mundo emotivo, sua posição na experiência sexual é básica e absoluta. No entanto, a maioria de nós encarnados, canaliza esta energia para os campos mais baixos do prazer materialista, pervertendo nosso campo mental consciente e, dessa forma nosso psiquismo insconsciente – “a vontade desequilibrada desregula o foco de nossas possibilidades criadoras.
Desta maneira, temos na arte um forte elemento de canalização da energia criadora do Espírito, quando bem conduzida, aos canais superiores da vida – tarefa que deve ser iniciada desde a primeira infância.
Na adolescência em especial, uma das mais importantes e belas fases do Espírito reencarnado, a arte vem ao encontro do desejo de “fazer”, de “criar” do jovem, direcionando a “vontade” a ideais superiores. O ideal, alimentado na infância, segundo Alves (2000), “é força que direciona a energia criadora para os caminhos superiores da evolução.”
Segundo Nallini (s.d) a dança com adolescentes,
“disciplina e organiza ATOS, conscientiza a mente, abrange possibilidades do uso do corpo, disciplinando a sexualidade e a libido, ajuda a tratar o corpo como um instrumento do qual se faz uso, pois na doutrina sabemos que é o envoltório do qual nos utilizamos para o cumprimento das nossas tarefas (provas e expiações) no plano material”. (NALLINI, s.d.)
Dentre os objetivos da dança na vida do Espírito, a autora já citada acrescenta:
A dança desenvolve ricos mecanismos de evolução do pensamento e do sentimento, pois disciplina atos e ajuda na construção de novos pensamentos e desejos. Ela pode promover no espírito um estado de alegria, afastando depressões e tristezas, quando bem direcionada. Renova seus quadros de memória de maneira prazerosa e disciplinada. Eleva o pensamento do espírito, sendo às vezes até caracterizada como uma atividade mediúnica. A dança: modifica a vontade, reflete uma maneira de sentir, disciplina os sentimentos, ajuda a identificar as necessidades espirituais do ser e seus conflitos, é um processo educativo, processa identificação e limpeza nos quadros da memória e explora o pensamento e as emoções. Acreditamos que a dança, como disciplinadora de sentimentos e conduta, deveria controlar a vaidade, dar consciência do espaço (você no espaço X espaço trabalhado), proporcionar cuidados com o corpo e a mente, com os processos mentais e com as ações como reprodução dos pensamentos.
COMO COMEÇAR UM TRABALHO DE DANÇA COM ADOLESCENTES?
O primeiro passo é motivá-los, mobilizando a vontade de realizar o trabalho. Como nos diz Alves (2000) apud Emmanuel – “A vontade é a mola propulsora da ação.”
É preciso levar algo concreto, com uma meta a atingir. Um exemplo é convidá-los a montar uma coreografia para um evento com data já agendada na Casa Espírita e/ou levar a proposta de apresentar em uma Mostra Espírita de Dança. O jovem gosta de desafios e de sentir útil, co-criador das atividades que realiza. No entanto, é esperado que nem todos se entusiasmem. Um dos motivos é o medo de se expor pelas transformações do próprio corpo, o receio de errar e não ser aceito pelo grupo. Neste caso, é melhor não insistir e tratar com naturalidade. Com o tempo, vendo o envolvimento dos outros jovens e principalmente a apresentação realizada, o trabalho pronto, outros adolescentes se sentirão atraídos pelo trabalho de forma natural, sem serem forçados para tal.
Também deve-se considerar, que nem todos “gostam” ou sentem-se atraídos pela linguagem da dança. É importante que isso seja respeitado e que o coordenador do grupo e/ou evangelizador seja sensível para identificar outras habilidades que este jovem seja portador. Dessa forma poderá sugerir atividades em que ele não esteja necessariamente dançando, mas que faça parte do trabalho realizado pelo grupo, como: fazer a sonoplastia da apresentação, ajudar na construção dos cenários, criar e/ou desenhar figurino adequado para a apresentação, fazer a parte de iluminação, pesquisar e escrever o roteiro do espetáculo, entre outros.
Outro ponto bastante importante é o diálogo. É importante propor idéais, mas antes de tudo é imprescindível saber ouvir e direcionar propostas em que o adolescente envolva-se e sinta-se participante ativo no desenvolvimento da atividade.
Não basta propor criações que venham ao encontro apenas dos ideais do coordenador e/ou coreógrafo, é preciso também, que se alinhem às necessidades dos adolescentes – este ponto é fundamental para que se sintam motivados e entreguem-se ao trabalho proposto. Isso não quer dizer, aceitar propostas em desacordo com os ideais espírita-cristãos, e sim, saber direcionar suas escolhas, de forma que contemple temas, estilos musicais, técnicas de dança que o jovem tenha interesse.
Quando ouvido, tratado com respeito, sem imposições de qualquer tipo, o jovem tende a se abrir ao diálogo, e já de posse do pensamento formal[4], segundo Piaget, é capaz de discutir, refletir com o coordenador, coreógrafo e demais integrantes do grupo; textos e propostas para a criação coreográfica que venham ao encontro dos objetivos da Doutrina Espírita.
Realizada a primeira apresentação, se todos se sentirem motivados, surgirão outras e aí estará o germe de um futuro grupo espírita de dança.
Importante discutir com os jovens um nome para o grupo, horários fixos para ensaios e treinos técnicos e estender o convite aos que já tenham experiência em dança, para participarem das reuniões de preparação das aulas. Feito isto, é importante definir em conjunto o objetivo do trabalho de dança na Casa Espírita. É preciso que todos os participantes tenham em mente com muita clareza o porquê do trabalho com dança e os benefícios que trarão a ele como Espírito Imortal.
O norte do trabalho artístico será sempre o estudo e a vivência do Evangelho do Cristo, roteiro seguro que auxiliará em profundas transformações íntimas e que se refletirá nas criações realizadas pelo grupo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ALVES, Walter Oliveira. Educação do Espírito: Introdução à Pedagogia Espírita. 1ª ed. Araras/São Paulo: Instituto de Difusão Espírita,1997.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 284ed. Araras: IDE Editora, 365p.
NALLINI, Eneida. A Dança como Expressão do Espírito. Disponível em: http://mostraespiritadedanca.wordpress.com/2010/08/20/danca-como expressao-do-espirito/
TEIXEIRA, José Raul (espírito Camilo). Desafios da Educação. 1ed. Rio de Janeiro: Editora FRATER, 1995, 140p.
XAVIER, Francisco Cândido (espírito André Luiz). Missionários da Luz. 26 ed. Rio de Janeiro: FEB, 347p.
ZAGURY, Tania. O Adolescente por ele mesmo: Orientações para pais e educadores. 3ed. Rio de Janeiro: Record, 1996.
[1] Ler Missionários da Luz (XAVIER, Francisco Cândido – Emmanuel). Cap. 2 – FEB
[2] Ler Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. VIII – Bem Aventurados Aqueles que Tem o Coração Puro.
[3] Missionários da Luz, p. 21
[4]PIAGET (s.d.) apud ALVES (2000) nos diz, que do ponto de vista cognitivo, os primeiros tempos da adolescência, o jovem começa a lidar não só com situações reais e concretas, mas também de pensar logicamente sobre coisas abstratas. Aumenta gradualmente a capacidade de resolver problemas abstratos, adquirindo o pensamento científico. Daí a importância de se trabalhar com técnicas dinâmicas que levem o jovem à pesquisa, à troca de idéias, ao desenvolvimento do pensamento científico. (ALVES, W. O. Introdução ao Estudo da Pedagogia Espírita: Teoria e Prática. 1ed. Araras/SP: IDE, 2000, pp 127-128.
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Boa Nova para a Dança Espírita em Minas Gerais
“O espírito sopra onde quer.” (João 3,8)
Nos dias 7, 8 e 9 de Outubro de 2011 aconteceu em Belo Horizonte a I MOSTRA ESPÍRITA DE DANÇA NOVOS HORIZONTES.O evento foi sediado na Sociedade Espírita Maria Nunes, localizada no Bairro 1º de Maio e contou com a participação de 150 pessoas entre participantes e tarefeiros.
Durante os três dias de encontro, Minas foi palco de encontros e reencontros entre artistas espíritas da dança, muitos dando os primeiros passos, encorajados por grupos veteranos de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Vitória.
A abertura na sexta-feira à noite, contou a participação do Grupo Espírita de Dança
Iluminar, de Ribeirão das Neves, interpretando o espetáculo “Chico – Mandato de Amor”, após expressiva prece da coordenadora de dança da ABRARTE – Denize de Lucena.
A programação seguiu com a exposição de três relatos de experiência em torno da Dança na Casa Espírita realizados pelo Grupo Vida de Teatro, da Comunhão Espírita de Brasília, seguida da exposição de Leidismar Matta sobre o trabalho realizado pelo Centro Espírita Cristão Bezerra de Menezes com o recém formado Grupo Espírita de Arte e Dança Amor em Movimento.
A noite foi encerrada com o relato do Grupo Espírita de Dança Reforma, sediado na Federação Espírita do Espírito Santo e logo após, os participantes tiveram a oportunidade de trocarem idéias com as expositoras.No sábado as atividades foram intensas e tiveram início as 6:00 horas da manhã, seguida de apresentações artísticas e momentos musicais, onde buscou-se contemplar músicas de diversos estados brasileiros.
Os períodos de estudo versaram sobre o tema – O que é Dança Espírita? e foram divididos em três módulos – O que é?, Pra quê? e Como? fazer Dança na Casa Espírita.
Estes momentos ricos em aprendizado e reflexões abrangeram crianças a partir de 3 anos de idade e se estenderam a adolescentes, adultos e idosos.
A noite artística foi repleta de muitas emoções.A União Espírita Mineira, de Belo Horizonte, recebeu participantes e convidados num espetáculo onde a simplicidade e a beleza se misturaram a sorrisos e lágrimas de artistas da dança de todas as idades – iniciantes e veteranos.
As apresentações aconteceram após bela palestra ministrada por Denize de Lucena – Coordenadora de Dança da Abrarte, cujo tema central do evento – O que é Dança Espírita? foi exposto com brilhantismo, sempre embasado nas obras da Codificação.
O domingo foi reservado a oficinas de capacitação, ministradas por profissionais da área, espíritas e com grande conhecimento técnico sobre os assuntos abordados – Dança Contemporânea, Dança de Salão, Maquiagem, Bases Técnicas do Ballet Clássico e da Dança Moderna, Danças
Circulares, Criação Coreográfica com Temática Espírita, Dança na Educação do Espírito e um centro de interesse ligado ao Projeto de Capacitação Dança na Casa Espírita.Além disso, o Grupo Atoss de Belo Horizonte, participou nos momentos dedicados a integração apresentando duas esquetes que sensibilizaram adultos e crianças – “O burro de cargo” e “Emiliano Jardim”, este último, traçou linha tênue entre a união teatro e dança, através de emocionante performance, que marejou vários olhos de lágrimas.
Ao final do evento, houve uma mesa redonda com artistas profissionais da dança, onde
puderam pontuar vários aspectos a serem melhorados no trabalho coreográfico dos diversos grupos presentes.O Grupo Verbos de Versos coroou o encerramento entoando belíssimas canções, que foram coreografadas de improviso por participantes de todas as idades, selando o compromisso ali vivido nos três dias.
Fechando o encontro, participantes e tarefeiros elevaram sublime prece de gratidão pela concretização de um sonho acalentado a quase um ano – a realização da I Mostra Espírita de Dança Novos Horizontes.
Um abraço coletivo finalizou o momento final, quando em uníssono todos soltaram a voz proclamando – Arte Espírita: Luz no Palco, Luz na Vida!
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Dançarino e coreógrafo alemão naturalizado brasileiro, fundador da CASA Sri Aurobindo.
Em 1960 muda-se para o Brasil, a convite da Universidade Federal da Bahia, para estruturar o Curso de Dança daquela Universidade, onde foi professor até 1975. Nesse período ocupa também os cargos de Diretor da Escola de Dança, Dirigente e Coreógrafo do Grupo de Dança Contemporânea e Chefe do Departamento de Integração e Educação Artística. Publica pela UFBa vários trabalhos didáticos para o ensino de Dança. Desde 1960 realiza recitais solísticos no Brasil, assim como apresentações no exterior. Em 1970 e 1971 trabalha como professor convidado em algumas universidades norte-americanas.
Em março de 1971, começou a viver em comunidade com um grupo de jovens em Salvador, e é desta comunidade que nasce, em setembro do mesmo ano, uma sociedade, a “CASA Sri Aurobindo”, tendo Rolf como Presidente e ocupando a comunidade o lugar central na realização dos propósitos da CASA.
Na busca de seus objetivos essenciais, Rolf criou diversas propostas de trabalho envolvendo as diversas partes do ser (físico, vital, estético-emocional, mental-cultural e espiritual) baseadas na filosofia e Yoga de Sri Aurobindo. Estas propostas são, hoje, a base do trabalho prático da CASA, que, como Rolf, apóia-se inteiramente nos ensinamentos de Sri Aurobindo e d’A Mãe. 

